CRIMES CONTRA A VIDA

Mauro Mendes defende nova Constituinte que permita a prisão perpétua

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O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, defendeu a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para permitir a adoção da prisão perpétua no Brasil.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta quinta-feira (2), ele afirmou que a atual legislação impede que o país responda com rigor adequado a crimes violentos, e só uma nova constituinte seria capaz de mudar isso.

“Eu sou a favor da prisão perpétua, só que a Constituição Brasileira proíbe isso. Então vamos convocar uma nova constituinte”, ressaltou.

A Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente, no artigo 5º, a adoção de penas de caráter perpétuo. Por ser uma cláusula pétrea, ou seja, um direito individual imutável, a vedação só poderia ser superada por uma nova Assembleia Nacional Constituinte, convocada por lei. É essa a saída defendida por Mauro.

O ex-governador citou um caso recente de um assassino que matou a vizinha a tiros e deixou o marido dela em estado grave, no Rio Grande do Sul. O criminoso foi preso, mas solto em menos de três dias.

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“E esse é apenas um de centenas de milhares de casos de impunidade que acontecem em todo o país, porque a lei é frouxa”, criticou.

O pré-candidato lembrou que o Código Penal Brasileiro é de 1940, muito distante da realidade atual do crime no país.

“É um absurdo que tenham se passado exatamente 86 anos e nós não fomos capazes de fazer um novo código para combater a bandidagem, combater tantos tipos de crime que surgiram, que quando esse código nasceu, sequer existiam”, completou.

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Muito além do comércio: como a influência da China já faz parte da cultura de Mato Grosso

Relação entre Mato Grosso e o país asiático ultrapassa exportações e importações e chega às universidades, redes sociais, consumo e intercâmbios culturais

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A relação entre Mato Grosso e a China deixou de se limitar aos negócios. Embora o comércio entre os dois lados tenha como base a força do agronegócio mato-grossense, com destaque para produtos como soja e carne, a aproximação também começa a aparecer no cotidiano da população, no consumo, na educação e até nos hábitos culturais.

Enquanto Mato Grosso exporta grandes volumes de produtos para o mercado chinês, os mato-grossenses também entram em contato diariamente com produtos, conteúdos e referências culturais vindos do país asiático. Aplicativos de compras, produções audiovisuais, tendências nas redes sociais e elementos tradicionais da cultura chinesa passaram a fazer parte da rotina de muitos brasileiros.

Da economia para a cultura

Um dos exemplos mais visíveis dessa aproximação está na popularização do horóscopo chinês. Símbolos, animais e tradições associados ao calendário chinês ganharam espaço no imaginário ocidental e passaram a ser utilizados inclusive por grandes marcas internacionais.

Em 2026, por exemplo, o calendário chinês é marcado pelo Ano do Cavalo de Fogo. A temática também aparece em campanhas comerciais e conteúdos produzidos para o público ocidental, mostrando como elementos culturais chineses passaram a circular para além das fronteiras do país.

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Outro fenômeno que ganhou força são os chamados “microdramas chineses”, produções com episódios curtos que passaram a conquistar espaço nas redes sociais e nos celulares de usuários brasileiros.

A influência também chega a Mato Grosso

Para Mato Grosso, essa aproximação cultural ocorre paralelamente a uma relação econômica considerada estratégica para o Estado.

A China é apontada como o principal parceiro comercial de Mato Grosso, enquanto o Estado busca ampliar os vínculos com o país asiático também em outras áreas.

Um dos movimentos nesse sentido foi a escolha de Xangai para sediar o primeiro escritório internacional de Mato Grosso. A iniciativa busca aproximar o Estado de empresas, instituições e oportunidades no mercado chinês.

A aproximação também envolve missões empresariais e acadêmicas. Segundo as informações apresentadas na publicação, a China enviou missões empresariais ao Estado, além de representantes acadêmicos da Tsinghua University, ampliando as possibilidades de intercâmbio em inovação e desenvolvimento tecnológico.

Universidades ampliam intercâmbio

A relação não fica restrita ao setor empresarial. Instituições de ensino de Mato Grosso também mantêm iniciativas de aproximação com universidades chinesas.

UFMT e UNEMAT aparecem nesse processo por meio de parcerias que envolvem o ensino do mandarim, pesquisa científica e desenvolvimento relacionado ao setor agrícola.

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Na prática, esse tipo de cooperação cria uma ponte entre estudantes e pesquisadores dos dois países, permitindo que a relação Mato Grosso-China avance para áreas que vão além da comercialização de commodities.

Uma relação que pode ir além dos negócios

O crescimento da presença chinesa em Mato Grosso revela uma transformação na forma como essa relação é construída. De um lado, o Estado possui forte participação nas exportações destinadas à China. De outro, a população passa a ter contato cada vez maior com produtos, tecnologias, conteúdos e referências culturais chinesas.

Esse movimento cria uma espécie de via de mão dupla: Mato Grosso fornece produtos estratégicos para o mercado chinês, enquanto a China amplia sua presença econômica, acadêmica, tecnológica e cultural no Estado.

Mais do que uma relação baseada apenas em números de exportação, a aproximação começa a produzir efeitos no cotidiano e nas instituições mato-grossenses — indicando que o chamado “efeito China” pode ser percebido muito além do agronegócio.

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