POLÍTICA NACIONAL
Senado confirma alterações em acordo da Organização Internacional do Açúcar
O Plenário aprovou nesta terça-feira (3), em regime de urgência, o projeto de decreto legislativo que confirma as emendas apresentadas ao acordo da Organização Internacional do Açúcar (OIAçúcar), firmado em 2021, em Londres. O PDL 51/2026, que já havia passado na Câmara dos Deputados, inclui dispositivos sobre bioenergia e etanol derivados de culturas açucareiras. A matéria será encaminhada à promulgação.
A aprovação das emendas ao acordo vai além da mera formalidade institucional, pois consolida a posição do Brasil como protagonista no comércio global de açúcar, produto no qual o país é referência absoluta em produção e exportação, ressaltou a relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS).
— Para o Brasil os benefícios são concretos. Ampliamos a nossa influência nas decisões que moldam o mercado mundial do açúcar, defendendo o interesse dos nossos produtores e exportadores com maior peso político e técnico. Fortalecemos a previsibilidade e a segurança jurídica do comércio internacional, fundamentais em um setor que opera com investimentos de longo prazo e ciclos produtivos complexos. Isso é um ponto histórico — afirmou.
As mudanças no acordo preveem a inclusão dos biocombustíveis — principalmente o etanol combustível a partir de culturas de açúcar — nas finalidades de trabalho da organização. A medida também atualiza o papel da organização diante da evolução do mercado global, cada vez mais integrado entre produção de açúcar, energia e sustentabilidade.
Outra mudança relevante trata do sistema de votação e das contribuições financeiras dos países membros. A nova fórmula passa a considerar indicadores como exportações, importações, produção, consumo e capacidade de pagamento dos países, com peso igual entre os critérios.
A Organização Internacional do Açúcar (OIAçúcar ou ISO, na sigla em inglês) é o único organismo intergovernamental dedicado a aprimorar as condições do mercado mundial de açúcar por meio de debates, análises, estudos especializados, estatísticas transparentes, seminários, conferências e workshops.
A organização tem sede em Londres. Segundo dados de 2024, os 85 países membros da entidade representam 85% da produção mundial de açúcar; 64% do consumo mundial de açúcar; 37% das importações mundiais; e 93% das exportações mundiais.
Discussão
A senadora destacou que, com ampla capacidade instalada, tecnologia de ponta e compromisso com o desenvolvimento sustentável, o Brasil responde por parcela expressiva do comércio internacional do produto.
— Nossos produtores, nossas cooperativas, nossas usinas e nossos trabalhadores sustentam um setor que gera milhões de empregos diretos e indiretos, movimenta economia regionais e contribui decisivamente para a balança comercial brasileira — afirmou.
Tereza Cristina apontou ainda que a atualização do acordo internacional do açúcar fortalece a governança global do setor. Segundo a senadora, as emendas aprovadas modernizam os mecanismos institucionais da OIA; ampliam a transparência de informações de mercado; aprimoram instrumentos de cooperação técnica e reformam a previsibilidade nas relações comerciais entre países produtores e consumidores.
Com a aprovação do acordo, ressaltou a relatora, o Brasil passa a ter a oportunidade real de eleger o diretor executivo da OIA pela primeira vez na história. O país, que é o maior exportador mundial de açúcar, poderá ocupar finalmente o principal cargo executivo da instituição, que define as diretrizes globais do setor, disse Tereza Cristina.
— E essa oportunidade torna-se ainda mais concreta com a indicação de Eduardo Leão para disputar a direção executiva da organização. A candidatura de Eduardo Leão, atualmente diretor da União da Indústria da Cana de Açúcar e Bionergia (Única), com ampla trajetória de liderança no setor sucroenergético, foi apresentada com apoio de entidades representativas do agronegócio brasileiro e reflete o reconhecimento internacional da expertise brasileira nesse campo — defendeu.
Se eleito, Eduardo Leão será o primeiro brasileiro a ocupar esse cargo, um marco sem precedentes na história da participação do Brasil nas instancias globais de governança do setor sucroalcooleiro. Para Tereza Cristina, sua eleição simbolizaria não apenas a força do Brasil no mercado mundial de açúcar, mas também fortalece a voz brasileira e agendas globais de sustentabilidade, inovação e comércio justo.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) também saudou a aprovação do projeto. Ele destacou que a liderança do Brasil na produção mundial de açúcar fortaleceu-se a partir da criação do Proálcool na década de 1970.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.
A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).
O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.
Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.
“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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