HORA DO VOTO

Celular é proibido na cabine de votação; veja o que eleitor pode e não pode fazer neste domingo

Em Mato Grosso, cerca de 2,63 milhões de eleitores estão aptos a votar; regras também envolvem documentos, manifestações políticas, prioridades e direitos de quem trabalha no dia da eleição

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Cerca de 2,63 milhões de eleitores de Mato Grosso estão aptos a ir às urnas neste domingo (4), primeiro turno das eleições. Além de escolher os representantes para deputado federal, deputado estadual, duas vagas ao Senado, governador e presidente da República, o eleitor precisa ficar atento às regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para o momento da votação.

Entre as principais orientações está a proibição do uso de celular dentro da cabine. Aparelhos telefônicos, câmeras fotográficas, filmadoras e qualquer outro equipamento capaz de registrar imagens não podem ser levados até a urna.

A medida tem como objetivo preservar o sigilo do voto e evitar práticas como compra de votos ou coação. Quem estiver com celular deverá deixá-lo com os mesários antes de entrar na cabine.

Caso o eleitor se recuse a entregar o aparelho, não poderá votar naquele momento. A ocorrência poderá ser registrada em ata e, se necessário, a polícia poderá ser acionada.

Por outro lado, a tradicional “colinha” de papel é permitida. O eleitor pode levar anotados os nomes e números dos candidatos para facilitar e agilizar a votação.

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Manifestação política

No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência política. O eleitor pode utilizar camiseta, broche, adesivo ou bandeira de candidato ou partido.

São proibidas, porém, manifestações coletivas ou ruidosas, aglomerações com vestuário padronizado, abordagem de eleitores e qualquer prática caracterizada como propaganda ou tentativa de aliciamento, como a boca de urna.

Documentos para votar

Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão e-Título, carteira de identidade, identidade social, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e carteira de categoria profissional.

Documentos oficiais com foto podem ser utilizados para identificação mesmo quando estiverem com a validade vencida.

Eleitores com mais de 80 anos têm preferência na fila. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também podem receber auxílio de uma pessoa de sua escolha durante a votação, quando necessário.

Ordem dos votos

Na urna eletrônica, o eleitor fará seis escolhas. A sequência começa com deputado federal, com quatro dígitos, seguida de deputado estadual, com cinco. Depois serão registrados os dois votos para senador, cada um com três dígitos.

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Na sequência, o eleitor escolherá governador e presidente da República, ambos com dois dígitos.

Para evitar erros, a orientação é conferir na tela o nome e a fotografia do candidato antes de apertar a tecla “Confirma”.

Quem trabalha neste domingo

Quem estiver trabalhando no domingo também tem assegurado o direito de comparecer à seção eleitoral. A legislação garante ao trabalhador o tempo necessário para exercer o voto, sem prejuízo ou desconto na remuneração.

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POLÍTICA MT

Mauro crava vitória de Pivetta e chama debates de “show de horrores”

Ex-governador votou na UFMT, afirmou estar confiante na eleição de Pivetta e defendeu mudanças profundas nas leis brasileiras

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado, votou neste domingo (4) no Instituto de Linguagens (IL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e afirmou estar confiante na vitória do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Vestindo uma camiseta da Seleção Brasileira, Mauro declarou que seu “feeling” aponta para a vitória de Pivetta e afirmou que o grupo estaria preparado para disputar um eventual segundo turno.

“Eu tenho a expectativa, o meu feeling diz que sim. Eu sempre falei isso, nós iríamos ganhar essas eleições. Eu nunca tive dúvida disso”, afirmou.

Segundo o ex-governador, pesquisas eleitorais realizadas ao longo da campanha também reforçariam sua confiança. Mauro, no entanto, disse duvidar da credibilidade de parte dos levantamentos, especialmente na disputa presidencial.

Para ele, a eleição para presidente deverá terminar em segundo turno, provavelmente entre Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Show de horrores”

Questionado sobre sua ausência em debates durante a campanha, Mauro Mendes afirmou que não considera necessário enfrentar os demais candidatos para conquistar o voto dos eleitores.

O candidato classificou um dos debates como um “show de horrores” e disse que sua prioridade era apresentar seu trabalho diretamente ao eleitor.

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“Eu tenho que conquistar o voto do Mato Grosso, não dos candidatos. Não sou obrigado a debater com os candidatos”, declarou.

Mauro também afirmou que não participou de debates como o promovido pela TV Vila Real porque, em sua avaliação, o formato não contribuiria para a decisão do eleitor.

Relação com Margareth Buzetti

Durante a entrevista, Mauro também foi questionado sobre sua relação com a candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP), após informações de que ela teria demonstrado irritação com o candidato por conta dos palanques que ele frequentou durante a campanha.

O ex-governador confirmou que conversou com Buzetti por WhatsApp, mas afirmou que não revelaria o conteúdo da conversa particular.

“A conversa foi entre eu e ela. Eu não posso revelar público a conversa que você teve no particular”, afirmou.

Defesa de uma nova Constituição

Caso seja eleito para o Senado, Mauro Mendes afirmou que pretende adotar uma postura de enfrentamento e trabalhar por uma revisão profunda de leis brasileiras.

O candidato defendeu inclusive a elaboração de uma nova Constituição, argumentando que determinadas mudanças exigiriam a convocação de uma Assembleia Constituinte.

“Chegou a hora do Brasil fazer uma revisão constitucional e passar a limpo algumas histórias que não estão cheirando bem nesse país”, disse.

Mauro afirmou ainda que o Brasil atravessa uma crise institucional e criticou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Críticas ao STF e alerta sobre economia

O candidato também fez críticas ao STF e afirmou existir uma crise institucional “sem precedentes” no país. Ele citou investigações relacionadas ao Caso Master e mensagens envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de mencionar o ministro André Mendonça.

Mauro defendeu que o Senado Federal deveria agir diante do cenário que considera preocupante.

Na área econômica, o ex-governador fez um alerta sobre a situação fiscal brasileira e comparou o cenário do país ao enfrentado pela Argentina.

“Senão o Brasil vai quebrar, anote isso aí”, afirmou.

Segundo Mauro, o governo federal estaria excessivamente endividado e recorrendo a novos empréstimos para fazer frente aos juros da dívida.

Eleições presidenciais

Ao comentar a disputa nacional, Mauro afirmou que considera provável um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. O candidato também declarou ter dúvidas sobre levantamentos eleitorais que não apontariam a possibilidade de segundo turno.

Apesar das críticas às pesquisas, ele afirmou acreditar que o cenário de polarização continua predominante no país.

Mauro Mendes disputa uma das vagas ao Senado por Mato Grosso e declarou confiança tanto em sua própria eleição quanto na vitória de Otaviano Pivetta para o Governo do Estado.

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