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Polícia Civil deflagra operação contra envolvidos no desaparecimento de uma jovem em Mirassol D’Oeste

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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (27.3), em Mirassol D’Oeste, a Operação Cadáver Oculto, para cumprimento de 14 mandados referentes a investigação que apura os crimes de homicídio e ocultação de cadáver de uma jovem.

Foram cumpridos cinco ordens de prisão temporária, sete de busca e apreensão domiciliar e dois mandados de internação provisória, com objetivo de avançar nas investigações sobre o desaparecimento de Isabela Caroline Silva Cunha, de 23 anos, ocorrido no fim de dezembro de 2025.

Inicialmente, o caso foi tratado como desaparecimento, mas, no decorrer das diligências, apurou-se se tratar de crime de homicídio e ocultação de cadáver. Os envolvidos são investigados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

O trabalho operacional coordenado pela Delegacia de Mirassol d’Oeste, contou com a participação das Delegacias de Araputanga, São José dos Quatro Marcos, da Delegacia especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cáceres, e do Setor de Inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar.

Investigação

A vítima foi vista pela última vez no dia 30 de dezembro de 2025, na cidade de Mirassol d’Oeste. No dia 3 de janeiro, a tia da jovem Isabela Caroline Silva Cunha procurou a Polícia Civil para comunicar o desaparecimento da sobrinha.

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A equipe da Delegacia de Polícia apurou que a vítima foi vista pela última vez, após manter contato com pessoas investigadas no caso, que atuaram articulados para executar a jovem e em seguida fazer a remoção e ocultação do cadáver.

Segundo a investigação, Isabela teria sido atraída pelo próprio namorado para um imóvel no município, a pretexto de participar de uma confraternização, onde foi morta, havendo ainda indícios de que o corpo foi retirado do local em veículo e levado para área de mata em outra região.

Conforme o delegado de Mirassol D’Oeste, Gustavo Ataíde, a motivação do crime está relacionada a contexto de facção criminosa. Diante das evidências e provas de participação do grupo foi representado pelos mandados judiciais em desfavor dos investigados.

“Essas buscas realizadas na sexta-feira visam apreender celulares, mídias e outros objetos capazes de robustecer a apuração, além de permitir o aprofundamento das diligências destinadas à localização do corpo da vítima”, destacou o delegado de polícia.

Continuidade

As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos, identificação de todos os envolvidos e localização dos restos mortais da vítima. As buscas estão sendo realizadas com apoio da equipe do canil do Corpo de Bombeiro Militar.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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