MATO GROSSO

Após goleada, população já aguarda próxima partida da Seleção Brasileira de futebol feminino na Arena Pantanal

A torcida mato-grossense já está na expectativa pela próxima participação da Seleção Brasileira de futebol feminino no Fifa Series, campeonato que está ocorrendo na Arena Pantanal, em Cuiabá, nesta terça-feira (14.14). O time de Arthur Elias volta ao estádio gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no próximo sábado (18), às 21h30, para enfrentar o Canadá. Ontem, o Brasil venceu a Zâmbia por 6 a 1 e chegou à segunda vitória no FIFA Series.

“Acho fundamental receber a Seleção Brasileira aqui em Cuiabá, primeiro porque dá visibilidade para nossa capital, é muito importante que a nossa cidade seja lembrada e incluída em eventos esportivos de grande porte. E também tem a questão do apoio ao futebol feminino. Diferente do masculino, a seleção feminina ainda não recebe a atenção que merece. Trazer esse jogo para cá ajuda a dar o destaque necessário para as atletas e, ao mesmo tempo, valoriza a nossa cidade”, comemora Rakany Regiane Celestino, que viu o jogo ao lado das amigas.

De Figueirópolis D’Oeste (a 390 km de Cuiabá), Adilson Pereira do Santos estava com a esposa, Aparecida Vieira, pela primeira vez na Arena Pantanal, e destacou a importância de participar do evento.

“Viemos do interior e estamos assistindo aqui, é muito bom, é a chance de nós, mato-grossenses que moramos longe dos grandes centros, de estar participando de um evento tão grandioso como esse em nossa na arena do futebol”.

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Quem também entrou na Arena Pantanal pela primeira vez foi a jovem Amanda Vieira, que além de torcer muito pelo Brasil, ficou admirada pela grandiosidade do estádio. “É tudo tão bonito, é bem grande, muito chamativo aqui, estou adorando”.

Em preparação para a Copa do Mundo 2027, a Seleção Brasileira presenteou os torcedores, que já estavam com expectativas positivas, com gols de Yasmim, Tainá Maranhão, Angelina, Raíssa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. Barbra Banda diminuiu para as adversárias africanas.

“A gente se sente privilegiado, tem tantos estados que poderiam estar recebendo a Seleção Brasileira e ela veio pra Mato Grosso”, celebra o torcedor Albert Antônio, que assistiu a partida junto com a sua mãe, Dona Ilsa Nascimento.

Para Albert, a credibilidade do Estado demonstra a relevância da Arena Pantanal, do crescimento do futebol feminino mato-grossense e dos investimentos do Governo de Mato Grosso.

“O cenário de futebol feminino no Estado está numa crescente, com times em várias divisões do campeonato brasileiro, tivemos uma assistente mato-grossense de arbitragem na primeira partida do Fifa Series, os investimentos do Governo do Estado no esporte e na segurança, que também é importante para trazer os eventos, a própria Arena Pantanal. Tudo isso mostra que Mato Grosso está no caminho certo”, comenta Albert.

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O secretário da Secel, David Moura, confirma a percepção do torcedor, reforçando que o evento consolida Mato Grosso como rota de grandes eventos internacionais, promovendo o acesso da população ao lazer e movimentando a economia.

“Mato Grosso vive um momento muito especial de crescimento em todas as áreas do esporte, e os grandes eventos esportivos e culturais também fazem parte desse crescimento”, exalta o secretário.

FIFA Series de futebol feminino

A competição realizada pela entidade máxima do futebol mundial reúne na capital mato-grossense as seleções do Brasil, Coreia do Sul, Canadá e Zâmbia, que jogam entre si e, ao final dos confrontos, a equipe com o melhor desempenho será declarada campeã.

No último dia do FIFA Series, no próximo sábado (18), a Arena Pantanal recebe os jogos entre Coreia do Sul e Zâmbia, às 15h, e Brasil e Canadá, às 21h30.

A venda de ingressos está sendo feita exclusivamente pelo aplicativo Facepass (link aqui). Cada ingresso único dá direito a assistir aos dois jogos do dia.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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