OPORTUNIDADE
Prefeitura de Comodoro abre concurso com 212 vagas e salários de até R$ 23,6 mil
Editais contemplam cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com inscrições previstas entre 5 e 22 de outubro
A Prefeitura de Comodoro, em Mato Grosso, publicou os editais 02 e 03/2026 de concurso público com 212 vagas para contratação de servidores e formação de cadastro de reserva. As oportunidades contemplam candidatos com níveis fundamental, médio, técnico e superior, com remunerações que variam de R$ 1.621 a R$ 23.686,47.
O edital 02/2026 é destinado ao cargo de Professor PII, com jornada de 30 horas semanais e remuneração de R$ 4.342,06. Já o edital 03/2026 reúne 212 vagas distribuídas entre a Prefeitura Municipal, a Câmara Municipal e o Comodoro-Previ.
Entre os cargos de nível superior estão Analista de Procuradoria, Arquiteto, Assistente Social, Contador, Controlador Interno, Enfermeiro, Engenheiro Sanitarista, Farmacêutico/Bioquímico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico Clínico Geral, Médico de Atenção Básica, Médico Veterinário, Nutricionista, Odontólogo, Psicólogo e Técnico em Informática. Também há oportunidades para profissionais de níveis médio, técnico e fundamental, incluindo funções administrativas, técnicas e operacionais.
O maior salário previsto é de R$ 23.686,47 para o cargo de Médico Clínico Geral, com jornada de 40 horas semanais. Há ainda remunerações de até R$ 14.553,64 para Médico de Atenção Básica e R$ 14.470,40 para Contador, entre outras funções de nível superior.
As inscrições serão realizadas entre os dias 5 e 22 de outubro de 2026, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela organização do concurso por meio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP). As taxas variam conforme o cargo, entre R$ 70 e R$ 120.
A prova escrita teórico-objetiva está prevista para 22 de novembro. Para cargos de nível superior, há previsão de prova objetiva e redação, enquanto algumas funções, como Assistente Administrativo e Assistente Administrativo Legislativo, também terão prova prática.
Além dos editais 02 e 03, Comodoro publicou outros dois editais de concurso em 2026. Somados, os quatro documentos chegam a 277 vagas para a Prefeitura, Câmara Municipal, Comodoro-Previ e área da Saúde.
POLÍTICA MT
PEDRO TAQUES E O COMPLEXO DA DERROTA: O CANDIDATO A SENADOR QUE PREFERE SER DETETIVE A APRESENTAR UM PROJETO PARA MATO GROSSO
Oito anos depois de perder a reeleição no primeiro turno, ex-governador volta a confrontar Mauro Mendes; sua candidatura ao Senado reacende questionamentos sobre o legado administrativo de seu governo e a incapacidade de transformar o embate político em propostas para o futuro do Estado
Por Palmiro Pimenta | Folha de Mato Grosso
Pedro Taques já foi procurador da República, senador e governador de Mato Grosso. Agora, candidato novamente ao Senado, parece ter escolhido o papel de investigador de seu antigo adversário eleitoral.
O problema é que uma eleição para o Senado não é um concurso para delegado da Polícia Federal.
E muito menos uma oportunidade para reescrever o resultado das urnas de 2018.
Naquele ano, Taques ocupava o cargo de governador de Mato Grosso. Tinha a estrutura administrativa do Estado, visibilidade institucional e a oportunidade de apresentar ao eleitorado os resultados de quatro anos de gestão.
Mesmo assim, terminou derrotado ainda no primeiro turno.
Não foi Mauro Mendes quem impediu Pedro Taques de conquistar a reeleição. Foram os eleitores de Mato Grosso que decidiram não lhe conceder mais quatro anos de mandato.
Essa é uma realidade política que nenhuma denúncia contra adversários poderá modificar.
O COMPLEXO DA DERROTA
O que chamo de complexo da derrota é a insistência em transformar um revés eleitoral em um confronto permanente com o adversário que saiu vitorioso.
Pedro Taques teve a oportunidade de governar Mato Grosso.
Não foi impedido de exercer o mandato. Não foi afastado do Palácio Paiaguás antes de concluir sua gestão. Não deixou de disputar a reeleição.
Governou durante quatro anos e submeteu seu trabalho ao julgamento popular.
O resultado foi uma derrota no primeiro turno, apesar de ocupar a cadeira de governador.
A derrota de Taques não pode ser atribuída exclusivamente a Mauro Mendes sem ignorar o próprio governo que o eleitorado estava avaliando.
A disputa eleitoral de 2018 não começou no dia da votação. Foi construída ao longo dos quatro anos anteriores, com decisões administrativas, escolhas políticas, crises e dificuldades que marcaram aquela gestão.
É nesse histórico que devem ser procuradas as explicações para o resultado.
O GOVERNADOR QUE PRECISA RESPONDER PELO PRÓPRIO LEGADO
Pedro Taques chegou ao Palácio Paiaguás com a reputação de procurador da República e a promessa de aplicar sua experiência jurídica à administração pública.
Mas governar não é conduzir uma investigação.
Governar exige capacidade de gestão, articulação política, planejamento financeiro, execução orçamentária e sensibilidade diante das necessidades da população.
Seu mandato terminou marcado por dificuldades fiscais, atrasos de pagamentos e questionamentos sobre a condução administrativa do Estado e corrupção com secretarios presos.
O contraste entre a expectativa criada em torno de sua eleição e o resultado de sua tentativa de reeleição merece permanecer no centro de qualquer análise sobre sua trajetória.
Quem pretende voltar ao Senado tem o direito de questionar o governo dos outros, mas também precisa responder pelas decisões tomadas quando teve a responsabilidade de administrar Mato Grosso.
É muito mais simples apontar os erros de um adversário do que explicar os resultados do próprio mandato.
É muito mais confortável exercer o papel de acusador do que submeter novamente à avaliação pública a própria experiência administrativa.
E é muito mais fácil fazer uma campanha de denúncias do que apresentar um projeto consistente para os próximos oito anos.
MAURO MENDES NÃO TINHA OBRIGAÇÃO DE SUSTENTAR O PROJETO POLÍTICO DE TAQUES
Existe outro aspecto importante nessa história.
Nenhum político possui direito adquirido à fidelidade eterna de seus antigos aliados.
A política é construída por convergências, divergências, projetos e escolhas.
Mauro Mendes não tinha obrigação de sustentar indefinidamente o projeto político de Pedro Taques.
Tampouco estava impedido de disputar o governo de Mato Grosso em 2018.
A derrota de Taques não transforma a candidatura de Mauro Mendes em uma dívida política ou moral.
O eleitorado teve alternativas e fez sua escolha.
Transferir a responsabilidade pelo resultado exclusivamente ao adversário seria desconsiderar a avaliação feita pela população sobre o governo que estava terminando.
DE GOVERNADOR A DETETIVE ELEITORAL
O que chama atenção na atual disputa é o espaço ocupado pelo confronto com Mauro Mendes na atuação política de Taques.
O ex-governador possui experiência suficiente para discutir legislação, orçamento federal, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico.
Também conhece as dificuldades dos municípios mato-grossenses e as responsabilidades de quem ocupa o Executivo.
Poderia utilizar esse conhecimento para apresentar uma agenda legislativa detalhada.
Em vez disso, o enfrentamento com o antigo adversário ocupa lugar de destaque em sua campanha.
Denúncias fundamentadas devem ser apuradas, independentemente de quem esteja envolvido. Mas não substituem propostas de mandato.
O Senado não é uma delegacia. A campanha eleitoral não é um inquérito policial. E o eleitor mato-grossense não está obrigado a transformar uma disputa entre antigos adversários em sua principal preocupação política.
A DERROTA QUE NÃO PODE SER APAGADA
Pedro Taques pode questionar Mauro Mendes quantas vezes considerar necessário.
Pode apresentar denúncias, solicitar investigações e cobrar explicações.
Esses são direitos legítimos de qualquer cidadão.
Mas nenhuma dessas iniciativas altera o fato de que ele próprio teve a oportunidade de governar Mato Grosso e foi derrotado quando pediu ao eleitorado a renovação de seu mandato.
A eleição de 2018 pertence à história política do Estado.
Não existe investigação capaz de mudar aquele resultado.
A questão para 2026 é se Pedro Taques conseguirá apresentar uma candidatura que vá além do confronto com o homem que o derrotou oito anos antes.
Porque, enquanto a campanha permanecer concentrada nesse embate, continuará aberta uma pergunta que o eleitor tem todo o direito de fazer:
Afinal, Pedro Taques pretende voltar ao Senado para representar Mato Grosso ou para continuar disputando politicamente uma eleição que terminou em 2018?
O Estado precisa de representantes com propostas para o futuro. O passado eleitoral de Pedro Taques, por mais presente que esteja em seus confrontos políticos, não pode ocupar sozinho o lugar de um projeto para Mato Grosso.
Palmiro Pimenta
CEO do Folha de Mato Grosso
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