TECNOLOGIA

Debate sobre desafios do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação é destaque na 77ª SBPC

A 77ª Reunião Anual da SBPC foi palco, nesta quarta-feira (16), de uma mesa-redonda sobre o Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para a próxima década. O evento destacou os desafios e prioridades para consolidar as políticas públicas que dialoguem com o desenvolvimento do país e tenha metas e fontes de financiamento bem definidas.

O debate reuniu o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Fernandes; os presidentes de honra da SBPC, Sérgio Rezende e Ildeu Moreira; e a presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Helena Nader. A mesa foi mediada pela vice-presidente da SBPC, Francilene Garcia. 

Rezende destacou o legado da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual foi secretário-executivo. Realizada em 2024, após um hiato de 14 anos, a conferência foi um amplo processo de participação e construção coletiva, que envolveu cerca de 100 mil pessoas. 

Dos debates, saíram 521 recomendações, que serão subsídios para a elaboração tanto do plano decenal, quanto da Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI). Entre elas, Rezende citou uma proposta de ampliar os recursos financeiros federais, estaduais e empresariais para CT&I e aperfeiçoar os instrumentos de sua distribuição, com a meta de chegar a 1,6% do PIB até 2028 e a 2,5% do PIB até 2035. 

Leia Também:  Oceanário do Sesc será atração na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

De acordo com o secretário-executivo do MCTI, o grupo de trabalho criado para dar forma à ENCTI deverá se reunir nas próximas semanas. A ideia é de que, já em setembro, seja possível apresentar uma proposta para análise e aprovação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT). O próximo passo seria, então, a elaboração do plano.

Integrar CT&I às metas de desenvolvimento nacional

Luís Fernandes frisou, ainda, a importância de analisar casos de sucesso de países como China, Coreia do Sul e Índia, que conseguiram avançar em termos de produção científica e tecnológica e inovação, de disputa na fronteira do conhecimento e no reforço de suas capacidades soberanas nacionais.

“E como estão fazendo? Conseguiram vinculando política e estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação a projetos nacionais de desenvolvimento robustos, tendo CT&I como pilar central de sua viabilização. Essa é a chave de sucesso. Nosso desafio é ter um plano de metas integrando a área de CT&I às metas de desenvolvimento nacional”, disse.

Na avaliação de Helena Nader, para o Plano Nacional funcionar, é preciso definir governança clara, de onde virá o financiamento e as prioridades de médio e longo prazos. 

Leia Também:  Construção de estratégia de longo prazo para ação climática deve ter ciência e transparência como guias

Ela citou o exemplo da China, dizendo que o país explicita os recursos destinados à CT&I em seus planos quinquenais, e apontou a importância de o governo brasileiro estabelecer a ciência como prioridade de Estado, articulando todos os ministérios e a sociedade.

Ildeu Moreira também ressaltou que o Plano Nacional de CT&I precisa explicitar prazos, recursos e ações. E defendeu a relevância de envolver os estados, municípios, as Fundações de Amparo à Pesquisa e movimentos sociais nas discussões sobre o tema. 

Já Francilene Garcia, reforçou ser importante construir a Estratégia, porém, é necessário também descortinar o caminho de como ela se tornará materialmente uma realidade. “Como vamos identificar direitos e deveres no ambiente do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. As nossas legislações (do setor) foram constituídas de 2004 para cá, e ainda temos dificuldade de colocá-la em prática”, pontuou a professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande, que assumirá a presidência da SBPC nos próximos dias.

Confira a transmissão em:

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Propaganda

TECNOLOGIA

Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência

O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.

Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.

A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível.  Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.

Leia Também:  MCTI/SETAD leva à SBPC iniciativas que conectam tecnologia, inclusão e desenvolvimento

De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.

Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.

Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.

“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.

Leia Também:  Oceanário do Sesc será atração na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Perguntas e respostas

Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.

O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.

Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA