SAÚDE

Ministério da Saúde fortalece rede de pesquisa para monitorar resultados do programa Agora Tem Especialistas

O Ministério da Saúde realizou, nos dias 30 e 31 de outubro, em Brasília (DF), a Oficina de Pesquisa de Monitoramento e Avaliação do programa Agora Tem Especialistas. O encontro reuniu representantes do ministério e importantes pesquisadores da Saúde Pública, de diferentes instituições e universidades, para discutir estratégias de cooperação científica e aprimorar o acompanhamento das ações voltadas à ampliação da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS).

A oficina teve como objetivo propor o início de uma agenda sistemática de pesquisa de monitoramento e avaliação do Programa Agora Tem Especialistas e apoiar a criação da Rede Colaborativa de Pesquisa para o programa, que garanta a cooperação contínua entre gestão, academia e sociedade.

“A ideia é colocar em rede atores com diferentes modos de pensar o monitoramento e a avaliação, e diversas metodologias e instrumentos de análise para a agenda de pesquisas do Agora Tem Especialistas, de forma a entregar melhorias para o SUS e para a saúde da população brasileira”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.

Durante os dois dias, as atividades abordaram quatro eixos de trabalho: ampliação do acesso especializado; governança; economia da saúde; e relação público-privado no SUS. Ao final da oficina, foram construídas as bases para estruturar projetos preliminares de pesquisa para o programa, que atendam às demandas de equidade, integralidade e universalidade do SUS.

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A iniciativa integra uma série de ações coordenadas pela Secretaria Executiva (SE) para a consolidação do programa Agora Tem Especialistas, em consonância com as demais secretarias do Ministério da Saúde. A proposta reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar a oferta de serviços de Atenção Especializada e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.

Participaram da oficina equipes e gestores de diversas áreas técnicas do Ministério da Saúde, além de representantes do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Sobre o programa

O Agora Tem Especialistas é uma iniciativa que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no SUS, promovendo mais agilidade, eficiência e equidade no acesso à saúde.

O programa reúne uma série de estratégias para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública, incluindo a realização de mutirões de saúde, o uso de unidades móveis (carretas), o fortalecimento da telessaúde e a aquisição de transporte sanitário. Também prevê o aumento dos turnos de atendimento, a parceria com unidades privadas para a oferta de serviços especializados e o fortalecimento da formação de profissionais para expandir o número de especialistas na rede.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas

O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027. 

Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito. 

Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição. 

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Fatores de risco 

Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais. 

Políticas públicas 

Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira. 

Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão. 

Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. 

Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. 

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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