DEBATE TVCA - ELEIÇÕES 2026

Pivetta cobra Wellington após promessa de renúncia: “Vai renunciar ou mentiu de novo?”  

Governador leva para a reta final da campanha registros de incentivos fiscais concedidos a empresa ligada ao filho do senador; Wellington havia declarado que deixaria a disputa caso fosse comprovado benefício envolvendo familiares diretos

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A política de incentivos fiscais voltou ao centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso às vésperas do debate da TV Centro América. O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), passou a cobrar publicamente Wellington Fagundes (PL) depois que reportagens apontaram benefícios tributários concedidos a empresas com vínculos empresariais com um dos filhos do senador.

Antes do debate, Pivetta publicou nas redes sociais uma provocação ao adversário: “Será que o Wellington vai anunciar a renúncia dele no debate daqui a pouco ou mentiu de novo?”

A cobrança faz referência a uma declaração dada por Wellington no domingo (28). Questionado sobre incentivos fiscais, o senador afirmou que ele, a esposa e os filhos nunca haviam recebido benefício dessa natureza e vinculou sua permanência na disputa à veracidade da afirmação.

“Eu renuncio à minha candidatura se a minha afirmativa não fosse verdade”, declarou Wellington, acrescentando que se referia à sua “família direta”, incluindo mulher e filhos.

O ponto de confronto surgiu com os registros envolvendo a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda. Segundo levantamento baseado em informações da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), a empresa registrou R$ 1.081.177,90 em benefícios fiscais de ICMS entre 2019 e 2025.

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Consulta ao Quadro de Sócios e Administradores citada pelas reportagens aponta que a Zootec tem entre seus integrantes societários a João Antônio Fagundes Participações Ltda., cujo representante é João Antonio Fagundes Neto, filho de Wellington. A empresa tem sede em Rondonópolis e atua principalmente na fabricação de alimentos para animais.

Há, porém, uma distinção importante: os registros apontam benefícios fiscais concedidos à pessoa jurídica vinculada empresarialmente ao filho de Wellington, e não pagamento direto do incentivo à pessoa física de João Antonio Fagundes Neto. Os documentos, por si só, também não demonstram irregularidade na concessão do benefício.

O caso ganha peso político justamente pelo alcance da declaração feita pelo próprio candidato do PL, que mencionou expressamente os filhos ao prometer renunciar caso sua afirmação sobre os incentivos fosse desmentida.

Vice também entrou na discussão

A controvérsia começou a ganhar força quando Wellington foi questionado sobre empresas relacionadas ao candidato a vice-governador de sua chapa, Reinaldo Morais (Novo). Levantamento publicado pelo Olhar Direto aponta pelo menos R$ 96,7 milhões em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025 envolvendo empresas declaradas por Reinaldo à Justiça Eleitoral.

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Wellington sustentou que o caso de seu vice seria diferente porque Reinaldo construiu sua trajetória empresarial antes de ingressar na política e afirmou que sua crítica está relacionada ao eventual uso de influência política para obtenção de benefícios.

O próprio Wellington também vem usando o tema para atacar Pivetta. Em setembro, afirmou que a Natural Pork Alimentos S.A., apontada por ele como historicamente ligada ao governador, acumulou cerca de R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Na ocasião, Wellington igualmente disse que renunciaria caso os dados apresentados por ele não fossem verdadeiros.

Agora, na reta final da eleição, a discussão sobre incentivos fiscais deixa o campo exclusivamente econômico e se transforma em um dos confrontos políticos entre as duas campanhas. Pivetta tenta colocar Wellington diante da promessa pública de renúncia, enquanto Wellington sustenta críticas ao modelo de concessão de benefícios adotado pelo Estado.

Com o debate da TV Centro América, a expectativa é que os dois candidatos sejam novamente confrontados com os números, os vínculos empresariais apontados nos registros e, principalmente, com as declarações que cada um fez publicamente durante a campanha.

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POLÍTICA MT

Max Russi reúne apoiadores em Cuiabá e projeta seis cadeiras do Podemos na Assembleia

Em encontro no Parque Amperco, deputado destacou mobilização presencial, força das redes sociais e metas da legenda para as eleições de 2026

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O deputado estadual Max Russi (Podemos) realizou, na noite de segunda-feira (28), uma grande reunião no Parque Amperco, em Cuiabá, durante a reta final da campanha eleitoral. O encontro reuniu apoiadores e contou com a participação de lideranças ligadas à região.

Ao avaliar a campanha, Max afirmou que percebe mudanças na maneira como os eleitores acompanham os candidatos. Segundo ele, as redes sociais passaram a ocupar um espaço maior no processo eleitoral, tornando mais desafiadora a realização de grandes mobilizações presenciais.

“Uma eleição nunca é igual à outra. Essa tem uma particularidade um pouco diferente. As pessoas estão participando e acompanhando muito pelas redes sociais. Então, as reuniões, os grandes movimentos, são mais difíceis de fazer”, afirmou.

Apesar disso, o deputado destacou a dimensão do encontro no Parque Amperco e atribuiu parte da mobilização ao trabalho de lideranças locais, entre elas o candidato a suplente ao Senado Elson Ramos.

“Aqui hoje estou fazendo uma reunião gigantesca, porque o Elson nasceu aqui, conhece essa região, conhece muita gente. Por isso, conseguimos fechar uma rua e fazer essa grande reunião”, declarou.

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Para os últimos dias de campanha, Max afirmou que pretende combinar as agendas presenciais com a comunicação digital, buscando ampliar o contato com eleitores de diferentes regiões de Mato Grosso.

Expectativa para a Assembleia

Presidente estadual do Podemos, Max também comentou as expectativas do partido para a disputa proporcional. Questionado sobre a composição da próxima Assembleia Legislativa, afirmou trabalhar com a expectativa de eleger seis deputados estaduais.

“Eu acho que seis. A nossa chapa é muito boa, está muito bem dividida e está performando muito bem”, declarou.

Uma eventual bancada de seis parlamentares representaria 25% das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. A projeção, entretanto, é uma expectativa apresentada pelo próprio dirigente partidário, e o resultado dependerá da votação e das regras do sistema proporcional. 

Disputa federal

Para a Câmara dos Deputados, Max adotou uma postura mais cautelosa. O Podemos trabalha com a meta de eleger um ou dois representantes federais por Mato Grosso.

“Seria muito ousado, da minha parte, dizer que nós vamos eleger dois. Não é fácil eleger dois. Se der dois, vai ser o melhor resultado do mundo. Seis estaduais e dois federais seria um sonho. Mas, se der um, também vamos comemorar bastante”, afirmou. 

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A declaração ocorreu durante a reta final da campanha, quando as atividades presenciais e a comunicação pelas redes sociais passaram a ser combinadas pelas candidaturas.

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