AGRONEGÓCIO

Mapa realiza entrega de maquinário agrícola para municípios fluminenses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no estado do Rio de Janeiro (SFA-RJ), realizou, na tarde desta terça-feira (17), a segunda etapa do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), com a entrega de mais um lote de máquinas agrícolas a seis municípios fluminenses, para apoio às políticas públicas de fortalecimento da infraestrutura e da produção no meio rural.

Em cerimônia realizada no Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, em Parada de Lucas, cinco retroescavadeiras e duas pás carregadeiras, adquiridas por meio do Promaq, foram entregues oficialmente pelo superintendente de Agricultura e Pecuária no estado, Raphael Moreira, aos representantes das prefeituras dos municípios de Carmo (duas retroescavadeiras), Duas Barras (uma pá carregadeira), Italva (uma retroescavadeira), Sapucaia (uma pá carregadeira), Sumidouro (uma retroescavadeira) e Miracema (uma retroescavadeira).

O superintendente da SFA-RJ explicou que o ato representou a segunda remessa de equipamentos entregues a municípios fluminenses, por meio do programa que visa modernizar o setor agropecuário, elevar a produtividade no campo, fomentar o desenvolvimento regional e reduzir desigualdades socioeconômicas.

Leia Também:  Abertas inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024 de cafés especiais

O primeiro lote foi entregue no dia 3 de junho e contou com cinco retroescavadeiras e duas escavadeiras hidráulicas, distribuídas entre os municípios de Comendador Levy Gasparian (escavadeira hidráulica), Cordeiro (retroescavadeira), Duas Barras (duas retroescavadeiras), Miracema (retroescavadeira), Porciúncula (retroescavadeira) e Saquarema (escavadeira hidráulica).

“É uma determinação do ministro Carlos Fávaro que essas máquinas do Promaq continuem sendo entregues para utilização pelas prefeituras no suporte aos pequenos produtores rurais, em ações como a abertura e manutenção de estradas vicinais para garantir o escoamento e a comercialização da produção, e em outras atividades em benefício do setor produtivo agropecuário, além de apoio a outras obras públicas em benefício da população desses municípios”, afirmou Raphael Moreira.

O prefeito de Sumidouro, Galileu Freitas, celebrou o recebimento da máquina retroescavadeira entregue pelo Mapa. “Nós somos um dos principais produtores agrícolas do estado, e essa máquina será muito importante porque temos uma população majoritariamente rural e mais de 1,2 mil quilômetros de estradas em leito natural. O município depende muito desse equipamento para escoar a nossa produção agrícola, que é muito grande. Esse equipamento será recebido com muita alegria pela nossa população”, afirmou o prefeito.

Leia Também:  Senar assina acordo para levar Assistência Técnica e Gerencial a produtores de São Paulo

Também participaram da solenidade de entrega o deputado federal Daniel Soranz; o comandante de Material do Corpo de Fuzileiros Navais, contra-almirante Cláudio Lopes de Araújo Leite; o prefeito do município de Sapucaia, Breno Junqueira; a prefeita de Miracema, Alessandra Freire; o prefeito de Carmo, Samuel de Lima; o prefeito de Duas Barras, Armando Teixeira; o secretário de Governo de Italva, Lucas Cordeiro; entre outras autoridades civis e militares.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

Leia Também:  Mapa lança banco de dados do AgroInsight com oportunidades de exportação identificadas por adidos agrícolas

Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

Leia Também:  Começa o vazio sanitário no RS e outros 21 estados

O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA