CASO MASTER

Crise no STF coloca investigação do Banco Master sob pressão e pode mudar próximos passos do caso

Disputa entre ministros, mudanças na condução das apurações e novos depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai aumentam a tensão em torno da investigação

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A crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações do Banco Master passou a levantar dúvidas sobre os próximos passos do caso. A disputa envolvendo ministros da Corte, questionamentos sobre a condução das apurações e a definição de quem ficará responsável pelo processo ganharam espaço justamente enquanto a Polícia Federal se prepara para novas etapas da investigação.

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e seu pai, Henrique Vorcaro, foram intimados para prestar novos depoimentos à Polícia Federal. Segundo informações divulgadas sobre o caso, os investigadores acompanham os desdobramentos da crise no Supremo e seus possíveis efeitos sobre o andamento das apurações.

O caso envolve uma série de investigações relacionadas a supostas fraudes financeiras e possíveis relações entre Vorcaro, agentes públicos e outras autoridades. Documentos tornados públicos recentemente ampliaram o conhecimento sobre a investigação. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de procedimentos relacionados ao caso, após determinação do presidente do STF, Edson Fachin. 

A crise ganhou força depois que Mendonça, então relator do caso Master, encaminhou ao plenário questões envolvendo mensagens encontradas no celular de Vorcaro e uma possível relação com o ministro Alexandre de Moraes. O STF passou a analisar se havia elementos para uma investigação envolvendo Moraes. 

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A sessão que trataria do tema, realizada em 15 de setembro, acabou sendo interrompida após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, permanecem em aberto questões relacionadas à condução dos procedimentos e à competência para dar continuidade a determinadas apurações. 

Ao mesmo tempo, o caso passou a envolver uma disputa institucional sobre a atuação de ministros e da própria Polícia Federal. Relatos e documentos divulgados nas últimas semanas mostram divergências sobre a condução das investigações, incluindo questionamentos acerca de informações obtidas pela PF e encaminhadas ao Supremo. 

A situação também ganhou novos contornos com a retirada do sigilo de documentos. Segundo levantamento publicado pela imprensa, o material reúne informações sobre Vorcaro, autoridades, policiais e servidores públicos, além de elementos relacionados ao chamado caso “Dark Horse”. 

Outro ponto de atenção é a situação de Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva. Os advogados argumentam que a paralisação de procedimentos decorrente da crise no Supremo não deveria prolongar indefinidamente a prisão do investigado. 

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A defesa também pretende solicitar novos adiamentos de depoimentos, alegando que ainda não teve acesso completo aos autos. Vorcaro tem outros depoimentos previstos relacionados às diferentes frentes da investigação. 

Nos bastidores, a principal questão passou a ser quem terá efetivamente o comando das próximas etapas do caso e como a investigação seguirá diante das divergências dentro do STF. A definição pode ter impacto sobre depoimentos, análise de provas e eventuais pedidos apresentados pelas defesas.

Apesar da tensão institucional, é importante destacar que investigação não significa condenação. As apurações ainda buscam esclarecer fatos, responsabilidades individuais e eventual existência de crimes. As pessoas citadas ou investigadas têm direito à defesa e à presunção de inocência. 

Com novos depoimentos previstos e o STF ainda enfrentando questões relacionadas à condução dos procedimentos, o caso Banco Master entra em uma etapa considerada decisiva para definir os rumos da investigação.

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POLÍTICA MT

Racha no PL: prefeito mantém apoio a Pivetta e diz que partido pode expulsá-lo

Sérgio Machnic afirma que sua posição para o Governo de Mato Grosso está definida e que continuará filiado à sigla enquanto não houver expulsão.

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O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), afirmou que não pretende deixar o partido por iniciativa própria, mesmo diante da possibilidade de expulsão por apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), em meio à pressão interna do PL sobre prefeitos que decidiram apoiar Pivetta em vez do candidato da própria legenda, Wellington Fagundes (PL). 

Machnic foi direto ao comentar a possibilidade de ser punido pela legenda. “Se o partido achar que é infidelidade, pode me expulsar, não tem problema. Mas a minha posição está tomada. Para governador eu apoio o Pivetta”, afirmou. Segundo o prefeito, ele continuará filiado ao PL enquanto a própria legenda não tomar uma decisão sobre sua permanência. “Se ele quiser, vai ter que expulsar”, declarou ao ser questionado se deixaria o partido voluntariamente. 

A posição de Machnic contraria a orientação do PL para a disputa estadual, já que Wellington Fagundes é o nome da sigla para o Governo de Mato Grosso. A divergência faz parte de uma disputa interna que envolve outros prefeitos do partido que também declararam apoio a Pivetta. A direção estadual do PL já anunciou procedimentos relacionados aos gestores que apoiam o governador. 

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Apesar da divergência na eleição para governador, Machnic afirmou que continua apoiando outros nomes ligados ao PL. Ele citou Flávio Bolsonaro, José Medeiros, além de candidatos às disputas proporcionais. O prefeito também declarou que sua decisão de apoiar Pivetta está relacionada, segundo ele, à atuação do Governo do Estado em Primavera do Leste. 

Machnic também negou ter sido pressionado por Pivetta com relação ao envio de recursos para o município. Questionado sobre acusações de que prefeitos estariam sendo pressionados a apoiar o governador sob risco de perder investimentos, afirmou que isso não aconteceu com ele e que não tem conhecimento de situação semelhante envolvendo outros prefeitos. 

Mesmo diante da possibilidade de expulsão, o prefeito mantém sua posição. “A minha posição é bem clara. Eu não vou voltar atrás. Meu apoio é para o governador Pivetta”, concluiu. 

 

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