TECNOLOGIA

ICID2025 e COP Nordeste se unem para debater transição ecológica e justiça climática

A 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID2025) e a COP Nordeste ocorrerão em um único evento. Especialistas e autoridades estarão reunidas para debater o potencial e os desafios da transição ecológica e justiça climática da região, do País e do mundo. O evento acontece de segunda-feira (15) a sexta-feira (19), em Fortaleza (CE).

Para a secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, a inclusão da COP Nordeste na ICID é de extrema importância. “Com a chegada da COP Nordeste, haverá o fortalecimento na articulação da comunidade científica com a sociedade civil do Nordeste e de outros países para termos soluções inovadoras e estratégicas para bioeconomia e para a mitigação das alterações climáticas que afetam o semiárido brasileiro e as terras em desertificação no planeta”, avalia.

A COP Nordeste tem como objetivo reafirmar a posição unificada da região nas negociações climáticas globais e fortalecer a atuação do Consórcio Nordeste, valorizando as vocações produtivas, culturais, energéticas e ecológicas da região. O encontro é uma preparação para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA).

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“A união da ICID e da COP Nordeste é de extrema importância para que ocorra a pressão técnica e política necessária para que o semiárido e os desertos recebam a devida atenção necessária nos principais debates mundiais”, afirma o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Durante o evento, estão confirmadas as presenças dos governadores dos estados do Nordeste e do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa Lago. Como parte da COP Nordeste, ocorrerá a Mesa Institucional de Governadores e Governadoras do Nordeste, além da entrega do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica. Na plenária final, será apresentado o Documento-Mosaico, que reúne as contribuições do Nordeste para a COP30.

Entre os principais pontos da conferência, estará em destaque a Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e considerado uma fronteira para a bioeconomia de base territorial, com cadeias produtivas sustentáveis.

ICID2025

Com uma programação extensa composta por mais de 40 sessões temáticas sobre diversos temas relacionados ao semiárido, a ICID2025 tem como objetivo a construção de estratégias concretas de adaptação às mudanças climáticas em regiões áridas e semiáridas.

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Nesta edição, a conferência é promovida pelo Governo do Ceará, em parceria com o MCTI. A realização do evento está sob responsabilidade da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos. Além da coordenação executiva, que está a cargo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI.

A ICID ainda conta com o apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI; da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD); e da Embaixada da França no Brasil. O evento tem patrocínio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Para participar da ICID 2025, basta se inscrever gratuitamente pelo Sympla

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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