AGRONEGÓCIO

Dia Mundial do Algodão celebra papel da cotonicultura no desenvolvimento social e econômico

Neste 07 de outubro é celebrado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) o Dia Mundial do Algodão. Este ano as comemorações vão principalmente para a contribuição da cotonicultura para o desenvolvimento socioeconômico. 

Segundo a FAO, cerca de 100 milhões de agricultores familiares em 80 países dependem diretamente da indústria do algodão, com mulheres desempenhando um papel fundamental na cadeia de valor. Dos 32 milhões de agricultores que produzem algodão em todo o mundo, estima-se que quase metade deles são mulheres.

Além disso, ainda de acordo com a FAO, em 2021, a produção mundial de algodão foi avaliada em cerca de US$ 50 bilhões, enquanto o comércio global em US$ 20 bilhões.

Conforme destacado pela agência da ONU o algodão desempenha um papel importante para as economia de muitos países emergentes e de baixa renda, sendo fundamental para o desenvolvimento social e no alívio da pobreza, além de auxiliar no alcance da Agenda 2030 dos Objetivos Sustentáveis. 

Diante disso, para marcar a data, a FAO sediará um evento global híbrido sobre a importância do setor e garantir que ele esteja na vanguarda da agenda política internacional. Reunindo palestrantes para discutir como a inovação e a tecnologia podem gerar soluções para os desafios do setor, promover a sustentabilidade na cadeia de valor do algodão e criar oportunidades de mercado para os produtores de algodão, em particular os pequenos produtores.

Leia Também:  Exportações de carne suína até a 3ª semana de novembro atingem 94% do total de faturamento de novembro/21

“O objetivo desta celebração global é chamar a atenção para as centenas de milhões de pessoas em todo o mundo que vivem da cadeia de valor do algodão e destacar a contribuição do setor para o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, disse Boubaker Ben Belhassen, diretor da divisão de comércio e mercados da FAO.

Fonte: AgroPlus

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Aberturas de mercado para o Brasil no México e nas Filipinas

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Balança comercial mantém superávit de R$ 20,3 bilhões em janeiro

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA