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Inscrições abertas: comunicação não-violenta é tema de curso na Esmagis, em setembro

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Estão abertas as inscrições para o curso de Comunicação Não-Violenta, oferecido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). O curso é voltado para magistrados e assessores de magistrados. As inscrições seguem até 17 de agosto para os interessados lotados no interior do Estado e 10 de setembro para público de Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, são oferecidas 45 vagas.

As aulas serão ministradas no formato presencial, entre 15 e 17 de setembro, das 9h às 12h e das 14h às 19h, na própria Esmagis. O conteúdo será apresentado pelos formadores da Enfam, professor-mestre Fernando de Assis Alves e professor doutor Vladimir Santos Vitovsky. No conteúdo programático constam os seguintes temas: Comunicação Institucional e Comunicação não-Violenta; Ferramentas de Comunicação Não-Violenta; Transformações Digitais de Comunicação e Planejamento de Comunicação.

O curso tem como objetivo aprimorar os magistrados na compreensão das consequências dos processos de comunicação não-violenta no ambiente de trabalho. A ideia é, proporcionar espaço para análise e aplicação de diferentes tipos de comunicação em situações concretas, de maneira assertiva e humanizada, promovendo uma comunicação eficaz no âmbito das atividades judicantes.

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Coordenada pelo desembargador diretor da Esmagis-MT, Márcio Vidal, a ação pedagógica proporcionará rápidas transformações no ambiente funcional. Ele aponta ainda que o curso exige que os indivíduos desenvolvam não apenas competências técnicas, mas também habilidades comportamentais essenciais para promover a motivação, o comprometimento e o alto desempenho em equipes e organizações.

“É fundamental investir em ações sistêmicas que favoreçam o desenvolvimento humano de maneira interativa e integrativa, fortalecendo tanto o âmbito coletivo quanto o organizacional. Com base em uma visão político-educacional pautada no humanismo e na ética, o presente curso foi estruturado com o objetivo de proporcionar formação profissional e desenvolver competências comportamentais que transcendam a racionalidade técnica, permitindo a aplicação prática de processos de comunicação não-violenta no ambiente de trabalho de forma assertiva e humanizada.”


Conheça os professores:


Fernando de Assis Alves – Pedagogo e Mestre em Educação e Comunicação, pela Universidade de Brasília. Doutorando em Educação pela Universidade de Lisboa. Diretor-Presidente do Grupo Educando para a Vida Educavida. Pedagogo do Superior Tribunal de Justiça e professor da Educação Básica no DF. Atua como professor, consultor e palestrante, especialmente com foco no desenvolvimento de competências de média e alta complexidade.

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Vladimir Santos Vitovsky – Juiz Federal Titular da 9ª Vara Federal de Execução Fiscal/RJ, doutor em Direito e Sociologia da Universidade de Coimbra, Coordenador da Comissão de Gestão da Administração Judiciária.

Autor: Keila Maressa

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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