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Principal destino da carne de MT, China reconhece Brasil como livre de febre aftosa

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O Governo da China comunicou, nesta terça-feira (2.6), a suspensão das proibições relacionadas à febre aftosa no Brasil e o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre da doença. A decisão deve reforçar ainda mais a presença da carne bovina mato-grossense no principal mercado consumidor do produto no mundo.

Maior produtor e exportador de carne bovina do Brasil, Mato Grosso tem a China como seu principal parceiro comercial no setor. Entre janeiro e abril de 2026, as exportações mato-grossenses de carne bovina para o país asiático somaram US$ 797,17 milhões (o valor considera apenas o preço das mercadorias no ponto de embarque, sem incluir frete e seguro internacional). O Estado respondeu por 29,61% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil para o mercado chinês no período.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou que a decisão reforça a posição de Mato Grosso no mercado internacional e traz mais segurança para a continuidade das exportações ao principal comprador da carne bovina produzida no Estado.

“A China é o principal destino da carne bovina mato-grossense. Quando o país reconhece o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação, ele reforça a confiança na nossa produção e cria um ambiente mais favorável para os negócios. Mato Grosso já é líder nacional na produção e exportação de carne bovina, e medidas como essa ajudam a manter a competitividade do setor e a ampliar oportunidades para os produtores do Estado”, afirmou.

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A medida anunciada pela China ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ter reconhecido o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento consolidou décadas de trabalho dos serviços veterinários oficiais, produtores rurais e governos estaduais para o fortalecimento da sanidade animal.

Mato Grosso teve o último registro de febre aftosa em 1996. Desde então, o Estado avançou na estruturação do sistema de defesa sanitária, com campanhas de vacinação, fiscalização e monitoramento contínuo do rebanho. Em 2001, conquistou o status de zona livre de febre aftosa com vacinação.

Em 2025, o Estado alcançou o mais alto nível de reconhecimento sanitário concedido pela OMSA ao ser certificado como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Na época da conquista, o rebanho mato-grossense já havia alcançado cerca de 32 milhões de cabeças, consolidando Mato Grosso como líder nacional da pecuária bovina.

A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Emanuele de Almeida, ressaltou que o reconhecimento internacional é resultado de um esforço contínuo entre poder público e setor produtivo.

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“Este reconhecimento internacional é fruto do trabalho conjunto entre o governo e a iniciativa privada, que cumpriram integralmente o Plano Estratégico ao longo de oito anos, aperfeiçoando a estrutura operacional do Indea-MT, os procedimentos de vigilância veterinária e, principalmente, o envolvimento do produtor rural na prevenção da febre aftosa”, afirmou.

A medida também deverá ampliar as oportunidades de exportação de produtos bovinos e suínos para a China, especialmente itens como miúdos e carne com osso, mercados com potencial de expansão para Mato Grosso. A abertura reforça as perspectivas de diversificação da pauta exportadora do Estado e de agregação de valor à produção pecuária destinada ao mercado asiático.

Fonte: Governo MT – MT

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Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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