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Autoridades do Estado de Mato Grosso participam da posse da nova desembargadora do Poder Judiciário

A sessão solene de posse da nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a juíza Anglizey Solivan de Oliveira, foi realizada nesta terça-feira (20 de agosto), no Plenário 1 do TJMT, em Cuiabá, e contou com a presença de diversas autoridades do Poder Público do Estado.
 
todos enalteceram a posse de mais uma mulher ao cargo de desembargadora no Poder Judiciário. Um deles foi o procurador-geral da Justiça, Deosdete Cruz Júnior, que destacou a alegria e a importância de ter a juíza Anglizey Solivan como a nova integrante do Tribunal Pleno. “Estamos em festa hoje aqui, tanto a sociedade quanto o Ministério Público, por presenciarmos um momento como esse em que a doutora Anglizey, uma magistrada de grande valor, de grande competência, vem somar a todas as outras magistradas que estão aqui”, disse o procurador.
 
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, destacou o fato de terem 16 magistradas na lista para ocupar a nova vaga de desembargadora. Esta foi a primeira vez que o TJMT adotou a nova metodologia de ascensão ao segundo grau da magistratura, criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina que a vaga de merecimento seja destinada para lista composta exclusivamente por juízas, tendo em vista o percentual mínimo a ser atingido de magistradas no segundo grau, que é de 40%. 
 
“A sessão de hoje é histórica, com a desembargadora Anglizey, a primeira a vir de uma lista composta exclusivamente por mulheres nessa nova determinação do CNJ. Eu acredito que quanto mais nós diminuirmos as diferenças, quanto mais nos aproximamos da equidade, certamente teremos condições de maior igualdade, maior justiça, democracia melhor representada, então particularmente fico muito feliz com esse ato”, enfatizou a presidente da OAB-MT.
 
Também evidenciando o papel da mulher em cargos de poder, a defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane Castro, disse que é um momento de muita alegria, ver mais uma mulher assumindo esse posto. “Participar de mais um evento em que temos uma mulher chegando ao cargo de poder é de muita satisfação. Sabemos que a doutora Anglizey é uma mulher diferenciada, eu estou certa de que ela fará um excelente trabalho, em especial de olhar para os mais necessitados”, expressou.
 
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Sergio Ricardo, parabenizou e evidenciou a evolução dos trabalhos realizados pelo Tribunal de Justiça. “Nós temos que reconhecer e parabenizar a evolução do TJ nesses 150 anos de história. É um Tribunal que vem cada vez mais se aproximando da sociedade, se aproximando da população, que é realmente a razão da existência de toda instituição. E hoje fico muito feliz em ver uma mulher assumindo o importante cargo de desembargadora do TJMT, uma mulher que tem muito sucesso e tem história na magistratura”, frisou o presidente do TCE.
 
O dispositivo de honra da sessão solene de posse também foi integrado pelo vice-presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), o juiz Bruno D’oliveira Marques; vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Aguimar Martins Peixoto; presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, também desembargadora do TJMT comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, o general Luiz Duarte de Figueiredo Neto; a deputada estadual, Janaina Riva e o senador Wellington Fagundes.
 
Luana Daubian/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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