NACIONAL

MME participa de debate regional sobre integração gasífera no MERCOSUL e Chile

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na quinta-feira (28/5), do evento “Integração gasífera no MERCOSUL + Chile: rumo a um mercado regional”, promovido pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE) e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), em São Paulo. A agenda marcou o encerramento da Fase V do Projeto Regional de Integração Gasífera dos países do MERCOSUL e Chile, iniciativa voltada à avaliação de alternativas de infraestrutura e regulação para ampliar o intercâmbio regional de gás natural.

A programação reuniu representantes de governos, empresas, órgãos reguladores e organismos internacionais em debates sobre segurança energética, expansão da infraestrutura regional e harmonização regulatória. Entre os temas centrais esteve o papel da demanda brasileira na consolidação de um mercado regional de gás, com destaque para projetos de reindustrialização, perspectivas de consumo dos setores químico, vidreiro, elétrico e de distribuição, além das condições necessárias para viabilizar investimentos de longo prazo.

Durante o encontro, foram apresentados os resultados acumulados das cinco fases do projeto conduzido pela OLACDE com apoio da CAF, que analisam cenários de oferta, demanda, infraestrutura e regulação para a integração gasífera regional. Os estudos apontam que a região possui potencial de suprimento suficiente para atender a demanda regional nas próximas décadas, impulsionada principalmente pela produção da Bacia Neuquina, na Argentina, e pelo gás offshore do pré-sal brasileiro.

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Também foram abordados os desafios para ampliar a integração energética no Cone Sul, incluindo a necessidade de novos investimentos em infraestrutura de transporte, previsibilidade regulatória, coordenação operacional entre os países e fortalecimento da segurança de abastecimento. Segundo os estudos apresentados, o desenvolvimento de rotas regionais pode reduzir a exposição da região às oscilações internacionais de preços e ampliar a competitividade do gás natural para uso industrial e energético.

A iniciativa integra os esforços regionais para fortalecer a cooperação energética no âmbito do MERCOSUL e ampliar o aproveitamento dos recursos gasíferos da América do Sul, contribuindo para a segurança energética, o desenvolvimento econômico e a transição energética na região.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

CNE orienta redes de ensino sobre organização do calendário escolar durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, que dispõe sobre a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026 e a organização dos calendários escolares das redes pública e privada para o ano letivo de 2027. O documento orienta os sistemas de ensino sobre a organização dos calendários escolares em razão da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. 

A manifestação atende a consultas encaminhadas ao colegiado por entidades representativas do setor educacional e de gestores municipais e estaduais, como Foncede, Undime, Anec e FNP. 

Impacto local – Nos municípios que receberão partidas da Copa e nas regiões metropolitanas ou áreas diretamente impactadas pela realização do Mundial, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes necessários nos calendários escolares, considerando as particularidades locais e o calendário oficial da competição. 

A orientação também prevê autonomia para estados e municípios que não serão diretamente impactados pelos jogos. Nesses locais, os sistemas de ensino poderão decidir pela adoção, total ou parcial, das medidas previstas na legislação, de acordo com suas realidades e necessidades educacionais. 

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A orientação permite, portanto, que a organização do calendário escolar considere o impacto efetivo da competição em cada território. Nas oito cidades-sede e áreas diretamente envolvidas com os jogos, os sistemas de ensino deverão considerar a programação da Copa no planejamento das atividades escolares. Nas demais localidades, caberá às redes avaliarem as medidas mais adequadas à sua realidade. 

As cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

Compatibilização com a LDB – O posicionamento do CNE fundamenta-se no artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que faculta aos sistemas de ensino a adaptação do calendário às peculiaridades locais. O colegiado reforça que os ajustes temporários para 2027 devem abranger os cursos de qualificação e de educação profissional técnica de nível médio, assegurando rigorosamente o cumprimento do número mínimo anual de dias letivos e da carga horária estabelecida na legislação educacional. 

Trâmite e vigência – A súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 foi publicada no Diário Oficial da União. Para que o parecer passe a produzir efeitos formais em âmbito nacional, o ato aguarda a homologação por parte do Ministério da Educação (MEC). 

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Precedente da Copa de 2014  A orientação para 2027 segue um procedimento já adotado pelo CNE na preparação para a Copa do Mundo de 2014, também realizada no Brasil. 

Em 5 de dezembro de 2012, o CNE aprovou o Parecer CNE/CEB nº 21/2012, que tratou dos ajustes dos calendários escolares durante o período da Copa do Mundo FIFA 2014.  

Naquele ano, as redes de ensino também adotaram diferentes formas de organização. Algumas ampliaram o período de férias para abranger a competição, enquanto outras optaram pela suspensão das aulas nos horários ou dias de jogos. 

Assessoria de Comunicação Social dos Ministérios da Educação e do Esporte, com informações do CNE  

Fonte: Ministério da Educação

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