TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Valmir Nascimento discute Direito, democracia e religião no programa Explicando Direito

Está no ar a 51ª edição do programa “Explicando Direito”, com uma entrevista com o jurista, teólogo e analista judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Valmir Nascimento Milhomem. Ele foi entrevistado pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Antônio Veloso Peleja Júnior, oportunidade em que discorreu sobre justiça, democracia e religião.

Valmir é doutor em filosofia política e social, mestre em teologia e é terceiro vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião. Ele é autor de dez livros sobre teologia, direito e política, entre obras de autoria própria e coletiva.

O jurista iniciou a conversa falando sobre o direito natural dentro da perspectiva de John Finnis, em interlocução com o filósofo John Rawls. Segundo o entrevistado, a obra Lei Natural e Direitos Naturais, de Finnis, apresenta uma perspectiva contemporânea e traz uma abordagem mais atual acerca do direito natural. “O ponto de partida dele é a racionalidade prática e como isso se aplica na sociedade contemporânea. E, para isso, eu coloco para ele dialogar com o John Rawls”, assinalou.

“Por que eu entendo que o Direito Natural consegue dialogar com a democracia contemporânea? Porque o Direito Natural é um direito integral, que valoriza o pensamento jurídico sistematizado, mas considera também o ser humano na sua concepção individual, ou seja, as conexões do homem em relação às suas próprias decisões. E, ao mesmo tempo, eu destaco que o Direito Natural, nessa perspectiva, ao mesmo tempo em que valoriza a presença da religião na sociedade e no espaço público, também possui critérios para estabelecer alguns limites, para que nós tenhamos, então, um equilíbrio dessa participação”, complementou Valmir.

Leia Também:  Servidores ativos e aposentados são homenageados em cerimônia no TJMT

Questionado sobre como fazer a separação do papel da religião na esfera pública em uma democracia constitucional como a brasileira, o jurista lembrou que a religião tem papel histórico importantíssimo, inclusive para grandes documentos jurídicos, como a Magna Carta, de João Sem Terra, e a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

“A religião também tem um papel principiológico, ou seja, estabelece alguns princípios que ordenam, por exemplo, direitos como a liberdade, a dignidade da pessoa humana, a igualdade entre as pessoas, principalmente a partir da concepção de que o homem é a imagem de Deus. Se o homem é a imagem de Deus, isso evoca um conjunto de direitos”, salientou.

Na entrevista, Valmir fala sobre liberdade religiosa, sobre o princípio da laicidade e sobre desafios éticos e jurídicos que envolvem a participação de líderes religiosos no processo eleitoral.

“Líderes religiosos, assim como outras influências na sociedade, podem fazer parte dessa disputa. Porque a ideia de democracia que nós temos hoje, inclusive quando pegamos alguns autores contemporâneos, como, por exemplo, o próprio Anthony Dawes, na verdade, é um processo de competição. Ou seja, é um processo em que temos várias partes e vários grupos batalhando para encontrar espaço e exercer a administração e a governança. Cada um vai atuar nos limites estabelecidos pela legislação e, nesse caso, pela Constituição Federal. E, nesse sentido, os líderes religiosos participam também a partir dos seus respectivos valores, ou seja, defendendo aquilo em que acreditam.”

Leia Também:  Plenário Virtual da 3ª Câmara de Direito Privado ocorrerá extraordinariamente dias 26 e 27/10

Clique neste link para assistir à íntegra da entrevista, na qual Valmir expõe seu ponto de vista sobre outros assuntos, como abuso de poder econômico, abuso do poder político e abuso dos meios de comunicação:

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Complexo dos Juizados Especiais passa a contar com espaço colaborativo para juízes leigos em Cuiabá

Os Juizados Especiais passaram a contar com um espaço colaborativo destinado aos juízes leigos no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá. A iniciativa foi apresentada durante a abertura da programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE) e busca oferecer estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades desses profissionais que auxiliam magistrados na prestação jurisdicional.

Os juízes leigos atuam na elaboração de minutas de sentenças, votos e decisões, contribuindo para a celeridade processual nos Juizados Especiais.

A juíza leiga da Turma Recursal, Nabila Gunsch, que exerce a função há um ano e meio, avalia que o novo ambiente atende uma necessidade da categoria. “A maioria dos juízes leigos trabalha em casa e, muitas vezes, enfrenta situações como queda de energia, problemas de internet ou outras dificuldades. Ter essa sala toda equipada é uma vitória. Agora temos um local adequado para continuar trabalhando e cumprir nossas metas”, afirmou. Ela ainda destacou que a iniciativa fortalece o vínculo dos profissionais com a instituição.

Leia Também:  Novos desembargadores conhecem estrutura administrativa e definem áreas de atuação

“A criação deste espaço representa um reconhecimento à importância desse trabalho e uma forma de oferecer melhores condições para que esses profissionais desenvolvam suas atividades com conforto, integração e eficiência”, afirmou a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Shusiene Tassinari Machado.

“O espaço foi estruturado para atender uma demanda dos juízes leigos, oferecendo um ambiente adequado para o desenvolvimento das atividades e garantindo suporte àqueles que eventualmente precisem trabalhar presencialmente no Complexo”, explicou a gestora-geral do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, Maria de Lourdes Duarte.

A sala está localizada no segundo andar do prédio do Complexo dos Juizados Especiais. Para utilizar o espaço, o juiz leigo deve procurar a administração da unidade e assinar um protocolo de entrada e saída.

O espaço fica disponível aos auxiliares da Justiça durante o expediente forense, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3648-6939.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Lucas Coutinho

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Leia Também:  Autoridades do Estado de Mato Grosso participam da posse da nova desembargadora do Poder Judiciário

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA