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Grupo teatral de Primavera do Leste leva espetáculo e rodas de conversas a escolas públicas de Campo Verde e Rondonópolis

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O espetáculo “Sinhadores – pelo Direito à Terra”, do grupo Teatro Faces, de Primavera do Leste, chega a escolas públicas de Campo Verde e Rondonópolis nesta quinta e sexta-feira (23 e 24), como parte de uma proposta que busca ampliar o acesso ao teatro em ambientes educacionais. A iniciativa foi contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura, da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).

Com linguagem poética e acessível, o espetáculo narra a história de uma comunidade submetida a um “Sinhão” que restringe liberdades, retratando a fome e a busca por um futuro melhor através do sonho e do questionamento.

Para o diretor e dramaturgo Wanderson Lana, a circulação do espetáculo amplia o alcance da obra e fortalece seu compromisso social.

“Sinhadores nasce do desejo de provocar reflexão e escuta. Quando levamos esse trabalho para dentro das escolas e universidades, estamos também abrindo espaço para que os jovens se reconheçam como sujeitos de direito, capazes de sonhar, questionar e transformar a realidade em que vivem”, destaca.

Em Campo Verde, a programação acontece nesta quinta-feira (23), na escola Escola Estadual Cívico-Militar Jupiara; e em Rondonópolis, a apresentação ocorre na sexta-feira (24), no Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT).

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Para além das apresentações, o projeto promove rodas de conversa com o público, incentivando o diálogo sobre temas como o direito de sonhar, o acesso à terra e a autonomia na produção e no consumo de alimentos. As ações visam provocar reflexões e fortalecer o pensamento crítico dos estudantes.

A programação inclui ainda oficinas de teatro voltadas à experimentação cênica e à valorização das expressões corporais, aprofundando a relação entre arte, educação e identidade cultural.

Com foco na democratização do acesso à cultura, todas as atividades contam com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras e audiodescrição, garantindo a participação plena de pessoas com deficiência.

“Este projeto é, acima de tudo, um compromisso com a democratização cultural. Queremos garantir que diferentes públicos, especialmente estudantes da rede pública, tenham acesso a uma experiência artística de qualidade, que dialogue com suas realidades e contribua para a formação crítica e sensível de cada participante”, reforça o idealizador do projeto, Jean Carlos Soares de Oliveira.

O espetáculo passará ainda pelas cidades de Lucas do Rio Verde e Sorriso, no mês de junho, envolvendo toda a comunidade em espaços públicos e culturais.

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Fonte: Governo MT – MT

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Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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