AGRONEGÓCIO

MilkShow volta em junho com foco em inovação e pecuária leiteira

A cidade de Patos de Minas (distante 400km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, se prepara para receber mais uma edição da MilkShow, feira voltada à cadeia produtiva do leite no Brasil Central. O evento acontece em junho e reúne produtores, cooperativas, fornecedores, técnicos e empresas do setor, com foco em inovação e sustentabilidade na pecuária leiteira.

Realizada anualmente, a feira apresenta tecnologias, soluções e serviços destinados a otimizar a produção e promover o desenvolvimento sustentável do setor. A programação inclui palestras técnicas, exposição de produtos e espaço para negócios, fortalecendo o intercâmbio entre os diversos elos da cadeia leiteira.

Na edição de 2024, a feira registrou a participação de cerca de 15 mil visitantes, mais de 70 expositores e movimentou aproximadamente meio bilhão de reais em negócios. Foram realizados três dias de atividades, com a presença de mais de 20 palestrantes.

A expectativa para a edição de 2025 é repetir e ampliar os resultados, consolidando o evento como referência para o segmento no país. A organização estima crescimento no número de participantes e volume de negociações. O evento também mantém o objetivo de incentivar a integração entre os agentes da cadeia produtiva e valorizar o cooperativismo no campo.

Leia Também:  MANDIOCA/CEPEA: Preço médio atinge recorde

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

Leia Também:  CNA prorroga inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal de Queijo

Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

Leia Também:  Ministro Carlos Fávaro e governador do RS Eduardo Leite alinham ações sobre gripe aviária e apoio aos produtores rurais

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA