AGRONEGÓCIO
Ministério da fazenda revisa previsão do PIB agropecuário e aponta recuperação em 2025
O Ministério da Fazenda revisou as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2024, reduzindo a estimativa de retração de 1,9% para 1,7%. Apesar da queda esperada, os dados indicam uma possível recuperação do setor em 2025, com previsão de crescimento de 6%, impulsionado por fatores como aumento na produção de soja e estabilização no ciclo de bovinos.
No terceiro trimestre de 2024, a agropecuária apresentou crescimento de 0,2% em relação ao trimestre anterior, contrariando a previsão inicial de retração de 0,5%. Comparando com o mesmo período de 2023, o setor registrou avanço de 1,2%. Essa recuperação parcial reflete melhorias nos números de abate de animais e na colheita de algodão, embora segmentos como cana-de-açúcar, café e laranja tenham sofrido com impactos da estiagem, queimadas e doenças como o greening.
Ainda assim, no acumulado de 12 meses até setembro de 2024, o PIB agropecuário deve registrar retração de 1,6%, indicando desafios persistentes no setor.
A Secretaria de Política Econômica projeta uma retomada significativa do setor em 2025, com crescimento estimado em 6%. A previsão se baseia em dados do IBGE que apontam para uma safra recorde de soja e no fim do ciclo de expansão de bovinos observado entre 2022 e 2024.
Esse desempenho esperado contrasta com uma desaceleração prevista para os setores industrial e de serviços, reforçando o papel estratégico da agropecuária para a economia nacional.
Para 2024, o Ministério da Fazenda prevê um crescimento de 3,3% no PIB total do Brasil, superando a projeção de 3,1% dos analistas consultados pelo Boletim Focus. Nos anos seguintes, o PIB deve manter uma trajetória moderada de alta, com crescimento estimado em 2,5% para 2025 e estabilidade em torno de 2,6% até 2028.
Fatores como o Plano de Transformação Ecológica, a reforma tributária, e o aumento na produção de petróleo e energias renováveis são citados como potenciais impulsionadores de longo prazo para a economia brasileira. No entanto, a manutenção de um ritmo sustentável dependerá de avanços em produtividade e eficiência.
O desempenho da agropecuária em 2024 reflete os desafios climáticos e estruturais que afetam o setor. No entanto, as perspectivas para 2025 trazem otimismo, com expectativa de recuperação baseada na retomada de ciclos produtivos e na superação de adversidades. Esses movimentos serão cruciais para consolidar o papel do agronegócio como um dos motores da economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).
A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas.
Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.
Classes de águas disponíveis
O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.
Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.
Base climática
A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.
As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.
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