POLÍTICA MT

Audiências públicas irão debater feminicídio em cidades polo

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por iniciativa da deputada Edna Sampaio (PT), promoveu hoje (29), na sede do Parlamento, uma reunião preparatória para debater a “violência doméstica e feminicídio” no estado.

Entre os encaminhamentos estão a mobilização da opinião pública, por meio de panfletos, imprensa e palestras; criação da Comissão Especial de Enfrentamento ao Feminicídio e as demais formas de violência contra as mulheres; audiências públicas que serão instrumentos para a construção da metodologia de participação social; e a elaboração de diagnóstico qualificado do problema com indicativos de propostas de leis, recursos e ações governamentais para o combate ao feminicídio e demais formas de violência contra as mulheres de Mato Grosso.

A deputada fez um breve relato de alguns exemplos de violência contra a mulher acontecidos em Mato Grosso nos últimos meses, e propôs três audiências públicas para discutir o assunto com a sociedade. A primeira delas acontecerá no dia 11 de setembro, em Cuiabá, a segunda está programada para o dia 15,em Rondonópolis e no dia 18, em Cáceres.

“As audiências serão realizadas em três polos regionais – Cuiabá, Cáceres e Rondonópolis, para que a gente possa articular uma conversa, alinhar com as mulheres, o que nós pretendemos e como que nós achamos importante que as mulheres se unam no primeiro momento para podermos fazer a condução dessa estratégia de discutir o problema do feminicídio no estado de Mato Grosso, aprofundando os estudos”, explicou a deputada.

Edna Sampaio afirmou ainda que pretende criar uma comissão especial para discutir o assunto e ainda, um sistema estadual de proteção à cidadania e à vida das mulheres em Mato Grosso.

Leia Também:  Programa Cuca Legal para promoção da saúde mental de jovens e adolescentes é aprovado

“Entendo que é importante a criação de uma comissão especial para debater o tema. A gente precisa muito que essa mobilização continue para que possamos de fato construir políticas públicas mais assertivas, mais de acordo com as necessidades de proteção da cidadania e da vida das mulheres no estado de Mato Grosso”, defendeu ela.

A coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher em Mato Grosso, defensora pública Rosana Leite, destacou a importância da realização das audiências públicas em diferentes polos regionais.

“As audiências vão ajudar muito no enfrentamento contra o feminicídio e todos os encaminhamentos serão importantes. Nós temos também que destacar a criação de um comitê que está fazendo análise dos feminicídios que vem acontecendo em Mato Grosso e ainda realizando uma pesquisa com as mulheres que foram vítimas de feminicídio. Então, essas audiências mostrarão também para a sociedade que as mulheres estão sendo vítimas por serem mulheres”, comentou Rosana.

A defensora pública reforçou a importância da reunião realizada hoje, que contou com representantes de vários segmentos que contribuem para o enfrentamento contra o feminicídio.

“Aqui hoje estão pessoas reunidas que fazem parte dessa temática e que, com certeza, contribuirão muito nesse enfrentamento. Ações, mostrando o quanto é importante nos reunirmos – mulheres, homens – e que as mulheres se deem as mãos para juntas enfrentarmos esses lamentáveis números e que os homens estejam conosco nessa luta”, apontou ela.

Leia Também:  Dr. João quer unidade da Empaer em Sapezal

Mato Grosso – De acordo com dados do Observatório Caliandra do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), o estado registrou, pelo segundo ano consecutivo, a maior taxa proporcional de feminicídios do país em 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No ano passado, 47 mulheres foram assassinadas por motivação de gênero no estado, o que representa uma taxa de 2,5 casos por 100 mil habitantes, a maior do Brasil.

No cenário nacional, o país contabilizou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde que a lei que tipifica esse crime entrou em vigor, em 2015. O total representa um crescimento de 1% em relação a 2023, quando foram registrados 1.477 casos.

Logo após Mato Grosso, os estados com maior taxa de feminicídio são Mato Grosso do Sul (2,4%), Piauí (2,3%) e Roraima (2,0%). Na outra ponta, Amapá (0,5%), Sergipe (0,8%) e Ceará (0,9%) registram os menores percentuais, segundo o levantamento.

Portal Caliandra – O Observatório Caliandra foi lançado em 8 de março de 2024 como uma das principais iniciativas do MPE para o enfrentamento à violência de gênero. Desde então, ultrapassou 15 mil acessos e contabiliza mais de 1.700 novos usuários, refletindo o crescente interesse da sociedade pelo tema e pela transparência dos dados.

Vinculado ao Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica e Familiar da Capital, o portal reúne dados sobre feminicídios, medidas protetivas, acompanhamento processual e oferece informações de apoio às vítimas e familiares.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Pivetta rejeita mudança de estratégia e diz que vai manter foco em propostas na reta final

Candidato à reeleição pelo Republicanos afirma que pretende apresentar sua trajetória, resultados e plano de governo para os próximos quatro anos

Publicados

em

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende manter a mesma postura adotada durante a campanha nos últimos dias antes do primeiro turno. Em ato político realizado em Cuiabá, o candidato disse que sua prioridade será apresentar sua trajetória, propostas e resultados da administração, sem recorrer a promessas que, segundo ele, não possam ser cumpridas.

Questionado sobre qual estratégia pretende adotar na reta final, Pivetta resumiu sua posição dizendo que “a melhor estratégia é não ter estratégia”. Segundo ele, a campanha deve continuar concentrada na apresentação de seu histórico político e do plano previsto para Mato Grosso nos próximos quatro anos.

“A melhor estratégia é não ter estratégia. É mostrar quem eu sou, é mostrar nossas intenções. Mostrar o nosso plano para o Mato Grosso, para os próximos quatro anos”, declarou o candidato durante conversa com jornalistas.

Pivetta também afirmou que pretende destacar sua trajetória na vida pública e os resultados que atribui às administrações das quais participou. “Nós temos uma história transparente na vida pública, de muito resultado por onde nós passamos. É desse jeito que eu estou me apresentando para o povo de Mato Grosso”, afirmou. 

Leia Também:  CST debate políticas públicas para piscicultura em Mato Grosso

Na reta final, o governador também confirmou que pretende participar dos debates previstos para a próxima semana. Ele afirmou que não pretende deixar de cumprir os compromissos da campanha e disse que pretende manter a postura adotada até agora nos encontros com os demais candidatos.

“Não vou deixar de ir, não vou deixar de cumprir meu dever cívico”, declarou.

O primeiro debate está previsto para terça-feira (29), pela TV Centro América, com participação de Pivetta, Natasha Slhessarenko (PSD) e Wellington Fagundes (PL). Já o segundo está marcado para quinta-feira (1º de outubro), pela TV Vila Real, e deverá reunir os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso. 

Além dos debates, Pivetta afirmou que continuará realizando agendas presenciais, especialmente em Cuiabá, com visitas a bairros e reuniões com eleitores. Segundo o candidato, o objetivo é manter o contato direto com a população durante os últimos dias antes da votação. 

Sobre a possibilidade de definição da eleição ainda no primeiro turno, Pivetta afirmou estar confiante, mas ressaltou que a decisão cabe aos eleitores. “Quem decide é o povo”, declarou. A votação para o Governo de Mato Grosso está marcada para 4 de outubro. 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA