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Rádio Assembleia estreia “Palavra em Análise” com reflexões sobre saúde mental

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Foto: MARCOS LOPES/ALMT

A Rádio Assembleia 89,5 FM estreia, nesta segunda-feira (18), o quadro “Palavra em Análise”, nova produção voltada à saúde mental e às relações humanas. Idealizado pela psicóloga, psicanalista e servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Sheila Carvalho, o programa apresenta episódios curtos (cerca de quatro minutos) e reflexivos sobre temas do cotidiano. Os spots vão para o ar em diversos momentos da programação diária e trazem assuntos como relações intensas, repetição de ciclos e medo de perda.

Sheila conta que a ideia para a produção surgiu de forma espontânea, durante uma conversa informal com o servidor da Rádio Assembleia, Cléber Dias. “Eu estava batendo um papo com o Cléber e ele sugeriu: ‘Olha, isso daria um programa, vamos pensar em algo nesse sentido?’. Fomos conversando e eu montei os episódios”, diz. A psicóloga explica que os temas partiram de situações comuns do cotidiano e também das discussões de que participa desde 2020 num grupo de psicanálise, literatura e arte.

“Alguns episódios têm um tom quase poético, em que trago elementos da literatura e da arte. Devem ser ouvidos como um levantamento de questões, sem oferecer respostas prontas ou diagnósticos médicos”, aponta a profissional. “A intenção é tirar o tabu da saúde mental com uma linguagem mais acessível, fazendo com que as pessoas se autorizem a olhar mais para si mesmas. Quem sabe, ao se sentirem tocadas por uma questão específica, elas possam buscar ajuda”, destaca.

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O radialista Cléber Dias diz que a emissora estruturou o conteúdo em formato de spots rotativos, com uma primeira leva de 14 episódios distribuídos ao longo da programação diária. A equipe técnica da rádio também trabalhou na edição e na construção estética dos episódios para tornar o conteúdo leve, acessível e agradável aos ouvintes. “Nos últimos meses, tenho me dedicado a projetos especiais com começo, meio e fim, como foi o caso do ‘Dicionário Cuiabanês’ e, agora, este programa”, conclui.

Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT e superintendente da Rádio Assembleia, José Marques, iniciativas como essa reforçam o papel social da emissora. Segundo ele, a Rádio vai além da comunicação institucional ao abrir espaço para conteúdos que contribuem para o bem-estar dos servidores e da população. “Precisamos entender que cuidar da nossa mente é cuidar da nossa vida, do nosso trabalho e da nossa família”, frisa.

Fonte: ALMT – MT

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Prefeito de Rondonópolis, terra de Wellington, desafia coligação do PL, mantém apoio a Pivetta e avisa: “Vou pagar um preço”

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O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), voltou a contrariar a orientação política de seu próprio partido ao reafirmar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O gesto ganha peso político por partir justamente do prefeito de Rondonópolis, cidade natal e principal reduto político de Wellington Fagundes. Mesmo filiado ao PL, Cláudio deixa claro que não pretende recuar de sua decisão e admite que poderá sofrer consequências dentro da legenda.

Durante ato político ao lado de Pivetta, o prefeito foi enfático ao anunciar sua escolha.

“São os meus candidatos. O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. É Otaviano Pivetta. E eu sei, meus amigos, que vou pagar um preço, porque ele não faz parte do meu partido”, declarou Cláudio Ferreira.

A declaração evidencia a divergência existente dentro do PL e da coligação de Wellington. Na própria terra do senador, o prefeito da cidade optou por subir no palanque adversário e sustentar publicamente sua escolha, apesar das cobranças para que filiados acompanhem a candidatura oficial do partido.

“OS PARTIDOS EXISTEM PARA AS PESSOAS”

Cláudio justificou sua posição argumentando que os interesses de Rondonópolis e da população devem prevalecer sobre determinações partidárias.

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“Mas os partidos existem para as pessoas, e não as pessoas existem para os partidos. Servir as pessoas com generosidade, com empatia, é o que me faz apoiar o senhor”, afirmou o prefeito ao se dirigir a Pivetta.

A fala reforça uma posição que Cláudio já vinha manifestando publicamente. O prefeito sustenta que permanecerá ao lado do grupo político que, em sua avaliação, tem contribuído com investimentos e ações para Rondonópolis.

INVESTIMENTOS PESAM NA DECISÃO

Ao explicar o apoio, Cláudio destacou a trajetória política de Pivetta e citou investimentos realizados pelo Governo do Estado no município.

Entre os exemplos apresentados está a Santa Casa de Rondonópolis. Conforme os números mencionados pelo prefeito, o contrato anual destinado à unidade teria passado de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões, permitindo a ampliação dos atendimentos de média e alta complexidade.

Cláudio afirmou ainda que Pivetta demonstrou “humildade, modéstia e firmeza” durante sua trajetória política e destacou a atuação do governador no atendimento às demandas do município.

Para o prefeito, os investimentos estaduais justificam sua decisão de permanecer ao lado de Pivetta, mesmo estando filiado ao partido de Wellington.

PRESSÃO DENTRO DO PL

A posição de Cláudio já provocou reação na direção partidária. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, chegou a admitir a possibilidade de expulsão caso o prefeito não acompanhe as decisões eleitorais da legenda.

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Nem mesmo a possibilidade de sofrer sanções partidárias, porém, fez Cláudio recuar. Ao contrário, o prefeito reconheceu publicamente que sabe do preço político que poderá pagar pela decisão.

A situação cria um cenário delicado para Wellington, que busca consolidar sua candidatura e manter unificada a estrutura partidária em torno de seu projeto ao Palácio Paiaguás.

RACHA NA TERRA DE WELLINGTON

A dissidência chama ainda mais atenção por ocorrer em Rondonópolis. Enquanto Wellington tenta fortalecer sua candidatura em Mato Grosso, o prefeito de sua própria cidade natal mantém posição aberta em favor de Pivetta.

Para o governador, a adesão representa o apoio de uma liderança de um dos maiores municípios e colégios eleitorais do Estado e, ao mesmo tempo, uma baixa política dentro do campo partidário do adversário.

Cláudio, por sua vez, sinaliza que está disposto a levar sua decisão até o fim.

Ao afirmar que sabe que “vai pagar um preço”, o prefeito de Rondonópolis deixa claro que não pretende recuar: mesmo filiado ao PL e governando a terra de Wellington Fagundes, continuará defendendo publicamente a reeleição de Otaviano Pivetta.

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