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No Maranhão, Mapa realiza treinamento para fortalecer a capacidade técnica do Grupo Gestor Estadual do Plano ABC+

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Representantes das secretarias estaduais de Agricultura e Meio Ambiente, instituições de pesquisa e extensão, universidades e demais atores que compõem o Grupo Gestor Estadual (GGE) do Plano ABC+ no Maranhão, participaram nessa terça-feira (20) do treinamento realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O evento tem como finalidade ampliar a capacidade técnica de planejamento e monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor de resíduos da produção animal, com base no uso da ferramenta ABC+Calc, que permite transformar dados técnicos em informações estratégicas e gerenciar a tomada de decisão tanto do setor público quanto do setor privado.

Essa ferramenta traduz, em números, o avanço das políticas públicas e da atuação do setor produtivo, evidenciando seu papel na produtividade agropecuária e, consequentemente, na redução das emissões de gases de efeito estufa, além do aumento da resiliência frente às mudanças do clima.

Durante o encontro, os participantes receberam informações atualizadas sobre o Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA), incluindo aspectos técnicos e de mercado das tecnologias envolvidas e como essas soluções contribuem para a redução das emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) no contexto do Plano ABC+.

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As atividades de capacitação do MRPA marcam o início das atividades com os GGEs no projeto Integrando a Mitigação de Metano nas Estratégias Nacionais de Agricultura, iniciado em 2024 com apoio da Climate & Clean Air Coalition.

De acordo com o diretor substituto do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), Rodrigo Dantas, os treinamentos representam um passo decisivo na continuidade da implementação efetiva do Plano ABC+ nos estados. “Ao integrarmos os benefícios técnicos da ferramenta ABC+Calc com a aplicação prática no MPRA, fortalecemos a eficiência produtiva, a capacidade de adaptação e planejamento das ações de mitigação nos territórios, trazendo com isso mais benefícios para o produtor.”, completou Dantas.

Os treinamentos já foram realizados em Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Em maio, as atividades tiveram iniciaram por Campo Grande (MT), no dia 6/5, seguido de Cuiabá no dia 8/5. Os próximos eventos acontecerão em Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Salvador (BA), nos dias 22, 26 e 28 de maio, respectivamente.

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O que é o ABC+Calc

A ABC+Calc é uma calculadora desenvolvida no âmbito do projeto Integrando a Mitigação de Metano nas Estratégias Nacionais de Agricultura, desenvolvida pelo Mapa em parceria com a Embrapa Suínos e Aves e o Instituto 17, com o objetivo de apoiar o planejamento e o monitoramento das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário.

A ferramenta permite estimar as emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) associadas ao Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA), considerando as principais cadeias produtivas: suínos, aves, bovinos de corte e de leite.

Ela organiza os dados, aplica metodologias reconhecidas internacionalmente e fornece suporte técnico para que os estados possam definir metas e acompanhar resultados no contexto do Plano ABC+.

Plano ABC+

O Plano ABC+ é uma política pública única em seu escopo, abrangência e alcance, que promove o engajamento ativo do setor produtivo e da sociedade, integrando produtividade, adaptação e mitigação efetiva, ao cenário da agropecuária brasileira.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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