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Janaina defende articulação no Senado e critica política feita apenas com “gritos e vídeos”

Durante sabatina da Aprosoja, candidata destacou atuação em pautas do agronegócio e defendeu diálogo institucional para buscar soluções aos produtores de Mato Grosso

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A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu, nesta quarta-feira (30), uma atuação baseada em articulação política e diálogo institucional para representar os interesses de Mato Grosso em Brasília. Durante sabatina promovida pela Aprosoja, ela afirmou que manifestações nas redes sociais, sem capacidade de negociação, não são suficientes para obter resultados.

Ao falar sobre sua trajetória na Assembleia Legislativa, Janaina citou ações que considera importantes para o setor produtivo e afirmou que pretende manter no Senado a relação construída com entidades e representantes da sociedade civil.

“O mesmo compromisso que tive como deputada estadual em defender as entidades, o terceiro setor e levá-las para o meu gabinete, eu farei como senadora, porque não tenho rabo preso com nenhum segmento e não devo favor a ninguém. Não adianta eu chegar lá pra ficar só gritando e gravando vídeo se não tiver uma articulação de construção com o colegiado e isso já mostrei que tenho”, afirmou.

A candidata relembrou sua atuação na discussão sobre os fundos ligados às entidades do agronegócio, além de citar a moratória da soja e a segurança jurídica no campo entre as pautas que acompanhou durante seus mandatos.

“Quando tentaram acabar, por exemplo, com os fundos das entidades na Assembleia, eu fui a primeira a abraçar a causa”, disse. “Eu não negocio a minha relação com os produtores de Mato Grosso.”

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Janaina também reafirmou ser contrária à expropriação de propriedades de produtores rurais. “Eu sou contra qualquer tipo de expropriação de terra pra quem produz.”

Ao comparar sua trajetória com a de outros concorrentes, sem citar nomes, a emedebista afirmou que há candidatos que se aproximam do setor apenas durante o período eleitoral. “Tem muita gente aparecendo agora querendo sentar na janelinha, mas eu não, eu tenho trabalho prestado, eu tenho serviço pra mostrar.”

A candidata também declarou que pretende manter independência em relação a diferentes segmentos econômicos. Segundo ela, um eventual mandato no Senado não deve ser utilizado para beneficiar grupos específicos.

“Eu não tenho interesse em ter um ministério, não tenho interesse de ter um ministro, não tenho interesse de defender nenhum setor diretamente do agronegócio, mas sim defender a todos”, declarou.

Entre as propostas apresentadas durante a sabatina, Janaina defendeu a securitização nacional das dívidas rurais. Na avaliação da candidata, renegociações individuais não solucionam de forma definitiva o endividamento enfrentado pelos produtores.

“A renegociação individual não é uma saída definitiva, mas a securitização nacional é”, afirmou.

Para Janaina, a construção de uma solução exigiria interlocução do Senado com o Banco Central e o governo federal.

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“O que nós precisamos é de uma securitização nacional, é de alguém que sente, converse com o Banco Central, que converse com o Governo Federal, através do Presidente da República, não que use do cargo de Senado pra prestigiar somente a si ou ao seu grupo econômico. Eu tenho coragem para travar essas lutas.”

Ao tratar de temas que chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF), como moratória da soja, marco temporal e demarcações, Janaina defendeu que representantes do Estado mantenham diálogo com os demais Poderes e utilizem informações técnicas para sustentar as demandas apresentadas.

“Manter um relacionamento cordial entre poderes é fundamental pra ter portas abertas pra defender. Não adianta eu gravar vídeo pra vocês, esculhambando e vocês perderem todas as batalhas. Isso não quer dizer que eu vou passar pano pra quem comete crime”, declarou.

Por fim, a candidata cobrou do Congresso a aprovação de regras mais claras para reduzir conflitos e ampliar a segurança jurídica. Na avaliação dela, quando o Legislativo deixa de regulamentar determinadas questões, as controvérsias acabam sendo levadas ao Judiciário.

“O Legislativo não faz e o Judiciário é provocado a fazer”, concluiu.

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POLÍTICA MT

Morre em SP Airton Caseli, empresário que transformou o varejo no Centro-Oeste e Brasil

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Faleceu na manhã desta quarta-feira (30), em São Paulo, o empresário Airton Caseli, referência nacional no setor varejista e fundador do Grupo Avenida. Ele enfrentava, há alguns anos, um câncer no estômago.

Natural do Espírito Santo, Caseli chegou a Cuiabá e, em 1978, inaugurou sua primeira loja, a Maracanã dos Tecidos. O empreendimento marcou o início de uma trajetória de expansão e inovação no varejo brasileiro, com foco em preços populares e condições facilitadas de pagamento, incluindo parcelamentos sem juros.

Ao longo dos anos, a empresa ampliou seu mix de produtos. Inicialmente voltada à comercialização de tecidos, a rede passou a oferecer artigos de cama, mesa e banho e, posteriormente, incorporou os departamentos de confecções. Em 1995, também foram incluídos os setores de calçados, enquanto as vendas de tecidos foram encerradas.

Paralelamente ao crescimento empresarial, Airton Caseli manteve uma relação próxima com a família. Ele deixa a esposa, Elis Mendes, os filhos Cristian, Rodrigo e Giovana, além de netos e um bisneto.
Mesmo levando uma vida discreta, o empresário construiu amizades sólidas ao longo dos anos. Nas horas vagas, uma de suas paixões era viajar de motocicleta por estradas, atividade que praticava como forma de lazer e liberdade.

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Expansão nacional:

No início dos anos 2000, o Grupo Avenida iniciou sua expansão para outros estados brasileiros. A estratégia priorizava municípios do interior com pelo menos 100 mil habitantes, onde a rede pudesse ocupar uma posição de destaque no comércio local.

Em cidades que ainda não contavam com grandes centros comerciais, a chegada das lojas era vista como um acontecimento. Em alguns municípios, as unidades da rede foram instaladas com o conceito de megastore, tornando-se pontos de referência para os consumidores.

O ritmo de inaugurações se acelerou e, em 2010, o Grupo Avenida já contava com mais de 70 lojas espalhadas pelo país. A expansão consolidou a marca como uma das principais empresas do varejo de moda e utilidades domésticas do Brasil.
Aporte e mudança no controle acionário

Em 2014, o Grupo Avenida recebeu um aporte de R$ 250 milhões do fundo de investimentos Kinea, gestora independente ligada ao grupo Itaú Unibanco. O investimento contribuiu para a ampliação das operações e para o fortalecimento da presença da marca no mercado nacional.

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Em fevereiro de 2022, a companhia sul-africana Pepkor adquiriu a totalidade da participação da Kinea e uma parcela das ações pertencentes à família Caseli. Com a conclusão da operação, a Pepkor passou a deter a participação majoritária no Grupo Avenida.

A transação foi avaliada em aproximadamente R$ 1,1 bilhão e representou a primeira incursão da Pepkor no mercado latino-americano.
As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas oficialmente pela família. A previsão é de que as cerimônias sejam realizadas em Cuiabá.

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