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Esporte promove integração entre indígenas em torneio na Aldeia Manduca

Entre os dias 27 e 28 de setembro, a Aldeia Manduca, localizada a aproximadamente 30 km do município de Comodoro (MT), sediou o 2º Torneio da Aldeia Manduca, reunindo diversas comunidades indígenas e não indígenas de toda a região. O evento foi marcado por integração, esporte e valorização cultural, consolidando-se como um importante espaço de convivência, amizade e respeito mútuo entre os participantes.

Atendendo ao convite das lideranças locais, o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) participou do torneio acompanhado de sua comitiva. A presença do parlamentar reforça seu compromisso com o fortalecimento das ações esportivas e comunitárias no interior de Mato Grosso.

“Eventos como esse mostram que o esporte é uma poderosa ferramenta de união e inclusão social. Fico feliz em ver a comunidade mobilizada em torno de algo tão positivo”, destacou o deputado Valmir Moretto.

Durante a visita, o parlamentar convidou as lideranças e representantes da população indígena de Manduca a comparecerem ao seu gabinete, na Assembleia Legislativa, para apresentar suas demandas e discutir soluções conjuntas. A iniciativa reforça a abertura ao diálogo e o compromisso do deputado com o desenvolvimento das comunidades tradicionais.

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A organização do torneio, realizada por Marquinhos do Esporte, contou com o empenho de importantes lideranças locais, Cacique Mané Manduca, Elizeu Kitaulhu, Mauro Manduca e Marcolino, que se dedicaram para garantir o sucesso da programação esportiva. O presidente da Câmara Municipal de Comodoro, Paulo Bezerra, e os vereadores Magalão e Mazinho também estiveram presentes.

Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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