NACIONAL
Força-Tarefa Previdenciária combate esquema de falsificação de atestados em Sergipe
A Força-Tarefa Previdenciária no Estado de Sergipe deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Atestado Viciado II, com o objetivo de desarticular ação criminosa que utilizava atestados médicos falsos, para obtenção indevida de benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foram cumpridos dois mandados, expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe, na cidade de Aracaju (SE). A primeira fase foi deflagrada em abril deste ano, quando cumpriu um mandado de busca e apreensão.
As investigações tiveram início a partir de denúncia encaminhada à Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe (SIPPS/SE) e de notícia-crime apresentada à Polícia Federal, relatando a utilização de atestados médicos falsos para a obtenção indevida de benefícios assistenciais junto ao INSS.
As apurações apontaram a atuação de uma advogada responsável por buscar interessados em obter benefícios fraudulentos. Segundo relato da denunciante, a profissional realizaria os agendamentos de perícias, apresentando-se falsamente como parente dos segurados. Contudo, quem efetivamente acompanhava os beneficiários durante as avaliações médico periciais seria seu esposo, o qual, em pelo menos uma oportunidade, teria se identificado indevidamente como irmão de um dos periciados.
Além disso, foram identificados documentos médicos falsamente atribuídos a diversos profissionais da área, especialmente psiquiatras e neurologistas regularmente inscritos nos respectivos Conselhos Regionais de Medicina (CRM).
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo efetivamente apurado ultrapassa R$ 650 mil. No entanto, com a desarticulação do esquema criminoso, estima-se uma economia superior a R$ 15 milhões aos cofres públicos, em valores futuros que continuariam a ser indevidamente pagos aos beneficiários, considerando-se a expectativa de sobrevida dos titulares dos benefícios, a partir das Tabelas de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A ação foi conduzida pela Polícia Federal e contou com a participação da CGINP do Ministério da Previdência Social (MPS).
Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário. No Ministério da Previdência Social, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas.
NACIONAL
MEC destina R$ 6,9 milhões a instituições federais do RS
O Ministério da Educação (MEC) destina R$ 6,9 milhões, em caráter emergencial, a instituições federais de ensino do Rio Grande do Sul afetadas pelos eventos climáticos que atingem o estado. Os recursos contemplam a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e os institutos federais do Rio Grande do Sul (IFRS), Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Farroupilha (IFFar).
A destinação reúne recursos da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO) do MEC e considera as demandas apresentadas pelas instituições diante dos impactos provocados pelas chuvas.
Para a Furg, serão destinados R$ 2,2 milhões. Desse total, R$ 1,7 milhão será destinado pela Sesu e R$ 500 mil são alocados diretamente na Lei Orçamentária Anual (LOA) da universidade, por meio da SPO. A UFPel recebe a destinação de R$ 2,5 milhões, também por meio da Sesu.
Institutos Federais – Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o MEC destina R$ 400 mil ao IFRS, R$ 1,3 milhão ao IF Farroupilha e R$ 500 mil ao IFSul.
As instituições foram afetadas por diferentes ocorrências climáticas, com danos registrados em coberturas, estruturas prediais, esquadrias, instalações elétricas, equipamentos, áreas externas, ambientes acadêmicos, passarelas e moradias estudantis, entre outros espaços necessários ao funcionamento das unidades. No IFSul, os impactos alcançaram diversos campi e afetaram estudantes em situação de vulnerabilidade social.
No IFRS, o Campus Rio Grande foi atingido por um temporal ocorrido em 21 de setembro. Entre as necessidades identificadas, estão a recuperação das instalações atingidas pelo evento climático e a recomposição do orçamento da instituição para o funcionamento da unidade.
No IFFar, os impactos incluíram danos provocados por temporal com granizo no Campus Alegrete. Também foram identificadas necessidades de recuperação da infraestrutura nos campi Júlio de Castilhos, Santiago e Santo Ângelo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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