TECNOLOGIA

Oficina intersetorial consolida plano de ação para aprimoramentos do Inventário Nacional de GEE

O plano de ação para o aprimoramento do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE), com priorização e endereçamento de ações para os processos de melhoria, foi consolidado na terça-feira (19) durante oficina intersetorial realizada, em Brasília (DF), pelo Grupo Técnico sobre o Inventário Nacional no âmbito do Subcomitê-Executivo do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM).

A oficina intersetorial encerra o ciclo de reuniões, realizadas ao longo do primeiro semestre, por meio das quais foram coletadas contribuições de especialistas, pastas ministeriais e entidades.

Os trabalhos do GT são conduzidos pela Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Secretaria Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). As atividades contam com apoio da equipe técnica do projeto Ciência&Clima, iniciativa de cooperação técnica internacional executada pelo MCTI com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e recursos do Fundo Global do Meio Ambiente.

Durante a abertura, o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas, abordou a relevância do Inventário Nacional de GEE para o monitoramento das políticas de redução de emissões de GEE nos âmbitos nacional e internacional, como o Acordo de Paris, que envolve a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Rojas lembrou que o Inventário Nacional é uma ferramenta para monitorar e avaliar os progressos dos esforços de mitigação.

“A beleza do inventário nacional é diretamente proporcional à efetividade na implementação das ações de mitigação. Se os setores e o país se organizam e implementam efetivamente iniciativas que buscam mitigar as emissões de gases de efeito estufa, o Inventário vai demonstrar isso”, explicou.

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O Brasil elabora Inventários Nacionais há cerca de três décadas e, a cada nova edição, conforme a disponibilidade de dados e da melhor ciência disponível, melhorias são implementadas para melhor refletir a realidade nacional. Rojas enfatizou ainda o esforço contínuo de aprimoramento do Inventário Nacional por meio da incorporação, por exemplo, de dados de atividade e fatores de emissão mais precisos, e de como os ministérios setoriais podem contribuir com a geração ou desagregação de informações, investimentos em pesquisas, entre outras necessidades.  “Vamos pactuar entre os diversos atores um plano de ação para aprimoramento do Inventário Nacional”, afirmou sobre os encaminhamentos concretos da oficina intersetorial.

A diretora do Departamento de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação do MMA, Lidiane Rocha, reiterou a importância do inventário nacional para subsidiar as tomadas de decisão e dos trabalhos do GT.

“Quanto mais as decisões tomadas forem embasadas em conhecimento técnico-científico, melhor. Isso reduz o risco de incertezas, o risco de cometer ou adotar uma posição que não seja adequada para a realidade”, afirmou. “A intenção da oficina é que seja um dia intenso, produtivo, e que possamos de fato consiga endereçar questões que precisam ser aprimoradas para que, não só o Inventário, mas os planos setoriais possam ser mais aprimorados, apurados e acurados com a realidade”, concluiu.

Sessões setoriais – O GT foi instalado em novembro de 2024, quando houve a definição do cronograma de atividades. Ao longo do primeiro semestre foram realizadas sessões setoriais sobre cada um dos setores do Inventário Nacional: Agropecuária; Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas (LULUCF); Energia; Processos Industriais e Uso de Produtos (IPPU); e Resíduos. As reuniões coletaram contribuições e engajaram entidades, especialistas e instituições dos respectivos setores envolvidos para implementar aprimoramentos. 

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O supervisor do Inventário Nacional, Régis Rathmann, expôs a síntese de contribuições enviadas ao longo do processo. Ele destacou ainda que o mapeamento de melhorias para o Inventário Nacional se iniciou antes mesmo da criação do GT. Em 2024, durante a realização dos processos de Garantia de Qualidade e Controle de Qualidade (QA-QC), previstos como parte do ciclo de elaboração do inventário, especialistas brasileiros com experiência em revisões internacional efetuaram contribuições para melhorias.

Em abril deste ano, o Primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil passou por revisão técnica de especialistas internacionais da UNFCCC, que efetuaram recomendações e encorajamentos de melhorias. A partir das recomendações e sugestões recebidas, a equipe técnica organizou as propostas de encaminhamento sugestão de priorização das ações para aprimoramento do Inventário. A atualização do Censo Agropecuário, por exemplo, é um aspecto relevante”, afirmou sobre uma das bases de dados estatísticos nacionais importantes para o cálculo de estimativas.

Acesse o Primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil e o Relatório do Inventário Nacional, que reúne o detalhamento metodológico. Acesse a cartilha Entenda o Inventário Nacional de GEE.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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