AGRONEGÓCIO

Adultos e crianças são beneficiados com mais de mil ações do Senar-MT previstas para abril


Em parceria com os 93 Sindicatos Rurais do estado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) prevê a realização de 1.046 ações educacionais para o mês de abril que iniciou na sexta-feira. Dentre as primeiras atividades está o Programa Filhos no Campo, em Campo Novo do Parecis.

Crianças de Porto dos Gaúchos já tiveram a oportunidade de participar do Filhos no Campo em 2022. Em março, cerca de 40 estudantes de 09 a 12 anos de idade da Escola Municipal Gustavo Wilke participaram de um dia de conhecimento sobre o agro em uma propriedade rural do município.

“Fizemos um dia de campo com crianças com o objetivo de mostrar a elas como funciona a rotina de uma propriedade rural. Elas conheceram os pomares, a lavoura e viram como pastoreia um rebanho. A criança cresce com essa perspectiva de como o campo é importante nas nossas vidas”, afirmou o gerente e mobilizador do Sindiporto, Julio César da Cunha.

Além de programas como o Filhos no Campo e o Semeia que trazem informação sobre o setor agropecuário para estudantes da educação básica, o Senar-MT também oferta treinamentos para maiores de 18 anos que queiram se capacitar para trabalhar no agro. Dentre eles, estão disponíveis cursos de Operação de empilhadeira em Sapezal; Operação de tratores agrícolas em Paranatinga e Operação de colheitadeira de grãos em Alta Floresta.

Leia Também:  Paraná inicia guerra contra greening em pomares de tangerina

Os interessados devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou o Sindicato que atenda a sua região. Os 93 Sindicatos Rurais de Mato Grosso abrangem os 141 municípios mato-grossenses. Para verificar qual Sindicato é responsável pela sua localidade, bem como obter os contatos, basta acessar o link a seguir: https://sistemafamato.org.br/sindicatos-rurais/encontre-seu-sindicato-rural/.

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  Governo cria força tarefa para tentar evitar prejuízo de R$ 32 bilhões

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  Pecuaristas buscam por tecnologia para melhorar ganhos

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA