POLÍTICA NACIONAL
Congresso transforma MP em lei e garante R$ 357 milhões ao Rio Grande do Sul
Foi promulgada a Lei 15.147, de 2025, que libera R$ 357,4 milhões em crédito extraordinário para apoiar a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram o estado em 2024. A norma é fruto da conversão da Medida Provisória (MP) 1.284/2024, aprovada pelo Congresso Nacional no fim de maio.
Os recursos são voltados a ações emergenciais de assistência à população atingida, à recuperação de serviços e infraestrutura danificada e ao apoio a famílias de assentamentos rurais. A promulgação da lei foi feita pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (12).
— O crédito extraordinário justifica-se para o atendimento às consequências dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul — afirma o parecer da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), relatora revisora da proposta no Senado.
Apoio à população e recuperação de serviços
O crédito extraordinário contempla despesas de seis órgãos do governo federal. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional recebe R$ 71,7 milhões, destinados a apoio financeiro direto a 13.924 famílias desalojadas ou desabrigadas no estado.
Outro destaque é a liberação de R$ 34,5 milhões ao Fundo Nacional de Assistência Social para a recomposição da rede socioassistencial, atendendo 37 entes federativos. A verba será usada para estruturar os serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, será contemplado com dois blocos de recursos. Um total de R$ 57,9 milhões será aplicado na recuperação de assentamentos, beneficiando 4.326 famílias. Outros R$ 120,2 milhões financiarão crédito de instalação para 7.232 famílias assentadas no estado.
A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) receberá R$ 60 milhões para a recomposição do sistema metroviário da capital, afetado pelas chuvas. Já o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, contará com R$ 13 milhões para retomar suas atividades no Rio Grande do Sul.
Recursos já estavam em uso
Como a medida provisória tem força de lei desde sua edição, os recursos começaram a ser executados antes mesmo da votação no Congresso. De acordo com o relator da matéria na Câmara, deputado Bohn Gass (PT-RS), cerca de 95% do valor total já foi utilizado. A aprovação da lei garante a continuidade do uso dos recursos restantes.
O relatório aprovado destaca que os danos causados pelos eventos climáticos de 2024 foram “sem precedentes”, com impacto direto sobre a população e as atividades econômicas do estado.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão especial da escala 6×1 ouviu 4 mil pessoas, diz presidente
O presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse que quase 4 mil pessoas participaram dos debates sobre a jornada de trabalho. “Em menos de um mês de funcionamento, esta comissão especial já está entre as cinco da Câmara que mais horas de debate realizaram. Isso demonstra a força do tema e o anseio popular”, disse Alencar Santana antes da votação do parecer do relator.
O presidente defendeu a legitimidade do colegiado, rebatendo críticas de que a tramitação teria sido acelerada sem o devido aprofundamento. Ele destacou que as audiências públicas incluíram representantes patronais e dos trabalhadores.
Os defensores da mudança reforçaram nesta quarta os benefícios ao trabalhador, entre eles o tempo extra para descanso e convívio com a família.
Os deputados contrários citaram o risco de aumento nos custos de produção e os impactos disso nos preços. O líder do Novo, Gilson Marques (SC), disse que a mudança afetará os pequenos negócios. Argumentou, ainda, que a redução de jornada em países desenvolvidos ocorreu como consequência do enriquecimento e do aumento de produtividade.
“O que ninguém conta é como a redução de jornada vai afetar o empreendedor, o consumidor e o próprio trabalhador. A farmácia, a padaria e o supermercado vão subir os preços ou, pior, vão fechar as portas”, afirmou Marques.
Autora da PEC 8/25, que propõe a jornada 4×3, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) criticou as tentativas dos opositores de impedir a votação na comissão especial. Segundo ela, houve desinformação sobre os impactos econômicos das medidas.
“Hoje, os trabalhadores e a sociedade sairão daqui cantando uma vitória, uma vitória da classe trabalhadora e uma derrota dos inimigos do povo, uma derrota daqueles que tentaram prejudicar essas mudanças”, disse Erika Hilton.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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