MATO GROSSO

CAR Digital 2.0 em Campo promove mais de mil atendimentos a produtores de 31 municípios

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O projeto CAR Digital 2.0 em Campo, lançado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no segundo semestre de 2025 para esclarecer as dúvidas dos produtores rurais sobre a regularização ambiental, promoveu três mutirões com mais de mil atendimentos realizados.

A iniciativa possibilitou a produtores rurais de 31 municípios, que já estão com as informações ambientais dos imóveis coletadas e homologadas nas bases do CAR Digital 2.0, o acesso a informações sobre as funcionalidades do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar). Foram realizados mutirões na região de Sinop, Barra do Garças e Diamantino.

Para a realização dos eventos, a Sema contou com o apoio dos municípios, sindicatos rurais, entre outras instituições. Em cada mutirão, entre cinco e oito analistas ambientais foram disponibilizados para atendimento ao público.

“Nos mutirões, o produtor rural pode esclarecer as suas dúvidas sobre as funcionalidades do CAR Digital 2.0 diretamente com a equipe técnica da Sema. A proposta foi sentar ao lado do produtor e do responsável técnico e mostrar as bases de referência da sua propriedade, eventuais pendências existentes para a efetivação da regularização e construção de soluções”, ressaltou a secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Lucianne Bertinatto.

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Além de receber atendimento individualizado para a regularização ambiental de suas propriedades, durante os mutirões os produtores rurais também foram orientados sobre como participar dos programas Floresta + Amazônia, de Reinserção e Monitoramento (Prem) do Instituto Mato-grossense de Carne (Imac) e Todos pelo Araguaia.

Assentamentos

Os mutirões também promoveram uma maior aproximação entre a Sema e os pequenos produtores com áreas em assentamentos. Os encontros serviram para esclarecer as dúvidas dos assentados sobre o processo de regularização ambiental nessas comunidades.

Lançado pelo Governo de Mato Grosso em novembro do ano passado, o módulo Simcar Assentamento está disponível para que o profissional credenciado pelo órgão fundiário realize o cadastramento do projeto de assentamento e a posterior inclusão das informações da malha de lotes, com a individualização de cada beneficiário da Reforma Agrária.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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