AGRONEGÓCIO
Funcafé garante crédito e fortalece o setor cafeeiro no Brasil
Neste 1º de outubro completa-se dez anos que a Organização Internacional do Café (OIC) instituiu o Dia Internacional do Café. Este grão que é apreciado e utilizado de diversas formas no mundo a fora.
“O Brasil é reconhecido mundialmente pela qualidade e pela força da sua cafeicultura. Neste dia, celebramos não apenas a nossa tradição, mas também o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a valorização de quem está no campo. O futuro do café brasileiro passa por uma produção cada vez mais responsável, que une preservação ambiental, geração de renda e orgulho nacional”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), visa financiar a produção, comercialização e capital de giro para o setor cafeeiro. Foi criado em 1986 e regulamentado em 1987 por meio do Decreto nº 94.874.
O Funcafé é gerido pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa e atua como um instrumento financeiro estruturante da cafeicultura brasileira garantindo liquidez, previsibilidade e resposta rápida a crises climáticas ou de mercado, criando as condições necessárias para que o setor adote práticas sustentáveis.
A linha de capital de giro do Funcafé atende torrefadoras, indústrias de solúvel e cooperativas, fortalecendo projetos que envolvem logística reversa, reaproveitamento de cascas e bagaços, inovação em embalagens e redução de perdas industriais. Garante acesso igualitário às linhas de crédito, incluindo agricultores familiares e cooperativas, reduzindo a assimetria financeira entre pequenos e grandes produtores.
O Fundo dispõe de linha exclusiva para recuperação de cafezais danificados, além de mecanismos de redirecionamento de recursos em situações emergenciais, onde é possível o financiamento de insumos, serviços e recomposição de áreas degradadas, auxiliando os cafeicultores que buscam diversificação produtiva e maior resiliência climática.
Somente para a safra 2025/2026 serão ofertados mais de R$ 7,18 bilhões para financiamentos à cafeicultura. Este valor representa um aumento de aproximadamente 4% em relação à safra 2024/25. Na gestão do ministro Carlos Fávaro houve um aumento de mais de 12% nos recursos para o Fundo.
Além dos financiamentos, os recursos do Funcafé são direcionados para pesquisa, capacitação técnicos e produtores, e promoção do café brasileiro por meio do Consórcio Pesquisa Café, gerido pela Embrapa Café. Esta parceria possibilita que o café brasileiro seja cada vez mais qualificado, sustentável e competitivo no mercado internacional.
Políticas públicas voltadas para o setor cafeeiro, como o Funcafé, evidenciam a relevância e a força da cafeicultura dentro do agronegócio brasileiro. Segundo dados de agosto do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), o setor responde por 8,2% de toda a agropecuária nacional, totalizando R$ 115,3 bilhões.
A estimativa para esta safra está em 55,2 milhões de sacas, aumento de 1,8% em relação à safra anterior segundo o 3º Levantamento de Café – Safra 2025 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Informação à imprensa
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AGRONEGÓCIO
GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.
A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.
O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.
Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.
Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.
O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.
ESTRATÉGIAS E AÇÕES
Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.
Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
GT DO EL NIÑO
O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.
Informações à imprensa
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