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Tio suspeito de abusar de criança em Sinop é preso no Paraguai em operação da Polícia Civil

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Um homem que abusou sexualmente do sobrinho, de 7 anos de idade, em Sinop teve o mandado de prisão preventiva cumprido, nesta quinta-feira (22.1), após ser localizado no Paraguai, em ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e do Paraná, com a apoio da Polícia do país vizinho.

O suspeito, de 32 anos, estava com mandado de prisão preventiva decretado pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de reclusão. As investigações, realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop, iniciaram após o crime ocorrido no dia 20 de dezembro de 2025.

Na ocasião, o suspeito pediu abrigo na casa da irmã sob a justificativa que estava se separando e que precisava ficar no local por 15 dias. Na noite do crime, ele disse à irmã que dormiria fora, motivo pelo qual a mãe permitiu que os filhos dormissem no quarto de hóspedes.

Pela manhã, a mãe encontrou o irmão dormindo no mesmo colchão das crianças. Quando o filho acordou estava em estado de choque. Questionado pela família sobre o que havia ocorrido, o menino revelou que o tio havia “mexido com ele durante a noite”, além de ter tapado sua boca para impedir que gritasse.

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A criança foi levada imediatamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ficou internada. Exames clínicos e o relato da equipe médica indicaram sinais compatíveis com abuso sexual. Confrontado pela irmã, ele negou as acusações, enviou mensagens tentando descredibilizar o relato da criança e fugiu da cidade.

Diante das evidências, a delegada da DEDMCAI de Sinop, Renata Evangelista, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça.

As investigações realizadas na especializada de Sinop apontaram que após o cometer o crime, o suspeito fugiu para a cidade de Guaíra (PR). Com base nos levantamentos foi feito contato com a Polícia Civil do Paraná e após troca de informações de inteligência, entre a Polícia Civil do Brasil e do Paraguai, o foragido foi localizado e teve o mandado de prisão cumprido.

O suspeito encontra-se detido no país vizinho e aguarda os trâmites legais de extradição ou expulsão para ser transferido ao sistema prisional brasileiro.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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