MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados em investigação de homicídios de vítimas decapitadas em Tapurah
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tapurah (433 km a médio-norte de Cuiabá), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (08.04), a Operação Discipulus, para cumprimento de dez mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar e prisão temporária, dentro de investigações do comércio de drogas e homicídio de duas pessoas no município.
A operação ainda está em andamento e, até o momento, cinco pessoas já foram conduzidas para a delegacia, sendo cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão domiciliar.
Em uma das residências objeto dos mandados, foram localizadas drogas, farta quantidade de dinheiro, e anotação com contabilidade da venda de droga. Os valores e anotações estavam separados em envelopes intitulados “gorda”, “feijão”, “lança” e “lucro GRT”, que entre os criminosos significam pasta base de cocaína, maconha, lança-perfume (dois frascos foram apreendidos) e lucro do gerente, respectivamente.
Segundo os delegados Eugenio Rudy Junior e Marcello Maidame, que coordenam a Operação, a Polícia Civil representou pelas prisões e buscas e apreensões no bojo da investigação que apura a morte de duas pessoas, as quais tiveram as cabeças decapitadas e foram localizadas em uma cova rasa no município de Tapurah.
As investigações da Polícia Civil apontaram que os investigados têm envolvimento com uma facção criminosa atuante na região.
Participaram da operação 16 policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados de polícia. A operação ainda contou com apoio da delegacia Regional de Nova Mutum, por meio das delegacias de delegacia de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Arenápolis
Nome da Operação
Palavra originada do Latim, Discipulus significa disciplina, que, por sua vez, é o nome dado a função exercida por membros da facção responsáveis por matar, torturar e agredir quem não cumpre as ordens do grupo.
Relembre o caso
No dia 15 de março de 2022, dois corpos foram localizados com as cabeças decapitadas. As vítimas foram identificadas como Antônio Gabriel Leite dos Santos, de 19 anos, e o tatuador Rodrigo Martins de Souza, de 39. Os corpos estavam enterrados na zona rural de Tapurah, com mãos e pés amarrados. As vítimas foram dadas como desaparecidas no dia 12 de março.
Os corpos foram encontrados por investigadores da Polícia Civil, após denúncias anônimas sobre onde, possivelmente, foram enterrados. As equipes saíram em buscas e, de fato, localizaram duas covas com os vestígios dos cadáveres.
Na ocasião, o local foi isolado e a Perícia Oficial da cidade de Sorriso acionada para o caso. Foi constatado que as vítimas estavam com as mãos amarradas para trás. As pernas também foram amarradas, indicando que foram torturadas antes de serem mortas.
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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