SAÚDE

Ministério da Saúde lança Plano Nacional de Contingência para emergências em saúde pública causadas por chuvas intensas

O Ministério da Saúde lançou o Plano de Contingência Nacional para Emergências em Saúde Pública por Chuvas Intensas e Desastres Associados, documento que estabelece diretrizes para a atuação coordenada do Sistema Único de Saúde (SUS) em situações de desastres naturais, como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de resposta do setor saúde, reduzir os impactos sobre a população e aprimorar a preparação e a vigilância em todo o território nacional.

O plano define protocolos e estratégias operacionais de acordo com cinco níveis de alerta — normalidade, mobilização, alerta, situação de emergência e crise, orientando a atuação de gestores e profissionais de saúde em todas as esferas de governo.

O documento também destaca a importância da articulação intersetorial e do trabalho integrado entre União, estados e municípios, além da cooperação com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outros órgãos de defesa civil.

Entre as ações previstas estão o monitoramento de riscos ambientais, a intensificação da vigilância epidemiológica e sanitária, o apoio logístico com medicamentos e insumos estratégicos, e a atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS) em territórios afetados. O plano ainda orienta sobre a proteção de populações em situação de vulnerabilidade, como crianças, idosos, gestantes, povos indígenas, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência e populações em situação de rua.

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De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o plano reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a preparação e a resposta rápida a emergências climáticas.

“O aumento da frequência e da intensidade das chuvas exige ações coordenadas e planejamento antecipado. O plano de contingência é uma ferramenta essencial para proteger a saúde da população e reduzir os impactos dos desastres no país”, destacou.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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