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Saiba o que faz um deputado estadual

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Democracia é o regime político em que o poder é exercido pelo povo. No Brasil, a democracia representativa garante a participação dos cidadãos na vida política do país, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios por meio das eleições. Nesse modelo, os representantes eleitos tomam decisões e criam leis em nome da população. Assim, a soberania do povo é exercida pelo direito de escolher quem governa ou faz as leis.

A administração pública brasileira, separada nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é distribuída nos níveis federal, estadual e municipal. O Legislativo, por exemplo, é formado por deputados federais e senadores, que atuam no Congresso Nacional; por deputados estaduais, que compõem as assembleias legislativas; e por vereadores, nas câmaras municipais. Há ainda os deputados distritais, que representam o povo do Distrito Federal.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é composta atualmente por 24 deputados estaduais. Esse número corresponde a três vezes a quantidade de deputados federais que representam o estado na Câmara dos Deputados. São eles os representantes dos 142 municípios mato-grossenses no Poder Legislativo estadual, onde têm como principais funções legislar e fiscalizar os atos do governo durante um mandato de quatro anos.

Votar e poder ser votado são direitos fundamentais em uma democracia, mas a participação do cidadão na política não termina depois das eleições. A sociedade também tem o direito de acompanhar o trabalho de quem foi eleito, conhecer as decisões tomadas e cobrar ações. Para isso, é importante entender o que cada agente político pode e deve fazer.

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Competências de cada esfera legislativa – O secretário parlamentar da Mesa Diretora da ALMT, Eduardo Moreira Lustosa, explica que a Constituição Federal define o que é competência municipal e o que é competência federal, sendo que a estadual é residual: o que não é da competência do vereador nem do deputado federal é do deputado estadual.

“O vereador, com atuação municipal, vai discutir assuntos de interesse local. O estadual vai discutir assuntos de seu estado. E o federal vai defender interesses de sua federação, mas também discutir assuntos nacionais”, detalha.

Legislar e fiscalizar são as mais importantes funções de um deputado estadual, mas não as únicas. Entre as principais atribuições, de acordo com Lustosa, estão discutir e aprovar leis, elaborar e analisar pareceres nas comissões, debater políticas públicas e fiscalizar os atos do governador. O trabalho parlamentar ainda inclui participação em audiências públicas, câmaras temáticas e frentes parlamentares, que envolvem tanto a população em geral quanto especialistas na discussão de assuntos relevantes para a sociedade.

“A principal atribuição de um deputado estadual, a sua missão, é representar o povo. O deputado, uma vez eleito e empossado, não representa os eleitores dele, representa toda a população do estado de Mato Grosso, todas as pessoas que moram e vivem aqui”, diz o secretário.

“É um erro achar que os deputados só defendem os interesses dos eleitores deles. O voto é secreto justamente para defender o eleitor de influências, de pressão. O eleitor é livre para votar em quem quiser. A partir do momento em que acaba a eleição e que o tribunal eleitoral valida e dá posse, os deputados representam todos os cidadãos”, reforça.

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Os limites da atuação parlamentar – Devido à repartição de funções definidas pela Constituição, existem atividades, porém, que não podem ser exercidas diretamente pelo deputado estadual. Há ações que podem ser de responsabilidade do Poder Executivo (governador ou prefeito), como a execução de obras públicas, ou de vereadores, deputados federais e senadores.

“A base territorial dele [deputado estadual] é só o estado. Se for de um estado vizinho, por exemplo, mesmo sendo às vezes só uma ponte que separe, já não é atribuição. Da mesma forma, tem problemas locais que são atribuições do Poder Legislativo municipal, dos vereadores, ou do prefeito”, afirma Lustosa.

Conhecendo as funções de um deputado estadual e até onde ele pode atuar, cabe ao cidadão o papel de acompanhar cada representante. “Muitos deputados estão vindo agora à reeleição, então é uma oportunidade de avaliar a atuação do candidato. Saber como o deputado se posicionou pode definir a continuidade do apoio. O eleitor tem à disposição, no site da ALMT, a produção legislativa de cada deputado e pode verificar se ela foi relevante, não apenas em quantidade”, conclui o secretário.

Fonte: ALMT – MT

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Janaina defende articulação no Senado e critica política feita apenas com “gritos e vídeos”

Durante sabatina da Aprosoja, candidata destacou atuação em pautas do agronegócio e defendeu diálogo institucional para buscar soluções aos produtores de Mato Grosso

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A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu, nesta quarta-feira (30), uma atuação baseada em articulação política e diálogo institucional para representar os interesses de Mato Grosso em Brasília. Durante sabatina promovida pela Aprosoja, ela afirmou que manifestações nas redes sociais, sem capacidade de negociação, não são suficientes para obter resultados.

Ao falar sobre sua trajetória na Assembleia Legislativa, Janaina citou ações que considera importantes para o setor produtivo e afirmou que pretende manter no Senado a relação construída com entidades e representantes da sociedade civil.

“O mesmo compromisso que tive como deputada estadual em defender as entidades, o terceiro setor e levá-las para o meu gabinete, eu farei como senadora, porque não tenho rabo preso com nenhum segmento e não devo favor a ninguém. Não adianta eu chegar lá pra ficar só gritando e gravando vídeo se não tiver uma articulação de construção com o colegiado e isso já mostrei que tenho”, afirmou.

A candidata relembrou sua atuação na discussão sobre os fundos ligados às entidades do agronegócio, além de citar a moratória da soja e a segurança jurídica no campo entre as pautas que acompanhou durante seus mandatos.

“Quando tentaram acabar, por exemplo, com os fundos das entidades na Assembleia, eu fui a primeira a abraçar a causa”, disse. “Eu não negocio a minha relação com os produtores de Mato Grosso.”

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Janaina também reafirmou ser contrária à expropriação de propriedades de produtores rurais. “Eu sou contra qualquer tipo de expropriação de terra pra quem produz.”

Ao comparar sua trajetória com a de outros concorrentes, sem citar nomes, a emedebista afirmou que há candidatos que se aproximam do setor apenas durante o período eleitoral. “Tem muita gente aparecendo agora querendo sentar na janelinha, mas eu não, eu tenho trabalho prestado, eu tenho serviço pra mostrar.”

A candidata também declarou que pretende manter independência em relação a diferentes segmentos econômicos. Segundo ela, um eventual mandato no Senado não deve ser utilizado para beneficiar grupos específicos.

“Eu não tenho interesse em ter um ministério, não tenho interesse de ter um ministro, não tenho interesse de defender nenhum setor diretamente do agronegócio, mas sim defender a todos”, declarou.

Entre as propostas apresentadas durante a sabatina, Janaina defendeu a securitização nacional das dívidas rurais. Na avaliação da candidata, renegociações individuais não solucionam de forma definitiva o endividamento enfrentado pelos produtores.

“A renegociação individual não é uma saída definitiva, mas a securitização nacional é”, afirmou.

Para Janaina, a construção de uma solução exigiria interlocução do Senado com o Banco Central e o governo federal.

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“O que nós precisamos é de uma securitização nacional, é de alguém que sente, converse com o Banco Central, que converse com o Governo Federal, através do Presidente da República, não que use do cargo de Senado pra prestigiar somente a si ou ao seu grupo econômico. Eu tenho coragem para travar essas lutas.”

Ao tratar de temas que chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF), como moratória da soja, marco temporal e demarcações, Janaina defendeu que representantes do Estado mantenham diálogo com os demais Poderes e utilizem informações técnicas para sustentar as demandas apresentadas.

“Manter um relacionamento cordial entre poderes é fundamental pra ter portas abertas pra defender. Não adianta eu gravar vídeo pra vocês, esculhambando e vocês perderem todas as batalhas. Isso não quer dizer que eu vou passar pano pra quem comete crime”, declarou.

Por fim, a candidata cobrou do Congresso a aprovação de regras mais claras para reduzir conflitos e ampliar a segurança jurídica. Na avaliação dela, quando o Legislativo deixa de regulamentar determinadas questões, as controvérsias acabam sendo levadas ao Judiciário.

“O Legislativo não faz e o Judiciário é provocado a fazer”, concluiu.

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