AGRONEGÓCIO
Brasil apresenta portfólio de pescados na ‘China Fisheries & Seafood Expo’, em Qingdao
O Brasil marcou presença na China Fisheries & Seafood Expo 2025, realizada de 29 a 31 de outubro, em Qingdao, na China. Considerada uma das maiores feiras internacionais do setor de pescados e frutos do mar, o evento reuniu expositores de mais de 50 países e atraiu aproximadamente 40 mil visitantes.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou por meio do adido agrícola do Brasil na China, Leandro Feijó, em ação conjunta com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca).
Durante os três dias de feira, empresas e entidades brasileiras apresentaram o portfólio nacional de pescados, destacando a qualidade, a diversidade e o valor agregado dos produtos, como por exemplo a lagosta, reforçando a imagem do Brasil como fornecedor confiável e competitivo no mercado asiático.
Em abril, Brasil e China assinaram um protocolo para exportação de pescados oriundos da pesca extrativa, que estabelece parâmetros para habilitação e controle oficial. O acordo amplia a previsibilidade e fortalece a competitividade dos produtos brasileiros no país asiático.
Em 2024, as exportações brasileiras de pescados superaram US$ 400 milhões, tendo como principais destinos os Estados Unidos, países da Ásia e da América Latina.
A participação em eventos internacionais como a China Fisheries & Seafood Expo integra a política de promoção comercial do agronegócio brasileiro, voltada ao acesso, expansão e diversificação de mercados. Além de impulsionar negócios, a iniciativa fortalece as relações institucionais e comerciais e consolida o posicionamento do Brasil como um importante player global no setor de pescados.
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AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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