SOLUÇÃO ESTRATÉGICA

”Novo pronto-socorro vai dar destino a área do antigo VLT em Várzea Grande”, afirma Otaviano Pivetta

Governo de Mato Grosso vai investir mais de R$ 200 milhões na construção do novo Hospital e Pronto-Socorro do município, com cerca de 200 leitos

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a definição do local para a construção do novo Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande é estratégica e garante o aproveitamento de uma área pública na região do antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi paralisado e teve o contrato rescindido, com homologação judicial, após ser alvo de operação da Polícia Federal por esquemas de corrupção.

A unidade será construída na região do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, em área que integra o traçado do antigo projeto de mobilidade urbana e que hoje reúne estruturas já implantadas e sem utilização plena. O local também está inserido em um eixo estruturante do município, com previsão de integração viária e ligação com regiões centrais da cidade.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (3.7), durante evento no município, quando o Governo de Mato Grosso confirmou o investimento de mais de R`$ 200 milhões na nova unidade.

“Nosso objetivo é recuperar investimentos passados e gerar um impacto social positivo. Escolhemos essa área porque ela já conta com um patrimônio público importante. É uma estrutura que já está começada e que vai ser mais rápida e mais econômica também. Esse lugar vai ser o coração de Várzea Grande, com um eixo estruturante e capacidade de atender melhor a população”, afirmou o governador.

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Otaviano Pivetta destacou a vocação logística da região para o atendimento de saúde.

“A localização é estratégica e geográfica. Aqui está próximo ao aeroporto, com entrada para o hospital, espaço para atendimento de emergência e suporte para UTI aérea. Tudo isso facilita o funcionamento e a resposta da rede de saúde. Essa soma de fatores nos levou a tomar essa decisão”, disse.

O governador também ressaltou a integração da nova unidade com a mobilidade urbana do município.

“Já emitimos a ordem de serviço para a construção da avenida aqui na frente, que contará com um calçadão, e o hospital será construído logo abaixo. Esse ponto faz ligação com o Cristo Rei, que é o bairro mais populoso da região, e com o centro de Várzea Grande”, completou.

Ele reforçou ainda o caráter estruturante da obra para o município.

“Várzea Grande vai ter um hospital de urgência e emergência à altura do que a população merece”, afirmou.

O Hospital

O novo Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande terá cerca de 200 leitos e será voltado ao atendimento de urgência, emergência e trauma.

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A unidade será construída em área de aproximadamente 16 mil metros quadrados e atenderá Várzea Grande e toda a Baixada Cuiabana.

O edital para contratação será publicado até o fim de agosto, na modalidade RDC Integrada, em que a empresa vencedora será responsável pelo projeto executivo e pela execução da obra.

Além do hospital, o Governo também anunciou investimento de R$ 8,5 milhões para a construção da nova sede da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no município.

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Várzea Grande

Wanderley cobra obras da Prefeitura, defende independência da Câmara e diz que mantém maioria mesmo após eleição anulada

Presidente da Câmara de Várzea Grande cobra aplicação dos recursos públicos em investimentos, reforça apoio à CPI das obras, afirma que o Legislativo atua com autonomia e garante que continua com respaldo da maioria dos vereadores.

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, fez um balanço das atividades do Legislativo no encerramento do primeiro semestre e adotou um discurso de cobrança à administração municipal. Em entrevista coletiva, o parlamentar afirmou que a Câmara tem cumprido seu papel institucional, aprovando projetos e autorizações orçamentárias, mas defendeu que agora é preciso transformar os recursos liberados em obras e resultados concretos para a população.

Ao comentar a última sessão ordinária do semestre, Wanderley classificou os trabalhos como tranquilos, destacando a entrega de títulos de cidadania e moções de aplauso. Em seguida, abordou a instalação da CPI que investigará possíveis irregularidades nas obras da Avenida Leôncio Lopes de Miranda, ressaltando que a composição da comissão ocorreu por sorteio e de forma transparente.

Segundo ele, a investigação deverá apurar informações sobre um pagamento de aproximadamente R$ 1,3 milhão, referente à gestão anterior, mas que teria sido efetuado na atual administração.

“A comissão vai analisar documentos, convocar representantes da empresa, ouvir secretários e apresentar um relatório final. Os fatos serão esclarecidos e quem tiver responsabilidade deverá responder”, afirmou.

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Durante a entrevista, Wanderley também fez questão de destacar que a condução dos trabalhos legislativos não depende apenas da presidência da Casa, mas do cumprimento do Regimento Interno e da atuação das comissões permanentes. Ao falar sobre reivindicações de servidores municipais, defendeu tratamento igualitário entre as categorias na análise dos planos de cargos e salários.

Sobre a relação entre Executivo e Legislativo, o presidente afirmou que existe harmonia institucional, mas ressaltou que a Câmara preserva sua independência.

“O Legislativo tem feito um trabalho de transparência e independência”, declarou.

Cobrança por obras

O tom mais incisivo da entrevista ocorreu ao comentar a aplicação dos recursos públicos. Wanderley lembrou que a Câmara aprovou mais de R$ 160 milhões em créditos orçamentários, além de autorizar movimentações financeiras que se aproximam de R$ 200 milhões, e afirmou que o momento agora é de cobrar entregas da Prefeitura.

“Nós aprovamos os créditos. Agora queremos ver obra. A população quer saber onde esse dinheiro está sendo aplicado”, disse.

O presidente também questionou o destino dos recursos próprios do município e observou que muitas das obras atualmente em execução são financiadas pelo Governo Federal.

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“As obras que estamos vendo, como creches e outras intervenções, são realizadas com recursos federais. A pergunta é: onde estão sendo investidos os recursos próprios do município?”, questionou.

Eleição da Mesa Diretora

Ao abordar a disputa pela presidência da Câmara, cuja eleição realizada em maio foi anulada provisoriamente pela Justiça, Wanderley afirmou manter confiança na sustentação política dentro do Legislativo.

“Nós ganhamos a eleição. Foi por um voto, mas vencemos. Agora não basta ganhar em Brasília, tem que ganhar aqui dentro também”, declarou.

Segundo ele, a definição do comando da Casa dependerá não apenas da decisão judicial, mas também da composição política entre os vereadores.

“Sem os votos dentro da Câmara não existe eleição. Continuamos dialogando e acredito que mais vereadores estão se aproximando porque enxergam uma gestão transparente, verdadeira e que respeita todos os parlamentares”, concluiu.

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