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Servidores ativos e aposentados são homenageados em cerimônia no TJMT

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Nesta quinta-feira (17 de outubro), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou uma cerimônia especial em homenagem ao Dia do Servidor somada à mais uma edição do programa de Aposentadoria Humanizada, reforçando a valorização dos(as) servidores(as) como uma dos pilares da gestão sob presidência da desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
O evento, que reconheceu a importância daqueles que, ao longo dos anos, contribuíram para o desenvolvimento e o bom funcionamento do Judiciário mato-grossense, foi realizado no auditório Gervásio Leite, na sede do Palácio da Justiça.  
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, iniciou a cerimônia com um pronunciamento emocionado, ressaltando o papel indispensável de servidores(as) na manutenção do Judiciário, além de reforçar a importância de valorizar todos, sem distinção entre aqueles que estão na ativa e aposentados(as). “A dedicação de cada servidor é crucial para garantir o bom andamento das atividades da Justiça, e momentos como o Dia do Servidor são essenciais para essa valorização”, afirmou Clarice. 
 
Ela também destacou o legado dos(as) aposentados(as), mencionando que “a aposentadoria não representa um fim, mas sim o reconhecimento de uma carreira marcada por dedicação e comprometimento”. Para a desembargadora, esses servidores “continuam sendo parte importante da história do Tribunal e sua contribuição é motivo de celebração e gratidão por tudo que construíram ao longo dos anos”. 
 
Clarice expressou ainda profundo agradecimento a todos(as) servidores(as) pelo esforço e compromisso e reforçou o orgulho de ser servidora pública. “Este Tribunal é o que é hoje graças ao empenho de cada um”, afirmou, mencionando ainda as iniciativas da gestão voltadas para melhorar as condições de trabalho e promover um ambiente colaborativo e humano. 
 
O presidente eleito do TJMT para o biênio 2025/2026, desembargador José Zuquim Nogueira, parabenizou a atual administração pela realização desse momento fraterno. “Sem os servidores, o Judiciário não existiria”, afirmou. Ele também reconheceu o trabalho da desembargadora Clarice Claudino da Silva, mencionando que deseja dar continuidade a várias ações, inclusive esse legado de valorização das pessoas. “Quero me aproximar da gestão da desembargadora Clarice, pois ela é imbatível. O coração que ela demonstrou é de um tamanho imensurável”. 
 
Melhor Versão – A iniciativa contou com a palestra “Desperte sua Melhor Versão”, ministrada por Karim Khoury, especialista em desenvolvimento pessoal. Khoury apresentou estratégias para lidar com o estresse e a sobrecarga de informações, garantindo foco e qualidade nas ações e palavras. Segundo Khoury, essa prática não só aprimora o desempenho, mas também contribui para a criação de um ambiente mais harmonioso. Ele também explicou que, enquanto desabafar pode aliviar, reclamar constantemente reforça emoções negativas e impede o enfrentamento adequado dos problemas. A solução, segundo ele, é a prática da inteligência emocional, que ajuda a lidar melhor com os desafios e a compreender as emoções dos outros. 
 
Khoury também falou sobre o impacto da linguagem verbal e não verbal, enfatizando que “a comunicação vai além das palavras” e inclui gestos, tom de voz e expressões faciais, elementos que contribuem na construção de confiança e empatia. Ele sugeriu exercícios práticos para aprimorar essas habilidades e criar um ambiente de segurança psicológica, a fim de que as pessoas se sintam confortáveis para compartilhar ideias. Além disso, ele destacou a importância de eliminar a fofoca, promover gentileza e reservar momentos para descompressão e relaxamento, elementos que estimulam o equilíbrio emocional na vida pessoal e profissional. 
 
Homenagem – A programação também registrou uma homenagem aos 32 servidores(as) que se aposentaram, que receberam carteirinhas funcionas e placas de reconhecimento pelas décadas de dedicação ao Judiciário. O coral do TJMT, sob a regência do maestro Carlos Taubaté, trouxe um tom especial à tarde com apresentação das músicas “Por enquanto”, de Renato Russo e “Sina”, de Djavan. 
 
A diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, enalteceu o evento para a valorização dos(as) servidores(as). “Neste dia, celebramos a dedicação e o compromisso de cada servidor, que enfrenta os desafios diários com resiliência e determinação e representa o coração pulsante de nossa instituição. São pessoas que fazem a diferença, que garantem que a justiça seja, acima de tudo, justa, acessível e eficiente”.
 
A aposentada Elieth Conceição de Mello, com 30 anos de serviços prestados ao Judiciário na Comarca de Chapada dos Guimarães, foi uma das homenageadas e falou com gratidão: “É uma honra voltar e ser recebida com tanto carinho. Sempre serei servidora do Judiciário, mesmo na aposentadoria”. 
 
Maria de Fátima Ramalho de Santos, que dedicou 28 anos de sua carreira à Comarca de Araputanga, também recebeu homenagem e ressaltou como sempre teve prazer em lidar com o público. “Foi uma experiência gratificante, pude ajudar muitas pessoas com palavras e gestos simples. Hoje, ao rever colegas e receber essa homenagem, sinto uma enorme satisfação e gratidão por tudo que vivi no Judiciário”, comentou emocionada. 
 
O encontro evidenciou o valor humano no Judiciário, lembrando que todos, em suas jornadas, constroem e perpetuam a história dessa instituição que completou 150 anos em maio de 2024.
 
Tudo hoje foi pensado com muito carinho. Cada servidor faz parte de uma grande história que compõe o nosso Judiciário. É importante valorizarmos essas pessoas que dedicaram suas vidas a este trabalho”, revelou a coordenadora de Gestão de Pessoas, Karine Giacomelli de Lima. 
 
Também estiveram presentes no evento o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, a juíza-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Cristiane Padim da Silva, a vice-diretora-geral Claudenice Deijany F. de Costa, e demais coordenadores(as), gestores(as), servidores(as) e colaboradores(as). 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: auditório cheio, com diversas pessoas sentadas assistindo à presidente do TJMT no palco, com bandeiras oficiais e um telão ao fundo. Foto 2: presidente do TJMT discursando em um púlpito ao lado de cubos decorativos com palavras como “Aposentadoria Humanizada”. Foto 3: presidente e corregedor do TJMT posam para foto junto com servidor aposentado. Foto 4: Diretora-geral do TJMT posa para foto ao lado de servidora.  Foto 5: vice-diretora-geral está ao lado de uma servidora. Ambas posam para a foto. 
 
Talita Ormond 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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