OPINIÃO

O PIB de papel e a força de quem realmente sustenta o Brasil

O governo anunciou hoje o crescimento do PIB de 2025: 2,3%.

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Em Brasília, já tem gente pronta para estourar espumante e vender a ideia de que o Brasil entrou numa fase de prosperidade. Mas eu pergunto a você, brasileiro: esses 2,3% apareceram na sua mesa? Diminuíram o preço da carne? Do combustível? Do material escolar?

Para quem vive do próprio suor, esse número não passa de um enfeite estatístico.

Eu não acredito em conto de fadas fiscais. Quando se analisa os dados com seriedade, a verdade aparece sem maquiagem: esse crescimento não é fruto de uma gestão eficiente. É, mais uma vez, resultado da força de quem trabalha apesar do governo.

O Agro: o gigante que carrega o Brasil nas costas

O próprio IBGE confirmou aquilo que todo brasileiro já percebeu na prática: a Agropecuária cresceu impressionantes 11,7%.

Pense nisso por um instante.

Se o campo não tivesse avançado nesse ritmo, o resultado geral seria um fracasso retumbante. O PIB não estaria sendo celebrado. Estaria sendo lamentado.

Enquanto o atual governo cria insegurança jurídica, amplia a burocracia e trata o produtor rural como suspeito, é exatamente esse produtor — que acorda antes do sol nascer — quem impede o colapso da economia nacional.

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O Agro não é apenas um setor. É o escudo que protege o Brasil da incompetência administrativa.

O Brasil que o governo não quer mostrar

Agora retire o Agro da conta.

O que sobra?

Serviços e indústria patinando. Crescimentos tímidos. Falta de dinamismo. Falta de confiança.

É aí que mora o drama real da família brasileira.

Quando o crescimento depende quase exclusivamente de um único setor, a economia urbana sente. O comércio sente. O trabalhador sente. O poder de compra encolhe. O salário não acompanha. O custo de vida aperta.

O brasileiro não vive de percentual de PIB. Vive de renda no fim do mês.

Vive de liberdade econômica. Vive da possibilidade de empreender sem o peso sufocante de impostos e da máquina pública inchada.

Gráfico bonito não enche geladeira.

Narrativa não paga boleto.

A pergunta que precisa ser feita

Estamos em 2026. Se o Agro não estivesse segurando o piano sozinho, qual seria o retrato real do país?

A diferença é clara. Houve um tempo em que o produtor era tratado como parceiro estratégico e a economia era levada com responsabilidade. Hoje vivemos um cenário em que estatísticas tentam maquiar a realidade.

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Mas a realidade não aceita maquiagem.

A conta não fecha. O brasileiro sente. E o futuro cobra coragem.

O Brasil precisa voltar aos trilhos da liberdade econômica, da segurança jurídica e do respeito a quem produz.

Crescer de verdade não é apresentar número em planilha. É melhorar a vida das pessoas.

E isso não se faz com PIB de papel.

Se faz com trabalho, responsabilidade e compromisso com o povo

Nelson Barbudo
Deputado Federal (PL-MT)

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POLÍTICA MT

Time de Mato Grosso: conheça os estrategistas por trás da comunicação das vitórias históricas de Pivetta e Mauro Mendes

Lucas Rodrigues, Humberto Frederico, Álvaro de Carvalho, João Barros e Bruno Bini ocuparam funções estratégicas nas campanhas vencedoras; do outro lado, Wellington Fagundes teve Caco Mesquita no marketing, mas terminou derrotado nas urnas

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As eleições de 2026 terminaram nas urnas, mas deixaram uma história interessante nos bastidores da política de Mato Grosso. Por trás das campanhas vitoriosas de Otaviano Pivetta ao Governo e Mauro Mendes ao Senado, profissionais profundamente ligados ao mercado de comunicação mato-grossense ocuparam posições estratégicas na construção das mensagens apresentadas aos eleitores.

Lucas Rodrigues, Humberto Frederico, Álvaro de Carvalho, João Barros e Bruno Bini atuaram, em diferentes funções e composições, numa engrenagem que reuniu jornalismo, publicidade, estratégia digital, rádio, televisão, audiovisual e marketing político.

A comparação com a campanha de Wellington Fagundes também chama atenção. Do outro lado estava, entre os profissionais que participaram de sua comunicação, o publicitário Caco Mesquita. A campanha de Wellington não conseguiu transformar sua estratégia em vitória nas urnas.

Naturalmente, nenhuma eleição é decidida apenas pelo marketing. Candidato, alianças, avaliação administrativa, propostas, estrutura partidária, conjuntura e mobilização política também influenciam o voto.

Mas, quando a lupa é colocada exclusivamente sobre a comunicação, o resultado de 2026 valorizou profissionais que conhecem Mato Grosso, sua imprensa, suas particularidades e seu ambiente político.

LUCAS RODRIGUES: A COORDENAÇÃO DA COMUNICAÇÃO DE MAURO

Na campanha de Mauro Mendes, o jornalista Lucas Rodrigues ocupou posição central.

Lucas trabalha diretamente com Mauro desde 2018 e chegou à eleição carregando um ativo que dificilmente pode ser construído durante os poucos meses de uma campanha: conhecimento profundo da personalidade, da linguagem e da forma de comunicação do candidato.

Segundo reportagem publicada pelo RepórterMT após a eleição, Lucas coordenou o núcleo de comunicação da candidatura de Mauro ao Senado, trabalhando ao lado de Álvaro de Carvalho, João Barros e Bruno Bini.

Lucas funcionou como um dos pontos de convergência entre estratégia, imprensa, comunicação digital e as diferentes frentes da campanha.

A comunicação precisava fazer uma transição importante: apresentar ao eleitor o Mauro que encerrava uma longa passagem pelo Governo e, ao mesmo tempo, construir a imagem do candidato que pretendia levar essa experiência para o Senado.

Obras, investimentos, hospitais, infraestrutura e realizações administrativas forneceram conteúdo para uma estratégia que procurou associar Mauro à gestão, enquanto outras peças buscavam aproximá-lo do cotidiano do eleitor.

HUMBERTO FREDERICO: ESTRATÉGIA, EXPERIÊNCIA E UMA HISTÓRIA QUE VEM DE CASA

Na campanha de Otaviano Pivetta, Humberto Frederico foi um dos profissionais que ocuparam espaço na estratégia de comunicação.

Jornalista e profissional de marketing político, Humberto traz no próprio sobrenome uma história profundamente ligada à comunicação de Mato Grosso.

Ele é filho do saudoso Mauro Cid Nunes da Cunha, jornalista, publicitário e advogado que marcou época no mercado da comunicação e também na administração pública mato-grossense.

Mauro Cid foi secretário de Comunicação do Estado, da Prefeitura de Cuiabá e da Câmara Municipal, além de ter ocupado a Casa Civil. Também participou da construção do mercado publicitário estadual. Morreu em agosto de 2024, aos 80 anos.

Humberto seguiu profissionalmente por uma estrada semelhante.

À frente da HF Marketing e Assessoria de Imprensa, acumulou experiência em campanhas para Governo, Senado, prefeituras e outras disputas eleitorais. Em 2026, esteve diretamente ligado à estratégia da campanha de Pivetta.

Na reta final, Humberto participou da construção de uma comunicação baseada na apresentação das realizações das administrações de Pivetta e Mauro e na exposição das propostas para os quatro anos seguintes.

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Após a eleição, seu nome apareceu ao lado de Álvaro de Carvalho, João Barros e Bruno Bini entre os profissionais ligados ao núcleo estratégico da campanha de Pivetta.

O currículo ganhou ainda uma marca internacional em 2026. Projeto desenvolvido pela HF Marketing em parceria com a Aprofir recebeu um Polaris Award, em Londres, por trabalho de comunicação estratégica relacionado à agricultura familiar.

Da geração de Mauro Cid à geração de Humberto Frederico, a comunicação permanece como parte de uma história familiar construída em Mato Grosso.

ÁLVARO DE CARVALHO: A EXPERIÊNCIA DA PUBLICIDADE

Outro profissional presente nas estruturas foi Álvaro de Carvalho, da Soul Propaganda.

Com uma trajetória consolidada no mercado publicitário mato-grossense e reconhecimento profissional dentro e fora do Estado, Álvaro entrou na engrenagem trazendo experiência na transformação de conceitos estratégicos em publicidade.

Na campanha de Mauro, Álvaro esteve diretamente ligado aos materiais publicitários e à construção da linguagem das peças da candidatura.

Também participou da estrutura de comunicação de Pivetta.

A presença nas duas campanhas colocou Álvaro entre os profissionais que fizeram a ligação entre as duas grandes operações de comunicação eleitoral.

Era necessário transformar conceitos políticos e realizações administrativas em mensagens compreensíveis e visualmente fortes, mantendo unidade entre televisão, internet, publicidade e demais plataformas.

JOÃO BARROS: A ELEIÇÃO NA TELA DO CELULAR

O publicitário João Barros, da Agência Renca, representou outra área fundamental das campanhas modernas: as redes sociais.

Se televisão e rádio continuam importantes, uma parte cada vez maior da batalha política acontece dentro do celular.

João participou da estratégia digital, ajudando a adaptar a mensagem política para a velocidade e a linguagem das redes sociais.

Vídeos curtos, cortes, acontecimentos do dia, respostas rápidas, imagens e conteúdos capazes de circular entre diferentes públicos passaram a conviver com os formatos tradicionais de propaganda.

João também participou da estrutura ligada à comunicação de Pivetta.

O desafio era fazer com que digital, televisão, publicidade e imprensa não parecessem campanhas diferentes, mas partes de uma mesma estratégia.

BRUNO BINI: DO CINEMA À DIREÇÃO DOS PROGRAMAS DE TV

Entre os profissionais da equipe, Bruno Bini trouxe uma experiência singular.

Cineasta, roteirista, produtor e publicitário, Bini construiu uma carreira reconhecida no audiovisual e no cinema brasileiro.

Quando entrou na campanha eleitoral, essa bagagem ganhou outra finalidade.

Bruno Bini ficou responsável pelos programas eleitorais de televisão e rádio e pela direção dos programas de TV, levando para a comunicação política sua experiência com roteiro, imagem, narrativa e direção audiovisual.

Esse detalhe é importante.

Bini não estava apenas relacionado à produção de peças. A direção dos programas de televisão colocou o cineasta diretamente na transformação da estratégia política em narrativa audiovisual.

Era necessário pegar propostas, obras, depoimentos, realizações e conceitos da campanha e transformá-los em histórias que funcionassem diante da câmera.

Ritmo, enquadramento, edição, roteiro e emoção passaram a fazer parte da construção da mensagem.

Bruno também integrou a estrutura da campanha de Pivetta.

Do cinema para a política, Bini levou anos de experiência audiovisual para uma das principais vitrines de uma campanha eleitoral: a televisão.

DO OUTRO LADO: WELLINGTON E CACO MESQUITA

A campanha de Wellington Fagundes também contou com profissionais experientes em sua comunicação.

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Entre eles esteve Caco Mesquita, publicitário que já possuía experiência em marketing político e participou da estrutura montada para a disputa estadual.

O contraste, entretanto, está no resultado.

Enquanto as estruturas de comunicação ligadas a Pivetta e Mauro terminaram associadas às campanhas vencedoras, Wellington não conseguiu chegar ao Governo.

Isso não autoriza afirmar que Caco Mesquita ou o marketing tenham sido responsáveis pela derrota.

Uma eleição possui inúmeras variáveis, e atribuir vitória ou derrota exclusivamente a um marqueteiro seria ignorar todos os demais fatores políticos e eleitorais envolvidos.

Mas o resultado permite uma constatação objetiva: a estratégia de comunicação da campanha de Wellington, apesar do trabalho de profissionais experientes como Caco Mesquita, não se converteu em vitória nas urnas.

E é justamente aí que surge o contraste que dá título a esta reportagem.

ESPECIALIDADES DIFERENTES, UMA MESMA MENSAGEM

Olhando os bastidores depois da apuração, fica mais fácil compreender a divisão de trabalho das campanhas vencedoras.

Lucas Rodrigues esteve na coordenação da comunicação de Mauro. Humberto Frederico integrou a estratégia de Pivetta. Álvaro de Carvalho levou sua experiência na publicidade. João Barros atuou na frente digital. Bruno Bini comandou o audiovisual e a direção dos programas eleitorais de televisão.

Não eram profissionais fazendo exatamente a mesma coisa.

Eram especialidades diferentes trabalhando para construir mensagens coerentes em plataformas diferentes.

Jornalismo conversava com publicidade. Publicidade conversava com televisão. Televisão conversava com digital. Digital precisava responder à velocidade diária da eleição.

Esse modelo colocou em evidência um mercado que cresceu e amadureceu dentro do próprio Estado.

SANTO DE CASA FEZ MILAGRE

Durante décadas, tornou-se comum que grandes campanhas estaduais buscassem em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e outros centros os chamados “gurus” do marketing político.

A eleição de 2026 em Mato Grosso oferece um contraponto interessante.

Profissionais formados ou consolidados profissionalmente no próprio Estado ocuparam posições importantes nas campanhas que terminaram vencedoras para Governo e Senado.

Conheciam Mato Grosso. Conheciam sua imprensa. Conheciam a linguagem regional. Conheciam o ambiente político e, principalmente, o público com quem precisavam conversar.

Isso não significa que a origem geográfica de um profissional determine o sucesso de uma campanha.

Significa que 2026 mostrou que Mato Grosso possui dentro de casa profissionais capazes de participar da condução de operações de comunicação de campanhas majoritárias.

As vitórias pertencem aos candidatos e foram decididas pelos eleitores.

Mas os bastidores também ajudam a contar a história de uma eleição.

Lucas Rodrigues, Humberto Frederico, Álvaro de Carvalho, João Barros e Bruno Bini encerraram a disputa com seus nomes ligados às estruturas de comunicação das campanhas vencedoras de Pivetta e Mauro Mendes.

Do outro lado, Wellington Fagundes contou com Caco Mesquita em sua estrutura de marketing, mas o resultado pretendido pela candidatura não veio nas urnas.

E, pelo menos nos bastidores da comunicação eleitoral de Mato Grosso em 2026, o velho ditado popular ganhou uma versão diferente:

Santo de casa fez milagre. E fez em Mato Grosso.

Reportagem exclusiva da Folha de Mato Grosso, elaborada a partir de levantamento próprio e do cruzamento de informações públicas sobre os profissionais e as estratégias de comunicação das campanhas eleitorais de 2026.

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