NACIONAL

Brasil é 10º em ranking global de universidades

O Brasil garantiu posição de destaque no Center for World University Rankings (CWUR) 2025, divulgado na segunda-feira, 2 de junho, figurando como o 10º país com o maior número de universidades classificadas. O ranking árabe, que avaliou 21.462 instituições de todo o planeta e classificou duas mil, posicionou o Brasil empatado com a Espanha, evidenciando a qualidade do sistema universitário brasileiro em um cenário global competitivo. 

Com 53 universidades listadas, o Brasil se posicionou à frente de países como Canadá (38), Austrália (39), Suíça (18), Portugal (13) e México (13), ficando logo abaixo da Coreia do Sul (56) e à frente da Turquia (52). Essa presença entre os 25 primeiros países, que inclui potências como China (346), Estados Unidos (319) e Japão (107), destaca a solidez e a relevância da produção acadêmica brasileira no panorama mundial. 

Das 53 instituições brasileiras que integram a lista, 37 são universidades federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), o que representa cerca de 70% do total de universidades brasileiras ranqueadas. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David, a colocação do Brasil no ranking CWUR 2025 é um incentivo para o futuro. 

Leia Também:  ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Conceição de Ibitipoca (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa

“O resultado brasileiro no ranking CWUR 2025 mostra o trabalho e a dedicação de nossas universidades, especialmente as federais, que são incansáveis e pilares da educação superior e da pesquisa no Brasil, com ensino, pesquisa, extensão e inovação de qualidade”, afirmou Marcus. “Continuaremos a consolidar e fortalecer nossas instituições para que o Brasil siga avançando e contribuindo para a produção de conhecimento”. 

Metodologia O CWUR é reconhecido por sua abordagem na avaliação de universidades, baseando-se em indicadores objetivos que não dependem de pesquisas e submissões de dados pelas próprias instituições. A metodologia do CWUR 2025 considera quatro pilares principais, com diferentes pesos: 

  • Educação (25%): mede a performance acadêmica de egressos, considerando o número de ex-alunos que receberam distinções acadêmicas de alto nível em relação ao tamanho da instituição. 

  • Empregabilidade (25%): avalia a empregabilidade dos ex-alunos, também em relação ao tamanho da universidade, indicando a capacidade da instituição de formar profissionais bem-sucedidos no mercado de trabalho. 

  • Corpo Docente (10%): quantifica o número de membros do corpo docente que receberam importantes distinções acadêmicas. 

Leia Também:  MPS amplia atendimentos em 120% na segunda edição do "Governo do Brasil na Rua", em Heliópolis (SP)
  • Pesquisa (40%): o pilar é subdividido em quatro indicadores, cada um com peso de 10%:  

  • Produção de pesquisa: número total de artigos científicos. 

  • Publicações de alta qualidade: número de artigos publicados em periódicos de primeira linha. 

  • Influência: número de artigos de pesquisa em periódicos altamente influentes. 

  • Citações: número de artigos de pesquisa altamente citados. 

 

 

.
.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

Leia Também:  Belém (PA) recebe nova sinalização turística bilíngue em preparação para a COP 30

As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

Leia Também:  MEC fará caravanas para dialogar com estudantes do Pé-de-Meia

Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA