SAÚDE

Inscrições abertas para o Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde

Profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) podem se inscrever no Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde (APS). A oferta formativa é online, gratuita, não tem limite de vagas e é direcionada tanto aos trabalhadores da APS quanto da atenção especializada e da vigilância em saúde de nível médio ou superior.

“Tivemos adesão de 100% dos municípios brasileiros, o que significa que todos os mais de 4 milhões de profissionais do SUS do País podem se inscrever”, convida a secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas.

Fazem parte dos objetivos do projeto a qualificação da gestão do cuidado a partir da APS, a redução do tempo de espera para atendimentos, o fortalecimento do cuidado compartilhado entre todos os níveis de atenção do SUS e a reorganização do processo de trabalho.

Conforme a Portaria GM/MS nº 8.284/2025, as equipes da APS terão horário protegido para discutir casos, assistir às aulas e realizar outras atividades pedagógicas. As inscrições vão até 30 de dezembro e as aulas começam em março de 2026, na plataforma Mais Conasems.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e representa a maior qualificação profissional do SUS atualmente.

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Por dentro do projeto

O aperfeiçoamento tem carga horária de 360 horas (aproximadamente 22 meses). No total, serão abordadas 37 disciplinas em 15 módulos de 20h a 30h cada. Os temas abrangem:

  • Princípios fundamentais da APS e do SUS;
  • Coordenação do Cuidado na APS, por meio de cuidado compartilhado e uso de ferramentas e tecnologias
  • Estratificação e classificação de risco na APS, risco social e epidemiológico, promoção e vigilância em saúde
  • Uso de sistemas de informação na gestão da clínica
  • Saúde Bucal na APS
  • Avaliação e Monitoramento na APS
  • Cuidados Oncológicos e Paliativos
  • Saúde Mental na APS
  • Abordagem do Paciente Neurodivergente
  • Cuidados por ciclos de vida
  • Condições Crônicas não transmissíveis
  • Condições crônicas transmissíveis
  • Cuidados Paliativos na APS
  • Promoção da Equidade nos territórios da APS
  • Manejo de eventos agudos de baixa complexidade e pequenos procedimentos na APS

Com o formato autoinstrucional, os profissionais vão poder discutir casos clínicos reais para aplicação imediata de soluções nos territórios. Também vão contar com teleaulas e aulas interativas, ebooks e outros materiais complementares e atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com questões objetivas, respostas automáticas e simulação a partir da discussão de casos clínicos. Assista ao vídeo Como se inscrever no Aperfeiçoamento em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde.

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Os participantes poderão fazer a formação completa ou por módulo. Para receber o certificado, é necessário concluir ao menos 70% das atividades propostas (seja de todo o aperfeiçoamento para a certificação completa ou de uma etapa para o certificado parcial).

Boas práticas

O projeto também vai contar com uma premiação para identificar e dar visibilidade a experiências exitosas em saúde pública e coletiva no Brasil, destacando práticas relevantes, inovadoras e eficazes na organização do cuidado a partir da APS. As iniciativas premiadas vão compor um conteúdo educacional e auxiliar na construção conjunta de estratégias de compartilhamento, coordenação e ordenação da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

O Aperfeiçoamento da Prática de Coordenação do Cuidado a partir da APS também tem apoio do Hospital AC Camargo Câncer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A instituição disponibilizou profissionais especializados para integrarem o time de condutores e ativadores da oferta educacional

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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