Debate quente

Em debate quente, Wellington e Natasha miram Pivetta, que reage: “jogo combinado”

Governador também critica trajetória política de senador e enfrenta adversários em discussões sobre saúde, habitação, incentivos fiscais e obras

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Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso participaram, na noite desta terça-feira (29), de um debate promovido pela TV Centro América. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram propostas e trocaram críticas em discussões que envolveram saúde, segurança, funcionalismo público, infraestrutura, habitação e incentivos fiscais.

Logo no primeiro bloco, a saúde esteve entre os principais assuntos. Pivetta questionou Natasha sobre as prioridades para o setor. A candidata afirmou que pretende reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos e defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos. Também apresentou propostas relacionadas às creches, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação do efetivo policial.

Na resposta, Pivetta destacou investimentos realizados durante a atual gestão e citou a abertura da Santa Casa, do Hospital Central e do Hospital Regional de Alta Floresta. O governador também afirmou que o tempo médio de espera na rede estadual teria diminuído. Natasha contestou os números apresentados e afirmou que ainda existe uma grande demanda reprimida por atendimentos. 

O confronto entre Pivetta e Wellington ganhou força quando o governador questionou a trajetória política do senador. Pivetta afirmou que o adversário participa frequentemente de eleições e declarou que, para ele, “eleição é a safra”. Wellington respondeu dizendo que considera a atividade política uma forma de serviço público e destacou seus 36 anos de atuação.

No segundo bloco, Wellington questionou Natasha sobre medidas para combater a criminalidade. A candidata defendeu concursos para ampliar o efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de proteção às mulheres, incluindo a Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

A habitação também provocou confronto. Pivetta afirmou que o governo já viabilizou cerca de 40 mil moradias e que busca autorização para contratar R$ 1,5 bilhão em financiamentos para novas construções. Wellington criticou a destinação de recursos e voltou a questionar a política de incentivos fiscais do Estado. 

O tema levou Pivetta a cobrar Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que empresas de sua família receberam incentivos fiscais. O senador negou ter recebido o benefício e desafiou o governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal. As acusações e respostas foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o debate. 

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Outro momento de tensão ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo uma ex-esposa, episódio que ganhou repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico em 2021. O governador afirmou que foi inocentado e aproveitou o espaço para destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres, entre elas a criação do Gabinete da Mulher, Patrulhas Maria da Penha e estruturas especializadas de atendimento.

Na sequência, os candidatos discutiram infraestrutura. Wellington questionou Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele lembrou que o projeto, originalmente concebido como VLT, foi retomado como BRT e ainda não havia sido concluído.

Natasha criticou o andamento das obras e defendeu um sistema de transporte público mais moderno e sustentável. Pivetta, por sua vez, afirmou que o primeiro trecho do BRT está em fase de conclusão, com as estações em construção. 

O debate também registrou troca de críticas sobre alianças políticas. Natasha rebateu a classificação de “velha política” e lembrou que Pivetta e Wellington foram aliados na eleição anterior. Ela também citou a relação política entre integrantes dos grupos dos dois candidatos.

No terceiro bloco, turismo e funcionalismo público entraram na discussão. Wellington defendeu a criação de programas de incentivo ao setor turístico, com qualificação profissional, crédito para pousadas e hotéis e estímulo à navegação dos rios. O senador também citou a possibilidade de ampliar a integração de Mato Grosso com países sul-americanos por meio de uma ligação de Vila Bela da Santíssima Trindade com o Oceano Pacífico. 

Na discussão sobre os servidores públicos, Natasha e Wellington afirmaram que pretendem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) que não foi concedida no período da pandemia. Natasha citou o percentual de 18,38% e afirmou que pretende estabelecer um cronograma para quitar o valor. Wellington também defendeu a valorização do funcionalismo e criticou a situação dos servidores. 

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No quarto e último bloco, os incentivos fiscais voltaram ao centro do debate. Natasha questionou Pivetta sobre renúncias fiscais e mencionou o valor de aproximadamente R$ 500 milhões que, segundo ela, teria deixado de entrar nos cofres públicos após o início da gestão. Pivetta defendeu a política de incentivos e afirmou que os benefícios seguem critérios legais e passam pela atuação da equipe econômica do Estado. 

Em seguida, Pivetta questionou Wellington sobre a promessa de pagar a RGA aos servidores e classificou a proposta do senador como “mentirosa”. Wellington respondeu citando a necessidade de valorização do funcionalismo e afirmou que o último Plano de Cargos e Carreiras foi elaborado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira.

Na parte final, Wellington voltou a questionar Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. O senador lembrou que o projeto foi retomado em 2020 como BRT e afirmou que a obra ainda não havia sido concluída, apesar de uma previsão anterior de entrega. Natasha concordou com as críticas e defendeu a necessidade de modernização do transporte público.

O encerramento também foi marcado por críticas políticas. Pivetta afirmou que os adversários haviam se unido para atacá-lo e classificou a atuação dos dois como um “jogo combinado”. Wellington destacou sua trajetória política e defendeu uma administração baseada no diálogo e em um “governo humano”. Natasha, por sua vez, encerrou sua participação criticando problemas na saúde, feminicídios e outras questões que considera prioritárias para Mato Grosso.

O debate ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reuniu os três candidatos em quatro blocos de perguntas e respostas. 

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Pivetta, Wellington e Natasha trocam acusações e propostas em debate na TV Centro América

Candidatos ao Governo de Mato Grosso discutiram incentivos fiscais, saúde, segurança, BRT, habitação e violência contra a mulher

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Os candidatos ao Governo de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) se enfrentaram na noite desta terça-feira (29), durante debate promovido pela TV Centro América. O encontro, realizado na reta final da campanha para o primeiro turno, foi marcado por apresentação de propostas, críticas entre os concorrentes e pedidos de direito de resposta. 

Um dos principais confrontos ocorreu em torno da política de incentivos fiscais adotada em Mato Grosso. Wellington questionou Pivetta sobre a diferença entre renúncia fiscal programática e não programática e defendeu que os benefícios sejam direcionados a empresas que gerem empregos e agreguem valor à produção dentro do Estado.

Pivetta, por sua vez, defendeu os programas de incentivo como instrumentos para estimular a industrialização, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico. Durante a discussão, os dois trocaram acusações sobre empresas ligadas às respectivas famílias e os benefícios fiscais recebidos.

Wellington afirmou que empresas de sua família nunca receberam incentivos fiscais e retomou uma promessa feita anteriormente de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que algum familiar tivesse recebido esse tipo de benefício. O senador chegou a propor a abertura dos sigilos para comprovar a declaração. 

Pivetta voltou a questioná-lo sobre o compromisso e afirmou que documentos comprovariam a existência de benefícios relacionados a empresas familiares. Wellington negou e acusou o adversário de ter sido beneficiado por aproximadamente R$ 500 milhões em incentivos. As afirmações foram feitas durante o confronto entre os candidatos e não representam, por si só, comprovação das acusações apresentadas.

A saúde também esteve entre os principais assuntos. Pivetta destacou investimentos realizados pela atual gestão, citando a Santa Casa, o Hospital Central e unidades em construção. Natasha criticou a permanência das filas e afirmou que pretende realizar um levantamento da demanda por consultas, exames e procedimentos para reduzir o tempo de espera. 

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Na área do funcionalismo, Natasha prometeu pagar os 18,38% de RGA reivindicados pelos servidores e estabelecer um cronograma para quitar o percentual atrasado. Ela também defendeu a redução da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas e a manutenção de uma mesa permanente de negociação com a categoria. Wellington também afirmou que pretende garantir o pagamento da revisão anual. 

Outro momento de confronto envolveu o BRT de Cuiabá e Várzea Grande. Natasha criticou o tempo de execução das obras e lembrou que o projeto começou originalmente como VLT. Wellington afirmou que pretende concluir as intervenções e revitalizar áreas do centro de Cuiabá. Pivetta defendeu o modelo adotado pelo atual governo e afirmou que o primeiro trecho, entre o aeroporto e o CPA, está em fase de conclusão. 

A habitação também provocou embate entre Pivetta e Wellington. O atual governador afirmou que cerca de 40 mil moradias já foram viabilizadas e que pretende alcançar outras 60 mil famílias. Segundo ele, parte das novas unidades deverá ser destinada a mulheres chefes de família. Wellington criticou a utilização de recursos públicos e voltou a relacionar a discussão à política de incentivos fiscais. 

Durante a discussão sobre segurança pública, Natasha defendeu a realização de concursos, ampliação do efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de atendimento às mulheres vítimas de violência. Entre as propostas apresentadas estão a ampliação da Patrulha Maria da Penha, delegacias especializadas com atendimento 24 horas, casas de acolhimento e uma Secretaria da Mulher. Wellington também defendeu atendimento especializado, tecnologia e valorização dos profissionais da segurança.

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O episódio envolvendo uma acusação de violência doméstica contra Pivetta também foi levado ao debate por Natasha. Ela citou uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, em 2021, e questionou o candidato sobre o caso. Pivetta afirmou que foi inocentado e recebeu direito de resposta, oportunidade em que voltou a destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres. O documento utilizado como base registra que o caso foi posteriormente arquivado, mas os candidatos apresentaram interpretações diferentes sobre o episódio.

Os pedidos de direito de resposta se repetiram ao longo do programa. Wellington e Pivetta recorreram ao mecanismo durante os confrontos relacionados aos incentivos fiscais e à atuação política de cada um. A organização analisou os pedidos de acordo com as regras previamente estabelecidas para o debate. 

Na parte final, os três candidatos apresentaram suas considerações ao eleitorado. Wellington falou sobre a experiência acumulada ao longo de sua trajetória política e defendeu uma gestão baseada no diálogo e na realização de mutirões. Natasha destacou problemas que considera prioritários, principalmente nas áreas de saúde e combate à violência contra as mulheres. Pivetta, por sua vez, ressaltou sua trajetória administrativa e defendeu a continuidade das ações realizadas pelo governo estadual. 

O debate foi dividido em quatro blocos, sendo dois com temas livres e dois com assuntos definidos pela organização. Ao longo do programa, saúde, segurança, habitação, servidores públicos, transporte, incentivos fiscais e desenvolvimento econômico concentraram boa parte das discussões entre os três candidatos

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