AGRONEGÓCIO

Mapa fortalece a infraestrutura municipal com a entrega de caminhões no Espírito Santo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES), realizou, nesta quinta-feira (19), a entrega de três caminhões basculantes aos municípios de Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim e Bom Jesus do Norte.

A cerimônia ocorreu na sede da Superintendência Regional do Incra no Espírito Santo (Incra-ES), em Vila Velha, e contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais.

A ação integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), que tem como objetivo apoiar a manutenção e recuperação de estradas vicinais, facilitando o acesso às comunidades rurais e o deslocamento da população. Os caminhões representam um investimento total de R$ 1,26 milhão, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

O superintendente de Agricultura no Espírito Santo, Guilherme Gomes, destacou que o fortalecimento da agricultura passa, necessariamente, pelo apoio ao pequeno produtor. Segundo ele, a entrega dos equipamentos amplia a infraestrutura rural e impulsiona diretamente a produção agrícola.

“Temos realizado a entrega de equipamentos em tempo recorde, cumprindo o compromisso do Mapa de acelerar esse processo. O Espírito Santo foi pioneiro nessa iniciativa, potencializada pelo Promaq, programa criado pelo governo federal”, afirmou.

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O superintendente também ressaltou que, somente neste ano, o Mapa já repassou cerca de R$ 94 milhões para a Secretaria de Estado da Agricultura do Espírito Santo (Seag-ES).

Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, já foram entregues 39 máquinas agrícolas a municípios do Espírito Santo.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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