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Ministro Carlos Fávaro se reúne com ministros da Bolívia para debater oportunidades para produtores rurais nas Rotas da Integração

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Atendendo a pedido de produtores brasileiros e bolivianos, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com os ministros bolivianos da Economia, José Gabriel Espinoza, e do Desenvolvimento Produtivo e Economia Plural, Oscar Mario Justiniano, em San Ignacio de Velasco, na fronteira da Bolívia com o Brasil, nesta terça-feira (17) para avançar nos debates em torno do quadrante Rondon das Rotas de Integração Sul-Americana.

Oriundo de uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto das Rotas de Integração Sul-Americana é conduzido pelo Ministério do Planejamento e Orçamento com o objetivo de intensificar o relacionamento entre os países da América do Sul e dar mais competitividade aos produtos brasileiros e sulamericanos. Na fronteira com o Brasil, na área de abrangência dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia, a Bolívia integra a rota 3, o chamando quadrante Rondon que se estende até Lima, no Peru.

Com foco nas oportunidades criadas pela rota, o ministro Carlos Fávaro e os ministros bolivianos conversaram com produtores rurais de ambos os países e iniciaram os preparativos para o encontro entre os presidentes Lula e Rodrigo Paz, da Bolívia.

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“O intuito foi avançarmos no protocolo entre o governo brasileiro e boliviano nessa rota de integração”, declarou Fávaro.

O ministro da Economia da Bolívia, José Gabriel Espinoza, afirmou que a integração com o Brasil é estratégica e pode abrir novas etapas de crescimento para a economia boliviana. “Estamos trabalhando uma agenda concreta para fortalecer nosso setor produtivo”, disse.

Durante o encontro também ficou marcada uma nova rodada de conversa entre os ministros para a reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) a ser realizada no dia 2 de março, em Brasília.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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