POLÍTICA NACIONAL

Dra. Eudócia faz balanço do ano e destaca ações na área da saúde

A senadora Dra. Eudócia (PL-AL), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (17), fez um balanço do primeiro ano de mandato e destacou a saúde como eixo central de sua atuação no Senado. A parlamentar citou ações voltadas à ampliação do atendimento médico, programas de assistência e a destinação de emendas parlamentares para Alagoas. Ela destacou a implementação do programa Olhar da Gente, voltado à realização de cirurgias de catarata no estado e afirmou que a iniciativa terá continuidade em 2026.

— O programa Olhar da Gente está devolvendo a visão a mais de 10 mil pacientes com catarata, uma política pública que beneficia moradores de 29 cidades, em parceria com as prefeituras. Todas as cirurgias acontecem no Hospital da Cidade, que é o primeiro hospital público da história de Maceió, sendo o mais moderno e eficiente equipamento de saúde em todo o Nordeste brasileiro. Um projeto transformador na vida das pessoas — afirmou.

A senadora também citou o projeto de lei (PL 4.305/2023), de sua autoria, que busca ampliar o número de pediatras na rede pública de saúde. A proposta estabelece medidas para incentivar a formação e a fixação dos profissionais, especialmente na atenção primária, com o objetivo de fortalecer o atendimento infantil e reduzir a carência de especialistas.

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Dra. Eudócia destacou ainda avanços na área de pesquisa oncológica e citou visitas a centros internacionais, na Rússia e no Reino Unido, além do acompanhamento de estudos sobre vacinas contra o câncer. A parlamentar mencionou a aprovação do projeto de sua autoria (PL 126/2025), que cria o marco regulatório da vacina e dos medicamentos de alto custo contra o câncer, estabelecendo diretrizes para pesquisa, produção e acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive para terapias de RNA mensageiro.

— Daremos a oportunidade para que cientistas brasileiros participem de investigações clínicas em grandes centros internacionais. Isso vai assegurar que o país esteja na vanguarda da pesquisa científica oncológica — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Representantes de movimentos populares pedem aprovação de regras sobre autogestão habitacional

Em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, representantes de movimentos populares por moradia defenderam a aprovação de projeto de lei que regulamenta o sistema de autogestão habitacional (PL 20/20). A representante da União Nacional por Moradia Popular, Evaniza Lopes Rodrigues, afirmou que o excesso de burocracia atualmente dificulta o financiamento de residências nesse modelo.

Ela lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida já permite financiamento para associações ou cooperativas construírem seus próprios empreendimentos, mas que somente 7% das 3 milhões de moradias novas previstas pelo governo para o atual mandato foram destinadas a projetos de autogestão habitacional.

“A prática da autogestão não é só execução, mas a capacidade de tomar decisões coletivamente, de gerir coletivamente a produção da casa e, depois, a gestão daquela comunidade. E isso, aos longos dos últimos quase 40 anos, gerou conjuntos habitacionais que têm um diferencial muito grande, tanto na sua qualidade construtiva, de projeto, quanto também de organização de permanência, de vínculo das famílias que vão viver naquele lugar”, disse Evaniza Rodrigues.

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Projeto de lei
A proposta em análise na Câmara tem como relator o deputado Padre João (PT-MG), que pediu a realização do debate. O texto prevê a propriedade coletiva dos empreendimentos habitacionais por meio de associação ou cooperativa.

O objetivo da medida, segundo os participantes da audiência, é facilitar o acesso das famílias à moradia, já que muitas vezes elas não conseguem financiamento. Além disso, eles destacam que esse modelo estimula a continuidade da organização coletiva dos moradores.

Para o coordenador da Central de Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa, é necessário financiamento integral por parte do governo federal. De acordo com ele, a lei hoje exige contrapartidas de prefeituras ou governos estaduais, que muitas vezes não fazem essa complementação e inviabilizam a execução de projetos aprovados.

Compra de terrenos
Padre João questionou os participantes sobre a viabilidade de incluir na proposta de lei a previsão de financiamento também para a compra de terrenos onde há ocupações e conflito fundiário.

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“Tem uma realidade que eu não sei se a gente conseguiria contemplar com a readequação do projeto, que é quando tem ocupações, às vezes de 10, 15, 20 anos, que estão judicializadas, mas que tem abertura para vender, e a demanda não é recurso para a construção, mas para adquirir o imóvel. Temos que levantar essa situação, se teria como”, questionou.

Na opinião dos representantes de movimentos sociais por moradia, incluir previsão de financiamento para comprar esses terrenos é perfeitamente viável. Uma alternativa, de acordo com Benedito Barbosa, é prever que, nesse caso, a posse da propriedade será da associação ou cooperativa.

O coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, Marcelo Toyansk Guimarães, lembrou que atualmente 6 milhões de famílias precisam de uma moradia no Brasil, e 26 milhões vivem em habitações inadequadas.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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