TECNOLOGIA
UFF será a sede da 78ª Reunião Anual da SBPC em 2026
Encerrada a 77ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na última semana, no Recife, as expectativas são grandes para a próxima edição, que acontecerá em 2026, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a chefe de gabinete do reitor da UFF, Laura Maciel, o objetivo é repetir o sucesso da edição anterior e promover um grande evento científico. “Já que é a primeira vez que a Reunião Anual da SBPC vai a Niterói”, destacou.
A Reunião Anual da SBPC é o principal evento científico e educacional do Brasil, com o propósito de discutir e divulgar os avanços nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o encontro visa debater políticas públicas nesses campos e propor metas estratégicas para o progresso científico do país.
Realizada desde 1948, a Reunião Anual acontece todos os anos em um estado brasileiro diferente e conta com uma programação diversificada, incluindo conferências, mesas-redondas, sessões de pôsteres, além de atividades culturais e educacionais, como a SBPC Jovem e o Dia da Família na Ciência.
Niterói se organiza para receber 30 mil visitantes
Segundo a organização da SBPC, a expectativa é que cerca de 30 mil pessoas — entre público, pesquisadores, professores, estudantes e convidados — participem do evento em 2026.
Laura Maciel reforçou que a Prefeitura de Niterói está apoiando a universidade na organização da 78ª Reunião Anual da SBPC para garantir que ela seja um marco para a cidade e para a ciência nacional.
“Fiquei surpresa com a movimentação e a grande presença de adolescentes, crianças, escolas e famílias na 77ª Reunião Anual, no Recife. Temos grande expectativa de repetir essa experiência em Niterói”, concluiu. A edição de 2026 deverá ocorrer em julho.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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