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ALMT homenageia servidores do legislativo em sessão especial

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta quarta-feira (29), uma sessão especial em homenagem aos servidores do Poder Legislativo Estadual. A cerimônia é a primeira do Programa Servidor de Destaque. Criada pela Mesa Diretora da Casa de Leis, a iniciativa visa valorizar trabalhadores do legislativo com base em critérios como assiduidade e compromisso com a administração pública. Na ocasião, foram entregues moções de mérito legislativo e diploma de reconhecimento aos servidores selecionados.

O evento foi pelo conduzido pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB). Também participou o primeiro-secretário, deputado Dr. João (MDB), além de gestores do Parlamento e outras autoridades. Servidores de diferentes tipos de vínculos com o órgão, como efetivos e comissionados, foram reconhecidos.

Entre os homenageados, o cinegrafista Max Pereira destacou os 24 anos dedicados à comunicação pública e à cobertura do Parlamento. “É uma vida dentro da TV Assembleia. Entrei em 2001 e vi muita coisa evoluir. Hoje temos equipamentos modernos e uma estrutura que cresceu muito. Eu amo o que faço, e tudo que é feito com amor dá certo, mesmo quando parece difícil. Filmagem é arte, é dom, e fico muito honrado por este reconhecimento”, afirmou.

Um dos servidores mais antigos da Casa, Saturnino de Arruda Filho, conhecido como Black, destacou-se pela trajetória de quase 48 anos dedicados à Assembleia Legislativa. Ele relembrou que iniciou sua carreira ainda durante a ditadura militar e acompanhou de perto a evolução da instituição, tendo trabalhado em quatro sedes diferentes da ALMT ao longo das décadas.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

“Eu entrei na Assembleia na época da ditadura, era muito difícil crescer, conquistar um cargo, melhorar de vida. Hoje tudo mudou, a Casa evoluiu muito. Entramos na democracia”, relatou. Black também destacou que esta foi a primeira homenagem que recebeu em toda a sua carreira. Por isso, se mostrou muito satisfeito com a homenagem.

Também com mais de quatro décadas no legislativo mato-grossense, a servidora Lúcia Souza, do Cerimonial da Assembleia Legislativa estava entre os funcionários que receberam as honrarias. Ela contou que chegou à Casa ainda jovem, solteira, e que no Parlamento estadual construiu toda a sua vida. “Entrei na Assembleia sem conhecer ninguém, sem ter padrinhos, vinda do Paraná. Sempre trabalhei com amor, mesmo enfrentando dificuldades, criando filhos pequenos, mas nunca desisti. Hoje recebo essa homenagem com muita gratidão”, disse. Lúcia também deixou uma mensagem de incentivo aos que sonham em seguir carreira pública: “Vale muito a pena. Estudem, se preparem, não desistam. O serviço público é uma bênção, e eu tenho orgulho de fazer parte desta Casa”.

Na Supervisão de Saúde e Qualidade de Vida (Qualivida), o contemplado foi o pediatra Arlan de Azevedo Ferreira, servidor concursado desde 1997. Ele destacou a importância de servir e cuidar como essência do trabalho no Parlamento. “A Assembleia é uma Casa que serve à população, e na Qualivida nós temos a oportunidade de atender o lado humano de cada um, acolher e fazer a diferença na vida das pessoas”, afirmou. Para o médico, a homenagem representa um gesto de reconhecimento e valorização. “Mostra que a Mesa Diretora está interessada em cuidar do servidor, em reconhecer quem constrói a história da Assembleia. Servir é o que dá sentido à nossa existência e ser lembrado por isso é um privilégio”, concluiu.

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Um dos servidores mais jovens a receber a homenagem, o técnico legislativo Jimmy Oliveira, da Rádio Assembleia, afirmou que a homenagem é um incentivo à nova geração que ingressou no poder legislativa após o último concurso, realizado em 2013. “A partir do momento em que a gente se esforça dentro daquilo que a Assembleia precisa, há crescimento mútuo, da instituição e do servidor”, ressaltou. Jimmy também falou sobre o papel da rádio na aproximação com a sociedade. “A Rádio Assembleia tem a missão de tornar a informação legislativa mais acessível, de traduzir o que acontece aqui para a população de forma clara e relevante. É um trabalho que me faz compreender o verdadeiro sentido de servir por meio da comunicação pública”, concluiu.

O deputado Max Russi ressaltou a importância da homenagem inédita aos servidores, que juntos somam mais de mil anos de dedicação ao Parlamento Estadual. “Todos os dias homenageamos personalidades de diferentes áreas, mas muitas vezes esquecemos de quem está aqui dentro, fazendo o trabalho acontecer. Essa homenagem é um gesto de gratidão, reconhecimento e valorização dos nossos servidores, que são os verdadeiros pilares da Assembleia”, resumiu.

O presidente da Assembleia destacou ainda que ouvir os relatos de profissionais com décadas de serviço é motivo de emoção e orgulho. “Tem servidor com 47 anos de Casa, pessoas que poderiam se aposentar, mas continuam porque amam o que fazem. Isso mostra o quanto a Assembleia evoluiu, tanto na estrutura quanto no espírito humano. Cada um deles faz parte dos 190 anos de história desta instituição e merece nosso reconhecimento”, completou.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Segundo o deputado Dr. João, a escolha dos homenageados foi um desafio. “A dificuldade maior foi escolher os nomes. É muita gente importante. E todos os escolhidos são merecedores”, avaliou Dr. João. “Desde o começo, eu e o deputado Max estamos tentando tornar a Assembleia uma Casa mais humanizada, mais próxima das pessoas. Aqui ninguém trabalha sozinho. Todos fazem parte dessa grande engrenagem que movimenta o Parlamento e representa a sociedade”, completou.

Programa Servidor de Destaque – Foi instituído pela Resolução nº 10.632/2025 e regulamentado pela Resolução Administrativa nº 15/2025. A secretária de Gestão de Pessoas da ALMT, Maythana Gomes Rodrigues, destacou que a ação surgiu de uma sugestão feita pela servidora Vânia Belo, em um dos encontros promovidos entre servidores e a Mesa Diretora para ouvir ideias.

“Essa ideia surgiu de dentro da Casa, dos próprios servidores, e foi acolhida com muito carinho. É um reconhecimento que fortalece o sentimento de pertencimento e valoriza quem dedicou décadas de trabalho ao Parlamento. Queremos que essa homenagem se torne uma tradição anual”, afirmou. Maythana ressaltou ainda que, além dos diplomas e moções, o registro das homenagens será incluído na vida funcional de cada servidor. “Um marco que eles levarão para sempre como parte de sua trajetória profissional e da história da Assembleia”, disse. Ela também chamou atenção para o fato de que a antiguidade foi uma questão especial analisada nesta primeira edição por conta da comemoração dos 190 anos da ALMT.

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Veja abaixo a lista de homenageados do Programa Servidor de Destaque:

1. Adolar Rodrigues de Amorim Filho — Ouvidoria-Geral

2. Alexandre Bossa Perotto — Secretaria de Tecnologia da Informação

3. Aluá Deliberai Santana — Procuradoria da Mulher

4. Arlan de Azevedo Ferreira — Secretaria de Gestão de Pessoas

5. Benedita Silva Pereira — Presidência

6. Carla Aparecida Costa e Silva de Castro Pinto — Secretaria de Integração Social

7. Carlos Alberto Nunes de Araújo — Escola do Legislativo e Instituto Memória

8. César Jose de Mattos — Superintendência Militar

9. Clayton Mauro Correa Fortes — Secretaria de Orçamento e Finanças

10. Cristiane Alves de Souza — Secretaria-Geral

11. Denys Gabriel de Araújo Silva — Procuradoria-Geral

12. Edson José Oliveira das Neves — Secretaria de Gestão de Pessoas

13. Elaine Beserra de Oliveira Calabria — Secretaria de Comunicação

14. Fernando Vagner Lescano — Secretaria de Administração e Patrimônio

15. Gonçalo Maximiano Almeida Arruda — Superintendência Militar

16. Jimmy Rodrigues de Oliveira — Secretaria de Comunicação

17. Joel Evangelista dos Santos — Secretaria de Orçamento e Finanças

18. Jorge Cruz Medeiros — Presidência

19. José Bomfin da Silva — Gabinete da 1ª Secretaria

20. José Carlos Rezende — Secretaria de Controle Interno

21. José Roberto Castelo — Superintendência Militar

22. Karla Cristina Gomes — Ouvidoria-Geral

23. Luiz Carlos Culca Nogueira — Secretaria-Geral

24. Lúcia Pereira da Silva Souza — Superintendência de Cerimonial

25. Maria Gledes Vânia Belo — Secretaria de Serviços Legislativos

26. Marilza Pereira Soares Ferraz — Escola do Legislativo e Instituto Memória

27. Mario Sérgio Corassa — Secretaria de Administração e Patrimônio

28. Maximino Pereira da Cruz — Secretaria de Comunicação

29. Mônica Auxiliadora Capilé Lobo Curvo — Secretaria Parlamentar da Mesa

30. Oracildo Cruz Medeiros — Gabinete da 1ª Secretaria

31. Pamela Yuri Saíto — Secretaria Parlamentar da Mesa

32. Priscilla Aline Gonçalves Marques — Secretaria de Serviços Legislativos

33. Rodolfo Murilo Guimarães — FAP

34. Salvador Santos Pinto — Gabinete da 1ª Secretaria

35. Saturnino Leôncio de Arruda Filho — Presidência

36. Sérgio Caetano Cardoso — Procuradoria-Geral

37. Sílvia Keila de Assunção — Secretaria de Gestão de Pessoas

38. Wélyda Cristina de Carvalho — Secretaria Parlamentar da Mesa

Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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