NACIONAL
Sisu 2026 ofertará 33,8 mil vagas em Minas Gerais
O estado de Minas Gerais contará com a oferta de 33,8 mil vagas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. Dessas, 28.595 serão disponibilizadas pelas universidades federais, 2.231 pelos institutos federais, 1.062 pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e 1.938 pelas universidades estaduais. No total, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizará mais de 274 mil vagas em todo o Brasil. A edição é considerada a maior da história do programa, com a participação de 136 instituições de ensino superior e a oferta de 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios, ampliando o acesso à educação superior pública e de qualidade.
- Leia mais: Sisu 2026 ofertará 274,8 mil vagas
Educação profissional – O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) está ofertando 682 vagas, com 25 ofertadas em medicina veterinária; o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), 262, com 18 vagas ofertadas em engenharia de computação; e o Instituto Federal Sul de Minas (IFSULDEMINAS), 261, com a oferta de administração e zootecnia (10 vagas em cada curso).
O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) tem 506 ofertas no sistema, sendo ciências biológicas o curso com mais vagas. O Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IFSEMG) disponibilizará 520 vagas — física aparece com o maior número de oportunidades. O Cefet-MG, por sua vez, tem as engenharias civil e da computação entre os cursos com maior oferta de vagas, das 1.062 vagas disponíveis no Sisu 2026.
Universidades – A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 6.552 oportunidades. Os cursos com mais vagas ofertadas na universidade são: direito; medicina; engenharia civil; ciência da computação e sistemas de informação (Área Básica de Ingresso – ABI).
Com 3.350 vagas, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) é a segunda do estado com maior oferta nesta edição do Sisu. O curso com maior quantidade de vagas é agronomia. Na terceira posição, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está oferecendo 3.279 vagas. Os cursos com mais oportunidades são medicina, física e sistemas de informação com 60 vagas cada. E a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) traz 3.029 vagas, com farmácia, ciência da computação, medicina e inteligência artificial figurando entre as maiores ofertas.
Além dessas, outras instituições federais no estado — a Universidade do Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); a Universidade Federal de Alfenas (Unifal); a Universidade Federal de Itajubá (Unifei); a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); a Universidade Federal de Lavras (UFLA); e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) — somam 12.385 vagas ofertadas neste ano.
Para instituições estaduais de Minas Gerais, a oferta de vagas no Sisu se concentra principalmente na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com o total de 1.938 vagas ofertadas.
Licenciaturas – No total, os candidatos de Minas Gerais poderão concorrer a 5.545 vagas em cursos presenciais de licenciatura para receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas. O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino. Para participar, o estudante precisa ter obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ser aprovado, se matricular no curso e se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas.
Brasil – Em todo o Brasil, a universidade com o maior número de vagas ofertadas é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 9.120 vagas. Em seguida está a Universidade Federal Fluminense (UFF), com 8.931; a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 8.005; e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 7.477 vagas.
Entre os cursos, pedagogia é o que conta com o maior número de oferta de vagas, com 10.145 em todo o país. Em seguida estão administração (9.462), matemática (9.332) e ciências biológicas (8.972).
Inscrições – As inscrições para o Sisu 2026 serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro e devem ser realizadas, exclusivamente, pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.
Assim como em 2025, esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo. O resultado da única chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição no período indicado no edital.
Sisu – O Sistema de Seleção Unificada foi instituído pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa nº 21, de 5 de novembro de 2012. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo vigente. A maioria das instituições participantes é da rede federal de ensino, com destaque para universidades e institutos federais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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