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Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões e crescimento de 13%

Projeto começou a tramitar na Assembleia Legislativa e deve ser votado ainda neste ano; proposta prevê R$ 15,3 bilhões em renúncia fiscal

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de Mato Grosso para 2027 começou a tramitar na Assembleia Legislativa e prevê receitas e despesas de R$ 46,125 bilhões. O valor representa um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, estimado em R$ 40,7 bilhões.

A proposta, encaminhada pelo governo estadual, também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. O texto foi apresentado durante sessão ordinária realizada na quarta-feira (9) e deverá passar por análise dos deputados antes da votação.

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), etapa necessária para viabilizar a votação do orçamento do próximo exercício.

Segundo o parlamentar, apesar de os deputados já poderem analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas do PLOA agendadas, Avallone afirmou que pretende agilizar as discussões, mesmo diante do calendário legislativo apertado. O cronograma ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Assembleia.

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Executivo concentra maior parcela dos recursos

De acordo com a proposta, o Poder Executivo deverá concentrar a maior parte dos recursos previstos para 2027, com R$ 38,7 bilhões. Os demais órgãos e poderes terão as seguintes dotações:

Os valores ainda poderão ser discutidos e ajustados durante a tramitação legislativa.

Votação deve ocorrer ainda em 2026

Avallone explicou que chegou a existir a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso houvesse mudança no comando do governo estadual. Com a perspectiva de continuidade da atual gestão à frente do Executivo, essa alternativa deixou de ser necessária.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores orçados e a arrecadação efetivamente estimada. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões.

Para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê aproximadamente R$ 46 bilhões. Na avaliação do parlamentar, a diferença reforça a necessidade de analisar as estimativas de receitas e despesas e discutir possíveis ajustes ao longo da tramitação.

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“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, afirmou Avallone, ao destacar o papel do Legislativo na avaliação das contas públicas.

Renúncia fiscal chega a R$ 15,3 bilhões

A proposta orçamentária também estima renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões em 2027. A maior parcela está relacionada ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Confira os valores apresentados:

A análise do orçamento deverá permitir aos deputados avaliar as projeções de arrecadação, as despesas previstas e eventuais alterações na distribuição dos recursos estaduais para o próximo ano.

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POLÍTICA MT

Max Russi defende equilíbrio no uso de emendas para shows em Mato Grosso

Presidente da Assembleia Legislativa destaca importância dos eventos culturais para o lazer e a economia, mas cobra planejamento e responsabilidade na aplicação de recursos públicos

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu equilíbrio na destinação de emendas parlamentares para a realização de shows e eventos culturais no estado. Segundo ele, as festividades contribuem para movimentar a economia, fortalecer o setor cultural e oferecer opções de lazer à população, mas exigem planejamento para evitar desperdícios de dinheiro público.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Primeira Página, da Rádio Centro América FM, na manhã desta terça-feira (13). Na ocasião, o parlamentar ressaltou que o bem-estar da população depende de diferentes aspectos da vida, incluindo trabalho, lazer e religião.

“O ser humano, e aí nós estamos tendo muitos problemas psicológicos, ele tem que ter um pouquinho de tudo, como lazer, trabalho, religião, ou seja, para conseguir ter um psicológico bom”, afirmou Max Russi.

O deputado também comentou sobre a importância de manter uma rotina equilibrada e destacou que atividades de lazer contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Uso de recursos públicos exige planejamento

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A discussão ocorre em meio aos debates sobre os altos cachês pagos a artistas de projeção nacional em eventos financiados com recursos públicos. A contratação dessas atrações frequentemente gera repercussão e divide opiniões sobre a aplicação das verbas destinadas às festividades.

Diante desse cenário, Max Russi reconheceu a importância de avaliar os investimentos com critérios, considerando os custos e os benefícios para a população. O parlamentar defendeu que a realização de eventos culturais seja incentivada, desde que acompanhada de responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Festas populares ampliam acesso à cultura

Max Russi também chamou a atenção para o papel social das festas populares, especialmente para pessoas que não têm condições financeiras de pagar ingressos para grandes apresentações.

Segundo o deputado, os eventos gratuitos democratizam o acesso à cultura e permitem que a população acompanhe artistas que, em outras circunstâncias, só conseguiria assistir pela televisão ou pelas redes sociais.

“O evento é cultura, você dá condição a uma pessoa que tem um sonho de assistir a um show do Gusttavo Lima, mas não consegue pagar 300, 200 reais, 400 reais para ir a um evento privado assistir. Às vezes, numa festa, ele tem essa oportunidade”, declarou.

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A fala do presidente da ALMT reforça o debate sobre a destinação de emendas parlamentares para eventos culturais em Mato Grosso, colocando em pauta a necessidade de conciliar o acesso da população ao lazer com a transparência, o planejamento e a eficiência na utilização do dinheiro público.

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